O Tribunal do Júri de Belo Horizonte condenou, na noite desta quarta-feira (12), Samuel Paixão de Souza, integrante da torcida organizada Máfia Azul, a 67 anos de prisão por crimes relacionados à emboscada contra um ônibus com torcedores do Atlético-MG, ocorrida em novembro de 2021.
Samuel foi condenado por um homicídio consumado triplamente qualificado, um homicídio tentado triplamente qualificado e cinco homicídios tentados duplamente qualificados. O júri foi encerrado às 22h51.
O julgamento começou durante a manhã desta quarta-feira. O Conselho de Sentença foi formado por cinco homens e duas mulheres. Inicialmente, estava prevista a oitiva de oito testemunhas. A sessão foi presidida pela juíza Maria Beatriz Fonseca Biasutti.
De acordo com a decisão da Justiça, Samuel não compareceu ao julgamento. Diante da ausência, a magistrada determinou a expedição de um mandado de prisão contra ele.
Outros três réus foram julgados em julho
O julgamento de Samuel havia sido adiado anteriormente após a defesa alegar problemas de saúde. No dia 29 de julho, outros três réus apontados como envolvidos na emboscada também foram julgados.
As novas sessões do Tribunal do Júri foram realizadas após o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) anular condenações anteriores por irregularidades processuais.
Relembre o caso
A emboscada aconteceu na noite de 28 de novembro de 2021, após a partida entre Atlético-MG e Fluminense, no Mineirão. Um ônibus que transportava torcedores atleticanos foi cercado e atacado na Região do Barreiro, em Belo Horizonte.
Segundo as investigações, integrantes da torcida organizada Máfia Azul participaram da ação. O grupo teria utilizado paus, barras de ferro, fogos de artifício e coquetéis molotov durante o ataque. O veículo, que fazia a linha 6350, ficou destruído. Entre os passageiros estavam integrantes da torcida organizada Galoucura, além de outros torcedores.
Matheus de Freitas Ferreira, de 20 anos, ficou gravemente ferido durante o ataque e morreu dois dias depois. Outras pessoas também ficaram feridas. O jovem foi sepultado no Cemitério da Paz, em Belo Horizonte. Na ocasião, familiares, amigos e torcedores prestaram homenagens e cobraram a responsabilização dos envolvidos.
As investigações apontaram integrantes da Máfia Azul como suspeitos de participação no ataque. O Ministério Público denunciou os envolvidos por crimes como homicídio consumado, tentativas de homicídio e associação criminosa.
Os réus chegaram a ser julgados anteriormente, mas as condenações foram anuladas pelo TJMG após o reconhecimento de irregularidades processuais. Com isso, novos julgamentos foram determinados.
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