Será velada e sepultada nesta quinta-feira (13) Emanuelly Lana Martins Soares, de 7 anos, que morreu após passar mal durante a merenda na Escola Municipal Bruna Diniz Patrocínio Alves, no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
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Segundo familiares, o velório será realizado das 9h às 11h, no Memorial Neves, no bairro Santa Marta. O sepultamento está marcado para as 11h30, no Cemitério Porto Seguro, no bairro de mesmo nome.
O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) informou que a criança teria se engasgado enquanto comia carne servida na merenda escolar. A corporação foi acionada e, por telefone, orientou uma profissional da escola sobre os procedimentos de primeiros socorros em casos de obstrução das vias aéreas.
Apesar das informações iniciais sobre um possível engasgo, a causa da morte ainda não foi oficialmente confirmada.
Escola suspendeu as aulas
Após a morte de Emanuelly, a Escola Municipal Bruna Diniz Patrocínio Alves suspendeu as aulas. Em nota, a instituição informou que permaneceria fechada diante do momento de luto e da situação envolvendo a comunidade escolar.
A Prefeitura de Ribeirão das Neves também informou que está prestando assistência à família e abriu um processo administrativo para apurar as circunstâncias da ocorrência.
“Nós já estivemos com a família toda hoje, durante toda a manhã e até pouco tempo atrás. A Prefeitura está dando todo o suporte necessário e a gente está abrindo um processo investigativo para apurar mesmo tudo o que aconteceu, como aconteceu, aguardando os laudos, para que a gente possa ter consciência do que aconteceu”, afirmou a secretária municipal de Educação, Dolores Kicila.
Criança tinha diagnóstico de TEA
Emanuelly tinha diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) de nível 1 de suporte. Segundo a secretária de Educação, a menina não necessitava de profissional de apoio específico durante as refeições. De acordo com Dolores Kicila, o acompanhamento oferecido à criança na escola era de caráter pedagógico, e não relacionado a atividades de vida cotidiana.
A secretária afirmou ainda que profissionais de apoio estavam na escola no momento da ocorrência e que uma das profissionais foi responsável por buscar ajuda em uma unidade de saúde próxima. Segundo a pasta, Emanuelly era considerada independente e autônoma durante a alimentação e não fazia uso de alimentação especial.
A secretária também afirmou que os primeiros socorros foram prestados imediatamente e que os serviços de emergência foram acionados.
Investigação vai apurar circunstâncias da morte
A Polícia Civil de Minas Gerais investiga o caso. A perícia deverá analisar as circunstâncias da ocorrência e apontar oficialmente a causa da morte.
Até a conclusão dos trabalhos, não é possível afirmar de forma definitiva que o óbito tenha sido provocado por engasgo.

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