O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (Republicanos) negou ter cometido irregularidades no direcionamento de emendas parlamentares para municípios de Minas Gerais e afirmou ser alvo de uma “perseguição política” da Polícia Federal (PF). As declarações foram feitas durante uma entrevista à Rádio Maravilha, emissora da qual é proprietário.
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Segundo Cunha, ele apenas teria sugerido ao partido Republicanos que recursos fossem destinados a cidades mineiras, mas a decisão sobre envio das emendas foi do líder da bancada do partido da Câmara, o deputado federal Gilberto Abramo (Republicanos-MG). O ex-deputado afirmou que, por não exercer mandato, não tinha poder para indicar recursos.
A investigação da Polícia Federal, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), aponta indícios de que Cunha teria influenciado o envio de cerca de R$ 6,1 milhões em emendas para municípios mineiros onde adquiriu emissoras de rádio. Para os investigadores, a medida poderia fortalecer sua atuação política no estado.
Em resposta, Cunha negou qualquer irregularidade, afirmou que não houve desvio de dinheiro público e disse que seus advogados vão recorrer da decisão do ministro Flávio Dino, que determinou o bloqueio de R$ 6,1 milhões em bens do ex-deputado. As investigações seguem em andamento.

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