A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu, nesta quinta-feira (2), dois irmãos, de 37 e 40 anos, durante a operação Cortina Digital, que investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, agiotagem e extorsão na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A Justiça também determinou o bloqueio de mais de R$ 7,7 milhões ligados ao grupo.
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Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão em Belo Horizonte, Contagem, Betim, Ribeirão das Neves e Santa Luzia. A ação mobilizou cerca de 60 policiais civis, com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e do helicóptero Carcará.
Segundo a investigação, os dois irmãos são apontados como líderes do esquema e também responsáveis pelo tráfico de drogas em bairros da região Norte de Belo Horizonte e em Ribeirão das Neves. Conforme a Polícia Civil, eles utilizavam empresas de fachada e uma rede de pessoas ligadas ao grupo para ocultar a origem dos recursos obtidos com atividades criminosas e dificultar o rastreamento das movimentações financeiras.
As investigações começaram há cerca de três meses e tiveram como ponto de partida publicações feitas pelos suspeitos nas redes sociais. De acordo com a polícia, os investigados se apresentavam como influenciadores digitais e exibiam carros de luxo, grandes quantias em dinheiro e um padrão de vida incompatível com a renda declarada, em uma tentativa de dar aparência de legalidade ao patrimônio.
O delegado Domiciano Monteiro informou que aproximadamente 20 pessoas são investigadas por participação no esquema. Segundo ele, o dinheiro era transferido entre diversas contas bancárias, movimentado rapidamente e, em seguida, sacado em espécie para dificultar o rastreamento pelas autoridades.
Durante a operação, os policiais apreenderam seis carros, entre eles duas BMW, um Audi e duas caminhonetes Toyota Hilux, além de uma motocicleta e duas motos aquáticas.
A investigação também identificou indícios da prática de agiotagem e extorsão. Conforme a Polícia Civil, mensagens obtidas durante as apurações fazem referência ao pagamento de “juros” por meio de transferências via Pix. Em alguns casos, veículos de alto valor teriam sido entregues ao grupo como forma de quitar dívidas.
Os dois principais investigados possuem antecedentes por crimes como tráfico de drogas, homicídio, roubo, receptação, porte ilegal de arma, sequestro e extorsão.
As investigações continuam para identificar outros integrantes da organização criminosa e aprofundar a análise da movimentação financeira do grupo.

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