O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negou o recurso apresentado por Welbert de Souza Fagundes e manteve a decisão leva a júri popular pela morte do sargento da Polícia Militar Roger Dias. A data do julgamento ainda não foi definida.
Welbert foi pronunciado pelo 2º Tribunal do Júri Sumariante da Comarca de Belo Horizonte, em decisão proferida em 11 de dezembro de 2025. O crime ocorreu em 5 de janeiro de 2024, no bairro Novo Aarão Reis, na Região Norte da capital. Na ocasião, o acusado cumpria saída temporária do sistema prisional.
Com a decisão mantida pelo TJMG, o réu responderá por homicídio qualificado pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, pela intenção de assegurar a impunidade de outro crime e por ter o crime sido praticado contra agente de segurança pública no exercício da função.
Além disso, Welbert também será julgado por tentativa de homicídio contra o policial militar Raphael Henrique Ferreira Lopes, igualmente qualificada pela tentativa de garantir a impunidade de outro delito e por ter como vítima um agente de segurança pública em serviço. O acusado ainda responderá por porte ilegal de arma de fogo.
Relembre o caso
Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a ocorrência teve início após a polícia receber informações de que dois homens armados circulavam em um Fiat Uno prata roubado.
O veículo era conduzido por Geovanni Faria de Carvalho, enquanto Welbert ocupava o banco do passageiro. Ao receber ordem de parada, o motorista fugiu em alta velocidade. Durante a perseguição, atingiu uma motocicleta, atropelou um pedestre e, mesmo após o impacto, continuou a fuga até colidir contra um poste. A vítima atropelada foi socorrida e sobreviveu.
Após o acidente, os dois suspeitos abandonaram o carro e tentaram escapar a pé. De acordo com a acusação, o sargento Roger Dias localizou Welbert e determinou que ele se rendesse. Nesse momento, o acusado teria sacado uma arma e efetuado um disparo na cabeça do militar. Ainda segundo a denúncia, um segundo tiro foi realizado enquanto o policial já estava caído.
Outro policial militar tentou conter o suspeito, mas também foi alvo de disparos. Ele reagiu e baleou Welbert, que acabou preso no local com a arma utilizada no crime. Roger Dias foi socorrido, mas morreu em decorrência dos ferimentos.
Enquanto isso, Geovanni Faria de Carvalho continuou em fuga. Ele foi localizado escondido na laje de um estabelecimento comercial e, conforme a denúncia, atirou contra quatro policiais militares antes de ser baleado e preso em uma área de mata próxima.
Geovanni foi julgado separadamente e condenado a 13 anos e sete meses de prisão, em regime fechado, pelos crimes relacionados ao caso.
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