fbpx
Redes Sociais

Gustavo Fonseca

Transferência de Multas – o que é e como fazer?

Receber uma notificação em casa sobre o cometimento de uma infração (e, em consequência, sobre penalidades que poderão ser aplicadas) é uma má notícia. No entanto, em muitos casos, há uma situação ainda pior: um condutor que recebe uma notificação por uma infração cometida por outra pessoa.

Isso pode acontecer, por exemplo, quando um veículo foi flagrado, através de um radar eletrônico, em excesso de velocidade. Nessas situações, a notificação chega em nome do proprietário do veículo ou do principal condutor, que nem sempre são, de fato, quem estava dirigindo no momento do flagrante.

Por esses e outros motivos, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece a possibilidade de fazer a transferência de pontos, também chamada popularmente de “transferência de multas”, evitando, assim, que um condutor seja penalizado com pontos na sua Carteira por uma infração que não cometeu.

Você sabe quando e como solicitar a transferência de pontos? Não? Neste artigo, explicaremos passo a passo todo o processo para que isso seja feito. Informe-se!

O que é a indicação de condutor?

Para solicitar a transferência de multas e pontos na CNH, o que se deve fazer, na prática, é a indicação de condutor. Em outras palavras, a indicação de condutor é o documento através do qual o proprietário (ou o principal condutor) do veículo informa legalmente às autoridades quem era o condutor que estava ao volante no momento em que a infração foi flagrada.

Quando um condutor é flagrado cometendo uma infração de trânsito e recebe, em sua casa (no endereço cadastrado junto ao DETRAN), a Notificação, terá um prazo para realizar a indicação de condutor, da qual falaremos a seguir. Ao fazer isso, se informa a quem as penalidades consequentes da infração deverão ser direcionadas, ou seja, quem terá de pagar a multa e receber os pontos na CNH.

O prazo para apresentar a Indicação de Condutor deve vir informado na Notificação. Ainda assim, segundo o Artigo 257 do CTB, essa Indicação deve ser feita em até 15 dias:

“Art. 257, §7º – Não sendo imediata a identificação do infrator, o principal condutor ou o proprietário do veículo terá 15 dias de prazo, após a notificação da autuação, para apresentá-lo, na forma em que dispuser o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), ao fim do qual, não o fazendo, será considerado responsável pela infração o principal condutor ou, em sua ausência, o proprietário do veículo.”

Se esse prazo não for respeitado, não será mais possível fazer a Indicação de Condutor, por isso, esteja atento a todas as informações que constam na Notificação que chegou a seu endereço, certo?

Quando e como fazer a Indicação de Condutor?

Como já dissemos no tópico anterior, a Indicação de Condutor só pode ser feita quando o infrator não é o que consta na Notificação e que, por essa razão, passa a ser necessário esclarecer quem, de fato, cometeu tal conduta.

Sendo assim, a Indicação de Condutor não pode ser feita quando, por exemplo, há a intervenção direta de um agente de trânsito. Em casos de flagrante por radar eletrônico ou quando o condutor não estava necessariamente presente (por exemplo, se a infração foi estacionar em lugar proibido), é possível fazer a Indicação.

Quando a infração é referente à situação do veículo – e não a uma conduta comportamental –, também não será possível solicitar a transferência de multas e pontos, como estabelece o seguinte Artigo do CTB:

“Art. 257, § 2º Ao proprietário caberá sempre a responsabilidade pela infração referente à prévia regularização e preenchimento das formalidades e condições exigidas para o trânsito do veículo na via terrestre, conservação e inalterabilidade de suas características, componentes, agregados, habilitação legal e compatível de seus condutores, quando esta for exigida, e outras disposições que deva observar.

  • 3º Ao condutor caberá a responsabilidade pelas infrações decorrentes de atos praticados na direção do veículo.”

 

Para fazer a Indicação, será necessário preencher corretamente o Formulário de Indicação de Condutor, que vem anexado junto à Notificação de Autuação (a qual, como dissemos, chega ao endereço cadastrado no DETRAN).

Além do formulário, são solicitados alguns documentos, sendo eles:

– cópia da CNH ou PPD (Permissão para Dirigir) do condutor infrator e do condutor que solicita a Transferência de Multa;

– cópia de documento do proprietário do veículo (ou de seu representante legal);

– documento com assinaturas reconhecidas, tanto do condutor infrator quanto do dono do veículo.

Com todos esses documentos em mãos e o formulário de Indicação preenchido, será necessário enviá-los ou entregá-los pessoalmente ao DETRAN do estado em que o veículo se encontra registrado.

O que acontece se eu indicar um falso condutor infrator?

Infelizmente, na web, circulam avisos de pessoas que se oferecem para ser indicadas como condutores infratores, sem que, de fato, o sejam. Com isso, o real infrator evita que sejam gerados pontos na sua CNH.

No entanto, essa ação é um crime, mais especificamente um crime de falsidade ideológica, como se conclui ao analisar o Artigo 299 do Código Penal Brasileiro, que diz:

 “Falsidade ideológica

Art. 299 – Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante:

Pena – reclusão, de um a cinco anos, e multa, se o documento é público, e reclusão de um a três anos, e multa, se o documento é particular.

Parágrafo único – Se o agente é funcionário público, e comete o crime prevalecendo-se do cargo, ou se a falsificação ou alteração é de assentamento de registro civil, aumenta-se a pena de sexta parte.”

Para agir com consciência, informe-se mais sobre crimes de trânsito.

Você recebeu uma Notificação para uma infração cometida por outro condutor? Entre em contato com a equipe de especialistas do Doutor Multas e receba a orientação necessária para realizar a Indicação de Condutor. Fale conosco através do e-mail [email protected] ou ligue para 0800 6021 543.

Gustavo Fonseca

Limite do Som Automotivo: Saiba Quando a Multa é Indevida!

O som faz parte de praticamente todo automóvel brasileiro. Há ainda aqueles que apreciam aparelhos com potência, para escutar o som de forma mais potente ou até para participar de competições. Seja qual for seu caso, você sabe o que diz a lei a respeito do som automotivo? Leia este artigo, fique por dentro e evite ser multado!

Código de Trânsito Brasileiro e limite de som automotivo

Talvez você já tenha visto, em alguns estabelecimentos ou espaços públicos, placas citando a proibição de som automotivo. Mas será que há um limite tolerável? Para entender melhor, começaremos trazendo o que diz a Lei nº 9.503/1997, mais conhecida como Código de Trânsito Brasileiro (CTB), sobre o tema. De acordo com o artigo 228:

“Art. 228 – Usar no veículo equipamento com som em volume ou frequência que não sejam autorizados pelo CONTRAN:

Infração – grave;

Penalidade – multa;

Medida administrativa – retenção do veículo para regularização.”

Ou seja, o CTB delega, ao CONTRAN (Conselho Nacional do Trânsito), que regule os limites do som automotivo. O desrespeito à norma do CONTRAN é passível, então, de multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH.

O que dizia o CONTRAN até 2016

O CONTRAN estabelece normas através de Resoluções. Até pouco tempo atrás, mais especificamente em 2016, a Resolução usada para normatizar o uso de som automotivo era a nº 204, a qual dizia, em seu artigo 1º, que era proibida a utilização acima de 80 decibéis, medidos a 7 metros de distância do veículo.

Os decibéis são a forma de medir a altura de um determinado ruído, e o aparelho usado para fazer tal medição se chama decibelímetro. A altura de 80 decibéis já pode provocar danos à audição em caso de exposição prolongada.

Contudo, em 2016, a Resolução 204 foi substituída pela Resolução 624, ainda desconhecida por muitos condutores.

Resolução nº 624 do CONTRAN sobre limite de som automotivo

A atual Resolução sobre limite de som automotivo refere que:

“Art. 1° – Fica proibida a utilização, em veículos de qualquer espécie, de equipamento que produza som audível pelo lado externo, independentemente do volume ou frequência, que perturbe o sossego público, nas vias terrestres abertas à circulação.”

Isso significa que o limite se tornou bem mais rígido, pois agora não depende mais do total de decibéis para que a conduta do motorista seja considerada irregular.

Outro ponto polêmico dessa nova Resolução é seu caráter subjetivo, pois a justificativa para que a altura seja irregular, além de ser escutado do lado de fora do veículo, é que esteja perturbando o sossego público. Esse critério é bastante pessoal, já que depende das pessoas ao seu entorno. Tal Resolução vai ao encontro do Decreto-Lei 3.688/41, mais conhecido como Lei de Contravenções Penais, o qual estabelece, no artigo 42, que a perturbação do sossego alheio é passível de prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa.

E em que o agente fiscalizador se baseia para avaliar se o som está perturbando o sossego alheio ou não? Essa decisão é subjetiva, baseada em sua fé pública, ou seja, na presunção de veracidade que o agente possui enquanto servidor público. Nesse ponto, pode haver uma linha tênue entre interpretação subjetiva e abuso de poder, mais um dos motivos que torna a Resolução 624 tão polêmica.

Se autuado, meu veículo pode ser retido?

Como diz o CTB, em caso de autuação, o veículo pode ser retido para regularização. Contudo, entende-se que a regularização seria desligar o som, o que não implica em necessidade de retenção do veículo. Por isso, não é comum nem necessária a prática de retê-lo. Isso está esclarecido no artigo 270 do CTB, que diz que quando a irregularidade puder ser sanada no local da infração, o veículo será liberado tão logo seja regularizada a situação.

Se, mesmo assim, o agente fiscalizador desejar reter seu veículo ou seu som automotivo, recomenda-se que o condutor obedeça às ordens, pois a resistência pode acarretar em mais uma penalidade, conforme o artigo 195 do CTB:

“Art. 195. Desobedecer às ordens emanadas da autoridade competente de trânsito ou de seus agentes:

        Infração – grave;

        Penalidade – multa.”

Então, o que fazer? Saiba que qualquer infração de trânsito concede ao condutor o direito de defesa. Entenda melhor a seguir.

Como defender-se de infração aplicada injustamente

Se você sentir que recebeu uma multa indevidamente, pode e deve recorrer. A lei possibilita recurso em três instâncias diferentes, mas para isso é preciso estar atento ao prazo apresentado na notificação de autuação, em que é possível recorrer na primeira etapa.

A primeira fase recursal é chamada de defesa prévia. Nesse primeiro momento, o recurso é julgado por uma comissão do órgão responsável pela aplicação da penalidade. Caso a defesa prévia seja indeferida, o condutor pode entrar com recurso na segunda fase, em primeira instância, na JARI (Junta Administrativa de Recursos de Infrações).

Se, ainda assim, o recurso for indeferido, o motorista poderá recorrer em segunda instância ao CETRAN (Conselho Estadual de Trânsito), que é a terceira e última fase recursal. Cada etapa é julgada por comissões diferentes, o que aumenta as chances de sucesso do recurso.

Doutor Multas – auxílio na elaboração de recurso

O recurso de multa não demanda a contratação de advogado, pode ser feito diretamente pelo próprio condutor, mas se, mesmo assim, você desejar auxílio profissional, nós do Doutor Multas somos especialistas em recursos administrativos de multas de trânsito e podemos ajudá-lo.

Para fazer uma análise gratuita do seu caso, entre em contato conosco pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone 0800 6021 543.

Agora que você está bem informado sobre o limite de som automotivo, compartilhe este conteúdo e ajude outras pessoas. Para mais artigos como este, continue nos acompanhando. Se tiver dúvidas ou sugestões, é só escrever aqui nos comentários. Até mais!

 

Continua lendo

Gustavo Fonseca

Qual é a relação entre o AA, a Lei Seca e a redução de mortes no trânsito no país?

Em junho deste ano, a Lei Seca completou dez anos em vigor no país. Com ela, toda e qualquer quantidade de álcool no organismo de pessoas que estão dirigindo um veículo passou a ser uma infração de trânsito.

A Alcóolicos Anônimos (AA), associação que se define como uma irmandade mundial para homens e mulheres que precisam de ajuda para permanecerem sóbrios, existe desde a década de 1940 e desempenha, para muitas pessoas e famílias, uma forte ferramenta para vencer o vício em bebidas alcoólicas.

Embora sejam ações diferentes em vários sentidos, a AA e a Lei Seca têm também um fator comum: os impactos do alcoolismo na vida dos cidadãos. Isso acontece porque a Lei Seca, da qual falaremos a seguir com mais detalhes, é uma tentativa de diminuir o consumo de álcool por condutores, impactando, assim, o número de mortes no trânsito.

Afinal, o que é a Lei Seca? Quais foram as conquistas dessa Lei durante os últimos dez anos? Vamos falar sobre isso neste artigo. Confira!

O que é a Lei Seca?

A Lei Seca é uma das leis de trânsito que mais impactaram a vida dos condutores no Brasil, afinal, ela elevou o rigor com que o consumo de álcool por condutores era abordado na legislação.

O termo Lei Seca se refere à Lei Nº 11.705/2008. Essa Lei modificou os Artigos 165 e 276 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), implementando a intolerância a qualquer quantidade de álcool no organismo de condutores.

Como era antes? Bem, até 2008, quando entrou em vigor a Lei Seca, a legislação de trânsito brasileira não considerava como infração uma quantidade de álcool MENOR a 0,6 gramas por litro de sangue.

Como dissemos, ao alterar os Artigos 165 e 276, essa tolerância passou a não existir mais. Vejamos:

Art. 165.  Dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência: 

Infração – gravíssima; 

Penalidade – multa (cinco vezes) e suspensão do direito de dirigir por 12 (doze) meses;

 Medida Administrativa – retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado e recolhimento do documento de habilitação.

(…)

Art. 276.  Qualquer concentração de álcool por litro de sangue sujeita o condutor às penalidades previstas no art. 165 deste Código.

 Parágrafo único.  Órgão do Poder Executivo federal disciplinará as margens de tolerância para casos específicos.”

Quais foram os resultados obtidos com a Lei Seca nesses dez anos?

Quem acompanha as notícias na mídia provavelmente sabe que os números no Brasil, no que se refere a acidentes e mortes no trânsito, ainda são preocupantes.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou, ano passado, que aproximadamente 70 mil condutores foram flagrados dirigindo sob efeito de álcool em 2017. E, segundo esses mesmos dados, o país registrou 408 mil mortes ocasionadas por acidentes envolvendo motoristas embriagados no período entre 2010 e 2017.

No entanto, segundo divulgou o Ministério da Saúde neste ano, depois da Lei Seca, o Brasil registrou uma queda de 2,4% no número de mortes por acidentes de trânsito em todo o país. Considerando a porcentagem de acidentes e número de mortes, essa redução impactou positivamente uma realidade ainda complexa.

De acordo com o Ministério da Saúde, as maiores reduções foram notadas em três estados, sendo eles: São Paulo (registrou uma queda de 25,4%), Espírito Santo (queda de 21,8%) e Santa Catarina (queda de 19%).

Qual é o papel do AA?

A Alcóolicos Anônimos, como já dissemos, existe desde a década de 1940 e atua em mais de 180 países. Segundo a própria Irmandade, a AA desenvolve um método que auxilia a recuperação de pessoas alcoólatras, pautado, sobretudo, na ajuda mútua entre os membros.

Durante as reuniões, os membros compartilham suas próprias experiências e trajetórias durante a recuperação do alcoolismo. A AA considera o alcoolismo como uma doença que demanda constante atenção, mesmo quando já se está sóbrio a bastante tempo.

O consumo de álcool por condutores é, ainda, uma das principais causas de acidentes de trânsito no Brasil, segundo a Polícia Federal. A Lei Seca, como vimos, é uma medida que visa controlar esse consumo, evitando, assim, o número de mortes no trânsito.

A ação da AA, por sua vez, também traz impactos para o trânsito, já que, ao auxiliar pessoas que sofrem de alcoolismo, com informação e ajuda mútua, também se torna uma ferramenta de prevenção para o ato de dirigir após ingerir bebidas alcóolicas.

O tema alcoolismo é muito importante e demanda sensibilidade e conhecimento para ser abordado. Buscar ajuda é um passo importante para evitar colocar a própria vida (e a dos outros) em risco.

Se você precisa de mais informações sobre a Lei Seca, entre em contato com a nossa equipe de especialistas por telefone (0800 6021 543) ou por e-mail ([email protected]). Nós podemos te ajudar!

Continua lendo

Gustavo Fonseca

Carros para PCD: conheça as principais características desse tipo de veículo!

Não há como negar que a questão de acessibilidade para pessoas com deficiência têm ganhado cada vez mais atenção, tanto por parte do governo, com políticas públicas que beneficiam este público, quanto pela iniciativa privada, que vem trazendo inovações, as quais, cada vez mais, dão autonomia a pessoas completamente dependentes de alguma ajuda.

Entre vagas de estacionamento acessíveis, equipamentos e objetos que tragam algum tipo de conforto, ou, ao menos, facilitem a utilização por estas pessoas, existem automóveis que são projetados com alguns diferenciais que beneficiam este público.

Neste artigo, vou falar para você um pouco sobre o que são os veículos para PCD (Pessoas Com Deficiência), CNH especial e descontos e isenções de impostos nas compras de carros feitas por este público.

 

Principais características de um carro para PCD

Existem alguns aspectos importantes que tornam um carro ideal para pessoas com deficiência.

No caso dos cadeirantes, modelos de veículos que possuem uma grande abertura das portas e  um porta-malas  espaçoso são o ideal.

Este tipo de carro facilita muito a retirada da cadeira e  contribui para que o motorista consiga entrar ou sair do veículo mais rápido e de forma mais confortável, oferecendo uma maior independência para o dono do carro.

Alguns modelos que possuem essas características são o Mitsubish Pajero, Fiat Doblô, Renault Kangoo e o Kia Soul.

Quando se trata de pessoas com pequenas amputações, os carros mais escolhidos acabam sendo os menores e que possuem câmbio automático.

Existem alguns veículos que possuem um tipo de câmbio chamado “borboleta”, que proporciona, ao motorista, uma altura melhor para dirigir.

Carros do tipo hatch, como Peugeot 208 e Gol são os mais escolhidos por este público.

As pessoas com deficiência possuem o direito a desconto ou mesmo a isenção na compra de um veículo zero quilômetro.

Alguns destes impostos são:

  • IOF – Imposto sobre Operações Financeiras – ao adquirir o veículo por financiamento, o comprador fica isento de pagar o tributo na compra de veículo fabricado no Brasil e com, no máximo, 127 CV de potência;
  • IPI – Imposto sobre Produtos industrializados – isenção do pagamento do tributo para qualquer tipo de deficiência;
  • ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – apenas veículos que estejam abaixo do limite determinado por cada estado possuem isenção deste tributo. Em São Paulo, o carro não pode custar mais do que R$ 70.000,00.
  • IPVA – Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores – imposto também estadual do qual pessoas com deficiência estão isentas.

 

Dois exemplos de veículos para PCD

 

 Polo Comfortline 200 TSI

Este carro é uma adaptação do Polo Highline 2018 com poucos diferenciais, como as rodas um pouco menores e a ausência de lâmpadas Led.

Ele possui um espaço interno bem grande, podendo ter o bagageiro ampliado movimentando os bancos traseiros.

Possui também um assistente de partida em rampa, com o intuito de facilitar a locomoção em rampas, assim como apoios de cabeças e sensores na parte traseira para estacionamento.

Além disso, este modelo também possui outros itens de segurança, como cinto de três pontos e quatro airbags.

 

 Hyundai Creta Attitude 1.6 AT

Este modelo foi desenvolvido especificamente para pessoas com deficiência.

Acessórios de segurança, como cinto de três pontos e apoio para a cabeça em todos os lugares, também fazem parte do projeto. Além disso, conta com alguns diferenciais que outros modelos PCD não possuem, como piloto automático, direção elétrica progressiva e monitor de pressão dos pneus.

 

Condições para tirar uma CNH para PCD

Para ter direito à CNH Especial, é necessário ter mais de 18 anos, ser alfabetizado e apresentar estes documentos:

  • RG e CPF – original e cópia;
  • cópia de um comprovante de residência atual;
  • foto 3×4 em fundo branco.

 

Este tipo de habilitação não é muito diferente da convencional.

Você deverá passar por avaliação médica para analisar a sua condição, caracterizando a sua deficiência e a extensão dela.

Assim que todos os documentos estiverem em mãos, é só procurar uma clínica que esteja credenciada junto ao DETRAN para realização de exames médicos e psicotécnicos.

Com os resultados prontos, faça a matrícula em um Centro de Formação de Condutores (CFC).

Já com o fim das aulas, é feito o exame teórico no DETRAN.

Por fim, começam as aulas práticas e, depois, a sua prova definitiva.

Vale lembrar que você deve procurar uma autoescola que possua veículos adaptados para o seu tipo específico de deficiência.

Alterando minha CNH para CNH Especial

Muitas vezes, o condutor não tem, como sua primeira habilitação, a especial.

De uma forma geral, na maioria das vezes, os condutores acabam tendo que trocar a sua habilitação comum pela especial devido a acidentes ou mesmo doenças que os faça solicitar a CNH para PCD.

Nestes casos, o condutor deve solicitar a alteração da sua documentação junto ao DETRAN.

O procedimento é bem simples.

O condutor não precisa refazer todo o processo para ter a sua nova habilitação. Ele será submetido a uma avaliação médica para atestar a sua condição e definir se o pode, ou não, guiar um veículo em sua atual condição.

Ressalto que, se uma pessoa deficiente estiver dirigindo com o seu documento de habilitação vencido, estará sujeita à multa.

A legislação de trânsito não faz distinção de pessoas.

O que achou do artigo? Deixe o seu comentário!

Caso você tenha sido notificado por um órgão de trânsito e deseje recorrer, entre em contato comigo pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone 0800 6021 543.

Continua lendo
  • Gustavo Fonseca

     
    Escritor especialista em Direito de Trânsito, fundador do blog Doutor Multas que há nove anos vem conscientizando motoristas sobre seus direitos e deveres.