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Verão Arte Contemporânea retorna em 2022 ainda mais contemporâneo e multiplicador

VAC anuncia as datas para 2022 com a promessa de levar arte com roteiros culturais pela capital mineira
Verão Arte Contemporânea - Foto: Divulgação
Verão Arte Contemporânea – Foto: Divulgação
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  1. Abertura
  2. Serviço

O Verão Arte Contemporânea (VAC) está de volta para a sua 15ª edição, após um ano sem o evento na capital em razão da pandemia de Covid-19. Agora, ainda mais contemporâneo e com uma promessa multiplicadora, o VAC irá mergulhar os belo-horizontinos em uma verdadeira experiência sensorial e de pertencimento artístico entre os dias 23 de janeiro e 13 de fevereiro. Reunindo artistas locais e nacionais em 15 atividades, durante 22 dias, em 10 espaços culturais de Belo Horizonte, toda a programação terá entrada franca. Debutando, o VAC volta repaginado e em constante mudança.

Neste ano, o festival, que é realizado e idealizado pelo Grupo Oficina Multimédia (GOM), retoma o formato presencial em todas as suas atividades.

É que, como diz Ione de Medeiros, diretora do GOM, o Verão Arte Contemporânea é sinônimo de mudança e futuro. E, por isso, nada mais justo do que preparar e multiplicar a arte para que o fomento de trabalhos formativos seja proliferado. Sendo assim, o VAC, diferente dos anos anteriores, não contará com grandes espetáculos, mas sim com residências – ao todo, serão cinco -, assim como parte de sua última edição, em 2020.

“Foi um ano muito difícil para muita gente. E um projeto que é tão cuidadoso, não vai manter um padrão. A gente muda. É por isso que assinamos o evento como Verão Arte Contemporânea, sempre atentos ao tempo em que vivemos. E o VAC deste ano é uma adaptação total ao momento. Mudamos tudo. Agora serão somente residências, porque é o formato mais adequado agora. E pedimos que as pessoas que irão participar tenham experiências prévias nas artes, para poderem ser multiplicadores, levando o que irão aprender para outros grupos ou para a sua arte pessoal. A proposta das residências é aprimorar a formação dos artistas, capacitando-os como multiplicadores das experiências e informações adquiridas nesse processo. Estamos pensando em algo para ter continuidade e fomentar trabalhos que serão formativos para o futuro”, afirma.

Para participar das residências, os interessados devem se inscrever por meio de um formulário on-line e aguardar o retorno da organização do VAC, que, junto com os ministrantes das residências, irá aprovar a participação do inscrito ou não. As inscrições podem ser feitas até o dia 9 de janeiro. Enquanto isso, o período de seleção acontece entre os dias 10 e 14 de janeiro. O resultado sai um dia após o fim da análise, no dia 15. Haverá na programação residências artísticas de música, teatro e dança. Ainda, todas as residências resultarão em mostras de trabalho.

Confira as residências disponíveis:

  • Investigação da palavra como música: a palavra na cena – ministrada por Márcio Meirelles
  • Improvisação, uma zona determinada – ministrada por Dudude Herrmann
  • Dança vira-lata – ministrada por Leandro Belilo
  • Poéticas da relação: da alegria de reencantar o mundo – ministrada por Altemar di Monteiro
  • O dialeto dos tambores – ministrada por Mateus Bahiense

Além disso, o VAC 2022 apresentará ensaios abertos, de forma a deixar o público ainda mais perto da arte de criar espetáculos. “A proposta é mostrar aquilo que está em processo. Pedimos aos artistas convidados que não dêem a essas mostras um caráter de espetáculo. É ‘cru’ mesmo. No máximo, uma luz básica para as pessoas verem, não precisa ter figurino, não precisa ter cenário, é para ser realizado com ilustrações de cenas curtas. É um processo em que a pessoa fala do que está fazendo e mostra um pouco. É um formato diferente do que o público está acostumado a ver quando assiste a um espetáculo.”

“Claro que a equipe dos grupos convidados irá se encontrar para formatar como vai mostrar isso ao público. Mas em um ensaio aberto não há necessidade de acabamento. Os artistas estarão no processo de montagem, podendo errar e podendo corrigir cenas diante do público presente. Por exemplo, isso é bem claro para eles: não há o compromisso de que esse projeto se torne um espetáculo no futuro, exatamente como aconteceu no ensaio aberto. Todas as montagens supõem mudanças até chegar num resultado final. Porque a gente sabe que no processo inicial germinam ideias que vão sendo desenvolvidas ou substituídas por outras. A gente quer que o público tenha contato com essa fase inicial, que é muito interessante e muito rica para quem assiste. O ensaio aberto permite que o público acompanhe a troca de ideias e veja como acontece a formatação de um trabalho artístico, o que é muito difícil de ser mostrado diante de um público”, explica Ione de Medeiros.

Neste ano, a mostra de cinema do VAC traz aos belo-horizontinos uma criação híbrida e coletiva que, entre relatos de vidas e montagens artísticas, aborda a realidade da comunidade Morro das Pedras, na região oeste da cidade, composta por sete vilas na zona oeste de Belo Horizonte. O longa, nomeado como “Não há sol a sós, conta histórias do Morro das Pedras, ou “MDP”, como é carinhosamente chamado, redescobrindo sua vocação e identidade, com manifestações culturais da comunidade e performances de alunos da Escola de Artes localizada na Escola Municipal Hugo Werneck, desde 2007.

Além disso, haverá a exibição da Perspectiva Rafael Conde, uma seleção da produção do premiado cineasta mineiro, homenageando sua trajetória iniciada nos anos 80. O público também poderá conferir o longa “Fronteira”, raramente exibido em tela grande na capital. Além disso, seu filme mais recente, “O suposto filme”, será lançado no VAC 2022 com a presença do diretor, que realizará um bate-papo com o público após a sessão. Os filmes poderão ser vistos somente de forma presencial com entrada franca.

O VAC exibe também a mostra “Paisagens Coreográficas Contemporâneas”, no Cine Humberto Mauro. Composta de vídeo-danças franceses e com curadoria do Grupo Oficcina Multimédia, a mostra apresenta um recorte das coleções “Paisagens Coreográficas Contemporâneas” e “Dança na Tela”, produções da “3ème Scène” da Opéra de Paris, integrantes da Cinemateca da Embaixada da França.

Os 16 títulos escolhidos apresentam um panorama da dança contemporânea francesa, mostrando desde métodos de criação de espetáculos até suas encenações. Essa mostra conta com o apoio da Cinemateca da Embaixada da França e Embaixada da França no Brasil.

Já no Teatro Marília serão exibidos pela segunda vez no VAC, filmes de dança de renomados coreógrafos franceses que integram o acervo Portrait do CN D França. Na mesma sessão serão exibidos fragmentos de espetáculos de dança de Belo Horizonte que participaram do VAC nestes 15 anos de realização homenageando coreógrafos locais.

Essas exibições contam com a parceria do Centro Nacional de la Danse – CN D/França, e com o apoio do projeto Terça da Dança e do CRDança de Belo Horizonte.

Na literatura, o VAC 2022 mantém a parceria com a “Feira Textura”, pequena feira de impressões e literatura. O evento, criado pela Impressões de Minas, é uma feira que mescla publicações independentes e objetos que se relacionem com a literatura em seus diferentes suportes. O objetivo é abrir espaço para que editores, artistas e designers locais mostrem seu trabalho, contribuindo para a aproximação das linguagens literárias e das editoras independentes à gastronomia, às artes plásticas e a outros modos de colocar o texto em prática.

Destaca-se também o bate-papo entre Lúcia Castello Branco e Leonora Weissmann revelando afinidades entre as áreas da literatura e das artes plásticas.

Abertura

Para abrir o festival, o VAC 2022 recebe o Reinado da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário, com dançadores de Juatuba, Betim e Oliveira, cidades do interior de Minas Gerais.

Essa Festa da Ancestralidade pretende dar as boas-vindas à 15ª edição do Verão Arte Contemporânea com um ritual comandado pelos seguintes capitães: Capitão Odesidoji, Capitã Pedrina, Capitão Katubelesi, Capitão Kabiangy, Capitão Kibanajo, Capitã Sambamocy, Capitão Kamugenan, Capitã Malungo Terebê.

A cerimônia de abertura acontece no domingo (23), às 16h, na Funarte, localizada na Rua Januária, 68, no Centro de Belo Horizonte.

A edição de 2022 do VAC conta com a apresentação da Prefeitura de Belo Horizonte por meio da Secretaria Municipal de Cultura e patrocínio e apresentação do UniBH. O Verão Arte Contemporânea 2022 é realizado com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.

Em razão da pandemia de Covid-19 e prezando pelo bem-estar e saúde de todos, o VAC irá solicitar, em todas as atividades do evento, a apresentação do passaporte vacinal e o uso de máscara de proteção.

Serviço

Verão Arte Contemporânea 2022
Data: de 23 de janeiro a 13 de fevereiro
Ingresso: Entrada franca
Informações: www.veraoarte.com.br

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