A mãe de Eliza Samudio, Sonia Fátima Moura, se manifestou nas redes sociais sobre o desaparecimento de Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, de 39 anos, ex-esposa do goleiro Bruno Fernandes. Em um vídeo publicado neste sábado (4), Sonia cobrou respostas das autoridades e relembrou o desaparecimento da própria filha, ocorrido há 16 anos.
“O estado de Minas Gerais tem que dar uma resposta para a sociedade. Ele não pode ser conivente com esse desaparecimento. A minha filha, há 16 anos, foi dada como desaparecida. E até os dias atuais não tenho resposta. A minha filha virou estatística. Será que Dayanne fará parte dessa estatística? Espero que o final seja positivo”, afirmou.
Dayanne está desaparecida desde a última quinta-feira (2). O registro do desaparecimento foi feito pelo atual marido da mulher, na madrugada de sexta-feira (3), por meio de um boletim de ocorrência da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).
Segundo o relato, ela saiu de casa pela manhã dizendo que iria até a residência da mãe. Mais tarde, deixou os filhos com a avó materna e, desde então, não retornou para casa nem manteve contato com familiares.
Ainda conforme o boletim, o marido encontrou cartas de despedida na residência, o que aumentou a preocupação com o paradeiro da esposa. O celular de Dayanne também foi localizado no imóvel e continha mensagens de pessoas que se identificavam como agiotas, cobrando supostas dívidas. Informações repassadas à reportagem indicam que ela enfrentava problemas financeiros e que o carro dela teria sido tomado por credores.
Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que, até o momento, os levantamentos apontam para um desaparecimento voluntário, sem indícios da prática de crime. As investigações, no entanto, seguem em andamento.
Relembre o caso Eliza Samudio
O desaparecimento de Dayanne trouxe novamente à memória o caso de Eliza Samudio, morta em 2010. A modelo desapareceu após ir a um sítio em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a convite do então goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes.
As investigações concluíram que Eliza foi assassinada após cobrar do jogador o reconhecimento da paternidade do filho do casal, Bruninho. O corpo da vítima nunca foi encontrado, embora a Justiça tenha emitido a certidão de óbito em 2013.
Bruno foi condenado a mais de 22 anos de prisão pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado. Na época, Dayanne era esposa do goleiro e chegou a ser presa e denunciada por sequestro e cárcere privado do filho de Eliza, mas acabou absolvida pela Justiça.
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