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Uma ponte metálica do século XIX, retirada de seu local original em Prados, no Campo das Vertentes, deverá ser reinstalada após a homologação de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O acordo também prevê a recuperação de uma área ambiental degradada e o pagamento de R$ 400 mil em compensações financeiras.
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A estrutura fazia parte do antigo trecho da Estrada de Ferro Oeste de Minas entre Prados e Barroso. Segundo as investigações, a ponte foi vendida por um produtor rural a um intermediário, que a revendeu à empresa Ibitipoca Reserva Ambiental S/A. Em seguida, a estrutura foi removida e transportada para Lima Duarte, na Zona da Mata.
Durante a operação, também foram realizadas intervenções ambientais em uma área de preservação permanente. O caso foi apurado em inquérito civil.
Ponte deverá voltar ao local original
Homologado em 22 de outubro pela Vara Única da Comarca de Prados, o TAC determina que os compromissários providenciem a reinstalação da ponte em seu local de origem. O serviço deverá contar com acompanhamento técnico especializado e respeitar as autorizações administrativas exigidas pelos órgãos competentes.
O acordo também prevê a recuperação da área degradada por meio de um Plano Técnico de Reconstituição da Flora (PTRF). A regeneração da vegetação deverá ser monitorada durante 36 meses.
Acordo prevê R$ 400 mil em compensações
A empresa Ibitipoca Reserva Ambiental S/A se comprometeu a destinar R$ 300 mil a projetos de proteção, conservação e valorização do patrimônio cultural e turístico de Prados. Outros R$ 100 mil serão destinados a iniciativas ambientais no município.
A aplicação dos recursos dependerá de autorização judicial e de parecer favorável do MPMG.
O município também deverá elaborar, em até 90 dias, um projeto para proteger e implantar uma trilha turística no antigo trecho ferroviário entre Prados e Barroso. A iniciativa deverá envolver a comunidade, com audiências públicas e consultas à população. Os recursos do TAC poderão ser utilizados para viabilizar as ações.
Na sentença, a Justiça destacou que o acordo fortalece a proteção do patrimônio cultural e ambiental por meio de uma solução consensual. Com a homologação, o TAC passa a ter eficácia de título executivo judicial. A atuação foi conduzida pela Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural de Prados e pela Coordenadoria das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico (CPPC).
Para o promotor de Justiça Antônio Pedro da Silva Melo, o acordo representa um avanço na proteção do patrimônio ferroviário da região e garante medidas de reparação ambiental e compensações que beneficiarão o município.

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