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Professores de escolas particulares de Belo Horizonte e da Região Metropolitana iniciaram, nesta quarta-feira (16), uma greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembleia realizada pela categoria durante a manhã, no Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro Minas), no bairro Floresta, em Belo Horizonte.
A paralisação ocorre após um impasse nas negociações da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). O Sinpro Minas rejeita a proposta de criação de convenções separadas para professores da educação básica e do ensino superior e defende a manutenção do documento atual.
Além da renovação da convenção, o sindicato reivindica reajuste salarial de 3,77%, correspondente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Impasse nas negociações
Segundo o Sinpro Minas, as negociações começaram em março, mas não houve acordo com as instituições de ensino. A discussão foi levada à Justiça do Trabalho, e o sindicato entrou com um dissídio coletivo de natureza econômica no Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3) em 15 de junho. O processo ainda está em andamento.
O sindicato dos professores afirma que a divisão da convenção poderia afetar a negociação coletiva e abrir espaço para mudanças em direitos previstos no documento, como bolsas de estudos, isonomia salarial, férias coletivas e adicional extraclasse.
A presidente do Sinpro Minas, Valéria Morato, afirma que a categoria reduziu a pauta inicial de reivindicações para priorizar a renovação da convenção atual e o reajuste pela inflação.
Do outro lado, o Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinepe-MG) defende a separação das convenções. A entidade afirma que os segmentos de educação básica e ensino superior possuem características diferentes e que a mudança permitiria adequar as negociações às particularidades de cada setor.
Proposta das escolas
A proposta do Sinepe-MG prevê que a separação das convenções passe a valer somente a partir de 2027. Para 2026, seria mantido um único documento, com as cláusulas atualmente vigentes.
O sindicato patronal afirma que a mudança não representaria retirada imediata de direitos e argumenta que as instituições possuem perfis diferentes, desde grandes universidades até escolas de pequeno porte.
Adesão à greve
O Sinepe-MG afirmou, em nota publicada nas redes sociais, que apenas seis escolas de Belo Horizonte registraram dificuldades no atendimento às famílias nesta quarta-feira. Segundo a entidade, aproximadamente 4.200 escolas particulares funcionam em Minas Gerais.
Com o início da paralisação, os professores devem definir os próximos passos do movimento em novas reuniões e mobilizações organizadas pelo Sinpro Minas.
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