A principal suspeita de envolvimento na morte do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, deixou Belo Horizonte em direção ao Espírito Santo após o crime, segundo informações repassadas por familiares à Polícia Militar. A mulher, de 30 anos, morava em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e é procurada pela Polícia Civil.
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De acordo com o boletim de ocorrência, a suspeita havia sido indicada por um familiar de Maria Clotilde para trabalhar na residência do casal, localizada no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul da capital.
Imagens do circuito interno de segurança mostram que ela entrou no prédio por volta das 7h30 de segunda-feira (29) levando apenas uma bolsa. Cerca de oito horas depois, às 15h30, deixou o edifício usando roupas diferentes das que vestia na chegada e carregando duas sacolas grandes. Uma delas foi reconhecida pelo filho das vítimas como sendo de Maria Clotilde.
Após identificar a mulher, policiais foram até a casa onde ela morava, no bairro Veneza, em Ribeirão das Neves. No local, uma tia informou que a sobrinha chegou à residência na noite de segunda-feira com uma mochila preta e disse que havia ganhado o objeto.
Segundo a familiar, na manhã de terça-feira (30), a suspeita reuniu seus pertences e os do filho e deixou o imóvel, afirmando que seguiria para um hotel ou viajaria para o Espírito Santo. Desde então, ela não foi mais localizada.
Casal foi encontrado morto pelo filho
Cláudio Atala Inácio e Maria Clotilde foram encontrados mortos na tarde de terça-feira (30) dentro do apartamento onde moravam. O filho do casal, que também é sócio do pai em um escritório de advocacia, estranhou a ausência dele no trabalho e foi até o imóvel.
A perícia apontou que Maria Clotilde foi atingida por cerca de sete facadas, enquanto Cláudio sofreu aproximadamente 17 golpes. Ambos apresentavam lesões compatíveis com tentativa de defesa.
Além dos homicídios, os investigadores constataram que uma gaveta onde eram guardadas semijoias foi arrombada e que os celulares das vítimas desapareceram. A Polícia Civil investiga se houve latrocínio e trabalha para localizar a suspeita e esclarecer a dinâmica e a motivação do crime.

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