O sargento da Marinha do Brasil, Guilherme Augusto Rodrigues Martins, de 34 anos, preso suspeito de matar um vizinho a tiros nesta terça-feira (14), em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, já havia sido condenado por outro crime de grande repercussão. Em setembro de 2014, quando tinha 23 anos, o militar matou um pastor com uma espada durante uma discussão dentro de um ônibus no Distrito Federal.
O crime ocorreu no feriado de 7 de setembro de 2014. Segundo reportagens da época, o pastor Alessandro Veloso Pires, de 40 anos, viajava em um ônibus interestadual que havia saído de Goiânia (GO) e estava acompanhado dos filhos, de 5 e 12 anos. Ele seguia para assistir à participação do filho mais velho em um desfile da Independência.
Ainda conforme os relatos divulgados na época, após o ônibus estacionar em Taguatinga (DF), o então jovem militar teria se levantado e atacado o pastor com uma espada por causa de uma disputa envolvendo um assento. Alessandro chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
O sargento confessou o crime e foi preso no dia 20 de setembro daquele ano, segundo o delegado responsável pelo caso na época. Após a condenação, ele ficou preso por um período no Complexo Penitenciário da Papuda e também passou anos em um sanatório psiquiátrico, conforme documento médico citado em pedido de interdição apresentado por um familiar em 2021.
Suspeita de novo homicídio em Betim
Atualmente, o militar é investigado pela morte de Carlos Alberto dos Santos, de 61 anos, conhecido como “Carlins Gaiola”. O homem foi morto a tiros durante uma discussão na Rua das Flores, na região da Fazenda Saraiva, zona rural de Betim.
Segundo a Polícia Militar, a vítima foi atingida por quatro disparos e chegou a ser socorrida por vizinhos até o Hospital Regional de Betim, mas não resistiu.
A esposa de Carlos Alberto contou aos policiais que ouviu cerca de cinco tiros e encontrou o marido ferido. Segundo familiares, a vítima e o militar tinham desentendimentos frequentes há cerca de dois anos, e Carlos teria registrado boletins de ocorrência contra o vizinho.
Em depoimento, o sargento alegou legítima defesa. Ele afirmou que Carlos Alberto teria invadido sua residência com uma faca e que efetuou os disparos para se proteger.
Imagens de câmeras de segurança, no entanto, indicam outra dinâmica, segundo a ocorrência policial. As gravações mostram os dois homens em uma discussão e uma luta corporal antes dos disparos. O celular que armazenava as imagens foi apreendido pela Polícia Civil para auxiliar na investigação.
Após o crime, o militar foi preso em flagrante, encaminhado ao 33º Batalhão da Polícia Militar e apresentado à Polícia Civil. O caso segue em investigação.
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