O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou o homem de 26 anos acusado de matar e decapitar a própria mãe dentro do apartamento onde os dois moravam, no bairro Ermelinda, na Região Noroeste de Belo Horizonte. O crime ocorreu em 21 de junho deste ano.
A denúncia foi apresentada pela 7ª Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri de Belo Horizonte. O acusado foi denunciado por feminicídio praticado com crueldade e com recurso que dificultou a defesa da vítima. O MPMG também apontou as agravantes de motivo torpe e do crime ter sido cometido contra a própria mãe.
O promotor de Justiça Nilo Pinheiro de Oliveira, responsável pela denúncia, solicitou a manutenção da prisão preventiva do acusado e pediu a reavaliação do laudo que analisou as condições mentais do homem. Segundo o Ministério Público, o resultado do exame não está de acordo com os elementos reunidos durante a investigação.
Conforme a denúncia, o homem matou a mãe por estrangulamento e com golpes de faca no pescoço e no tórax. Após a morte, o corpo da vítima foi decapitado. O laudo de necropsia confirmou que os ferimentos provocaram o óbito.
Segundo o MPMG, a relação entre mãe e filho era marcada por conflitos, controle e violência psicológica. O homem teria retornado de Portugal cerca de um ano antes do crime e passou a morar com a mãe. Conforme a investigação, ele se recusava a trabalhar, exigia que ela arcasse com as despesas da residência e afirmava ser proprietário do imóvel.
Ainda de acordo com a Promotoria, o acusado já teria impedido a entrada da mãe no apartamento, além de possuir histórico de ameaças e agressões contra ela.
O crime
Segundo a denúncia, o assassinato ocorreu por volta das 4h do dia 21 de junho. O homem teria ido até o quarto da mãe enquanto ela dormia, iniciado a agressão por estrangulamento e, depois, utilizado uma faca para cometer o homicídio.
Após o crime, o acusado tomou banho e permaneceu no apartamento. Ele foi encontrado por policiais militares após vizinhos acionarem a corporação por estranharem a ausência de contato com a mulher. Os militares precisaram arrombar a porta do imóvel. O homem confessou o crime e entregou a faca utilizada na ação.
Para o MPMG, a crueldade ficou caracterizada pela forma como o assassinato foi cometido, incluindo a asfixia, a quantidade de golpes de faca e a decapitação do corpo. A Promotoria também considerou que a vítima não teve possibilidade de defesa por ter sido atacada enquanto dormia.
O Ministério Público ainda apontou que o crime teria sido motivado pelo rompimento de uma relação de dependência financeira, após a mãe cobrar que o filho trabalhasse e deixasse de depender dela.
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