A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito que investigou o latrocínio do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da esposa dele, Maria Clotilde Atala Inácio, de 76, assassinados em 29 de junho, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, foi indiciada por dois crimes de roubo com resultado morte.
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Durante a conclusão das investigações, a PCMG revelou que a suspeita fez ao menos outras quatro vítimas utilizando o mesmo modo de atuação. Segundo a corporação, após a repercussão do caso, outras pessoas procuraram o Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri) e relataram terem sido dopadas por Paola antes de terem objetos furtados.
De acordo com a polícia, a diarista utilizava medicamentos sedativos para reduzir a capacidade de reação das vítimas e, em seguida, subtraía dinheiro, joias, relógios e outros bens de valor.
Durante o cumprimento dos mandados de busca, os investigadores recuperaram R$ 18,8 mil em dinheiro, 14 relógios, dois celulares, oito frascos de perfume, joias, acessórios, 11,2 gramas de ouro fundido, além de roupas, calçados e outros objetos. Parte dos bens pertencentes a um casal que sobreviveu à ação da investigada já foi devolvida aos proprietários.
Além de Paola, quatro homens foram indiciados por receptação qualificada após adquirirem objetos roubados do apartamento do casal de idosos. Conforme a Polícia Civil, eles procuraram espontaneamente a corporação acompanhados de advogados, afirmaram desconhecer a origem ilícita dos bens e entregaram os objetos às autoridades. Por esse motivo, poderão ter a pena reduzida por arrependimento posterior, conforme prevê o artigo 16 do Código Penal.
Crime foi planejado
As investigações apontam que Paola já havia decidido cometer o crime antes mesmo de chegar ao apartamento das vítimas. Indicada por um parente do casal, ela trabalhava pela primeira vez na residência no dia dos assassinatos.
Segundo a Polícia Civil, durante o preparo do almoço, a diarista triturou comprimidos de clonazepam e misturou o medicamento em um suco servido às vítimas. Após dopar o casal, Cláudio Atala foi para o quarto e Maria Clotilde adormeceu na sala.
Na sequência, conforme a investigação, a suspeita matou os dois idosos com diversas facadas, tomou banho, trocou de roupa e deixou o apartamento levando dinheiro, joias, relógios e outros objetos de valor, que posteriormente tentou vender no Centro de Belo Horizonte.
Os corpos foram encontrados no dia seguinte pelo filho do casal. Na semana passada, a Polícia Civil localizou a faca apontada como a arma utilizada no crime.
Paola Stefany foi presa em 2 de julho, em um hotel de Itabira, na Região Central de Minas Gerais, onde estava acompanhada do filho. Segundo a investigação, havia indícios de que ela pretendia fugir para o Rio Grande do Sul.
A Polícia Civil informou que, até o momento, não encontrou elementos que indiquem a participação de outras pessoas no latrocínio do casal.

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