A defesa da diarista Paola Stefany Neto Cirino, presa por suspeita de matar o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, divulgou um vídeo na manhã desta quinta-feira (2), antes da audiência de custódia, em que afirma analisar a possibilidade de solicitar um incidente de insanidade mental da investigada ao longo do processo.
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O advogado criminalista Bruno Corrêa Lemos informou que a suspeita possui histórico de acompanhamento psiquiátrico e um diagnóstico relacionado à saúde mental. No entanto, ressaltou que a defesa ainda não teve acesso aos laudos médicos que comprovariam essa condição.
“A Paola é uma mulher que possui um histórico pessoal extremamente conturbado, conforme foi dito pela própria Polícia Civil e também por alguns familiares. É uma pessoa que sempre buscou tratamento médico psiquiátrico e possui um diagnóstico sensível relacionado à sua saúde mental”, afirmou.
Segundo o defensor, somente após a análise da documentação médica será possível decidir se haverá pedido formal de instauração de incidente de insanidade mental.
“Assim que essa documentação chegar, faremos um estudo muito responsável e técnico desse material para verificar se, ao longo da ação penal, formalizaremos algum pedido de insanidade mental”, disse.
Em nota, a defesa informou que não fará manifestações sobre o mérito da acusação neste momento. Segundo o advogado, os argumentos serão apresentados durante o andamento da ação penal, com base nas provas produzidas e nos elementos constantes nos autos.
O defensor também manifestou solidariedade aos familiares das vítimas e lamentou a morte de Cláudio Atala Inácio, que também era advogado.
Prisão e confissão
Paola Stefany Neto Cirino foi presa na noite de quarta-feira (1º), em um quarto de hotel em Itabira, na Região Central de Minas Gerais, após dias de buscas da Polícia Civil. Conforme a investigação, ela confessou o crime.
Segundo o delegado Gustavo Barletta, responsável pelo caso, a suspeita tentou despistar os investigadores durante a fuga, trocando de telefone celular e utilizando outros nomes.
“Ela tentou evadir, tentou trocar de aparelho de telefone celular, usou outros nomes, mas conseguimos localizá-la”, afirmou.
Ainda de acordo com o delegado, Paola não resistiu à prisão e disse que pretendia se entregar caso não fosse encontrada. Em depoimento, ela afirmou estar arrependida e alegou ter sofrido um “surto psicótico” no momento do crime.
“Ela diz que teve um surto psicótico. Afirma que nunca fez isso com ninguém, está muito arrependida, muito chorosa, e relata que ouviu vozes determinando que matasse aquelas duas pessoas”, declarou Barletta.
O casal foi encontrado morto dentro do apartamento onde morava, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, na última terça-feira (30). A investigação trata o caso como latrocínio e segue em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do crime.

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