Magno Ribeiro da Silva, suspeito da chacina em uma padaria de Ribeirão das Neves, em fevereiro deste ano, virou réu por duas tentativas de homicídio qualificado. Os crimes teriam ocorrido em uma oficina mecânica localizada no bairro Céu Azul, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte.
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A decisão foi assinada nesta sexta-feira (12) pelo juiz Roberto Oliveira Araujo Silva, do Tribunal do Júri – 2º Sumariante da Comarca de Belo Horizonte. Segundo a acusação, Magno responderá pelas qualificadoras de motivo fútil e recurso que dificultou a defesa das vítimas. O episódio aconteceu na manhã de 5 de fevereiro de 2026, poucas horas após o investigado ser apontado como autor de uma chacina em uma padaria de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, que resultou em três feminicídios e uma tentativa de feminicídio.
De acordo com a denúncia apresentada pelo MPMG, cerca de 15 horas após os assassinatos em Ribeirão das Neves, o acusado chegou a uma oficina mecânica no bairro Céu Azul e efetuou disparos contra um adolescente de 17 anos que trabalhava no local. O jovem conseguiu se abaixar e correr para dentro do imóvel, escapando sem ferimentos.
Ainda conforme o Ministério Público, ao perseguir o adolescente, o suspeito encontrou o pai dele, proprietário da oficina, e realizou novos disparos. A arma teria apresentado falha durante a ação, impedindo que os tiros atingissem a segunda vítima. Após o ataque, o homem fugiu em uma motocicleta.
As investigações apontam que a motivação do crime estaria relacionada a um desentendimento anterior. Segundo a denúncia, o dono da oficina teria negado ao acusado a participação em um curso de pintura automotiva, o que teria provocado a reação violenta.
Ao decidir pelo recebimento da denúncia, o magistrado também manteve a prisão preventiva de Magno Ribeiro da Silva. Na decisão, o juiz destacou a gravidade dos fatos e o risco à ordem pública.
“A gravidade concreta da conduta, evidenciada pelo modo de execução, pela pluralidade de vítimas, pelo emprego de arma de fogo e pela aparente sequência de eventos violentos em curto intervalo temporal, demonstra risco concreto à ordem pública”, afirmou o magistrado.
O processo seguirá agora para a fase de instrução, quando serão colhidos depoimentos e analisadas as provas relacionadas ao caso.

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