Adalton Martins Gomes, de 45 anos, preso preventivamente pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) por suspeita de matar a namorada Giovanna Neves Santana Rocha, de 22 anos, em um apartamento na Savassi, região Centro-Sul de Belo Horizonte, é servidor público federal vinculado ao Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG).

Segundo as investigações, o engenheiro e perito teria se aproximado da estudante de psicologia em um momento de fragilidade emocional, após a morte do pai dela e o fim de um relacionamento anterior. A polícia também apura possível interesse patrimonial, já que a jovem havia herdado um imóvel avaliado em cerca de R$ 900 mil.
Relacionamento começou em 2025
De acordo com a investigação, Giovanna e Adalton começaram o relacionamento em outubro de 2025, após se conhecerem pelo aplicativo Tinder.
Segundo o advogado da família da vítima, o suspeito rapidamente passou a frequentar e morar no apartamento da jovem.
“Giovana estava fragilizada com a morte do pai e também pelo fim de um relacionamento longo. Foi então que entrou no Tinder e teve o primeiro encontro com ele. Ao perceber a fragilidade dela, em cerca de uma semana ele já começou a levar as coisas dele para a casa da jovem”, afirmou.
O pai da estudante morreu em julho de 2025. O imóvel herdado ainda estava em processo de inventário.
Polícia aponta tentativa de simular suicídio
Giovanna foi encontrada morta em casa no dia 9 de fevereiro. Inicialmente, o caso foi tratado como possível suicídio, devido à presença de frascos de medicamentos espalhados pelo apartamento e ao histórico de depressão da jovem.
No entanto, o laudo de necropsia apontou que a causa da morte foi asfixia mecânica por sufocação.
“Houve obstrução dos orifícios dela. Boca, nariz. A gente não sabe ao certo se foi com um travesseiro, se foi com as próprias mãos”, afirmou a delegada Ariadne Coelho, do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa.
A Polícia Civil informou que a cena do apartamento teria sido montada para simular um suicídio.
Mudanças de comportamento
Familiares e amigos relataram à polícia que Giovanna mudou de comportamento após o início do relacionamento. Segundo testemunhas, ela se afastou do convívio social, passou a apresentar dependência emocional e alterou hábitos pessoais.
As investigações também apontam que Adalton transferiu contas do apartamento para o próprio nome pouco tempo após começar a morar com a vítima.
Histórico no Cefet-MG
O suspeito já havia sido demitido do Cefet-MG após responder a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), mas foi reintegrado ao cargo por decisão judicial em 2020.
A prisão preventiva foi decretada na última sexta-feira (15). O caso segue sendo investigado como feminicídio pela Polícia Civil.
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