Os investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) retomaram nesta terça-feira (5) os trabalhos no bairro Silveira, em Belo Horizonte, onde um avião de pequeno porte caiu na véspera, deixando três mortos e dois feridos. As equipes voltaram ao local para coletar vestígios e dados no prédio atingido pela aeronave.

O local permaneceu isolado durante a madrugada pela Polícia Militar de Minas Gerais. O edifício segue interditado para a conclusão das perícias, e os apartamentos 301 e 302, danificados pelo impacto, foram bloqueados preventivamente, assim como a lateral do prédio, onde o choque abriu um grande buraco na estrutura.
O acidente
A aeronave decolou do Aeroporto da Pampulha às 12h16 de segunda-feira (4). O avião, modelo EMB-721C de prefixo PT-EYT, fabricado em 1979, havia partido de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, com destino a São Paulo, e fez escala em Belo Horizonte. Na parada, duas passageiras desembarcaram e outra pessoa embarcou.
Logo após a decolagem, o piloto relatou dificuldades para ganhar altitude e chegou a emitir um sinal de emergência (mayday), comunicando falhas críticas à torre de controle. A orientação foi de retorno imediato ao aeroporto, mas não houve resposta. O monomotor ficou no ar por cerca de cinco minutos antes de colidir com um edifício na Rua Ilacir Pereira Lima, entre o terceiro e o quarto andar.
Segundo o subsecretário de Proteção e Defesa Civil de Belo Horizonte, Elcione Menezes Alves, a aeronave se partiu em duas no momento do impacto: a cabine e o motor ficaram presos entre os apartamentos, enquanto a fuselagem caiu no muro da divisa do terreno.
Vítimas
Cinco pessoas estavam a bordo. O piloto Wellinton de Oliveira Pinto e Fernando Souto Moreira, 34 anos, filho do prefeito de Jequitinhonha, morreram no local. O passageiro Leonardo Berganholi Martins, 50 anos, foi resgatado com vida, mas não resistiu e faleceu à noite no Hospital João XXIII.
Fernando ocupava o assento do copiloto, mas não exercia a função. A aeronave não contava com copiloto, conforme informou a Polícia Civil.
Os outros dois ocupantes sobreviveram: Hemerson Cleiton Almeida Souza, 53 anos, fraturou as duas pernas, passou por cirurgia abdominal para conter um sangramento e segue no CTI. Arthur Schaper Berganholi, 25 anos e filho de Leonardo, fraturou uma perna e apresenta quadro estável.
Os corpos das vítimas foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette para exames de necropsia.
Investigação
Além do Cenipa, a Polícia Civil de Minas Gerais conduz apuração paralela para identificar eventuais responsabilidades. Entre as medidas previstas está a verificação da presença de álcool no organismo do piloto. Testemunhas relataram que a decolagem já apresentava irregularidades ainda na Pampulha.
“As informações que temos é que, já no próprio Aeroporto da Pampulha, a decolagem não foi a correta e que a aeronave estava perdendo altitude”, afirmou a delegada Andréa Pochmann em coletiva de imprensa.
O objetivo central das investigações, segundo o coronel Carvalho, do Cenipa, é identificar os fatores que contribuíram para o acidente e prevenir ocorrências semelhantes no futuro.
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