A Polícia Civil de Minas Gerais investiga as causas do acidente entre um ônibus e uma carreta que matou oito pessoas, incluindo três crianças, na BR-251, em Santa Cruz de Salinas, no Norte de Minas, na madrugada de domingo (24). Os dois motoristas sobreviveram, permanecem internados e apresentaram versões diferentes sobre a dinâmica da colisão.

O delegado Douglas Ferraz afirmou que a investigação aguarda os laudos periciais antes de qualquer conclusão.
“Não tem como um investigador ou delegado no local afirmar o que aconteceu antes do laudo pericial”, disse. Serão analisados fatores como velocidade dos veículos, condições da pista, possível invasão de faixa, trajetória após a colisão e jornada de trabalho dos motoristas. A perícia também deverá apontar se houve imperícia, imprudência ou negligência.
Versões opostas
O motorista principal do ônibus, Marcos Antônio Santos da Conceição, internado em Taiobeiras, disse não se lembrar dos detalhes do acidente. Já o condutor da carreta, Natanael Ferreira Cunha Marcelino, internado em Pedra Azul, relatou à Polícia Rodoviária Federal que o ônibus invadiu a faixa contrária em uma curva e não retornou à mão de direção a tempo. Segundo o investigador, o caminhoneiro afirmou que tentou desviar, mas não conseguiu evitar a colisão. Ambos ainda serão ouvidos oficialmente pela Polícia Civil.
Segundo motorista desaparecido
Um dos pontos centrais da investigação é o paradeiro do segundo motorista do ônibus, Washington de Jesus Durval. Ele consta na documentação da viagem e, segundo um relatório da Polícia Civil, ajudou a socorrer o motorista principal logo após a batida, mas desde então não foi mais localizado. As autoridades investigam se ele pode estar entre as vítimas carbonizadas.
O delegado informou ainda que há divergência sobre o número exato de mortos. O relatório da corporação aponta que 25 pessoas estavam relacionadas ao acidente e que um dos corpos pode não ter sido encontrado.
Identificação das vítimas
Os oito corpos, carbonizados após o incêndio que se seguiu à colisão, foram transferidos do IML de Taiobeiras para o Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette, em Belo Horizonte, onde passam por exames de identificação. Em nota, a PCMG afirmou que se solidariza com os familiares e está empenhada na realização dos exames e na apuração das circunstâncias do caso.
Entre as vítimas fatais estão um bebê e duas crianças com idades estimadas entre 10 e 12 anos. Dez pessoas sobreviveram e foram atendidas por equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros.
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