Laudo aponta substância tóxica em amostra de cerveja da Backer

Perícia criminal conclui que em amostras de dois lotes da marca Belorizontina foi encontrado a presença da substância dietilenoglicol
Memmorando relata a presenção da substância dietilenoglicol em dois lotes – Foto: Reprodução/SEI/Governo de Minas
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Um laudo da perícia criminal da Polícia Civil encaminhado para autoridades estaduais e municipais da área da saúde apresenta que em duas amostras da marca Belorizontina, da cervejaria Backer, foram encontrado a presença de substância tóxica, conhecida como dietilenoglicol.

“Informo que nas duas amostras de cerveja encaminhadas pela vigilância sanitária do município de Belo Horizonte (cerveja pilsen marca Belorizontina lotes L1 1348 e L2 1348) foi identificada a presença da substância dietilenoglicol (DEG) em exames preliminares. Ressalto que estas garrafas foram recebidas lacradas e acondicionadas em envelopes de segurança da vigilância sanitária municipal n. 0024413 e 0021769, respectivamente”

Durante a tarde desta quinta-feira (9), policiais e peritos estiveram na fábrica da cervejaria para investigar possível contaminação. A Polícia Civil investiga as causas de uma síndrome que pode ter causado a internação de oito pacientes. Um deles morreu após ser hospitalizado em Juiz de Fora.

O que é DEG?

O dietilenoglicol ou DEG, é um líquido sem cheiro que se mistura com água e solvente. Uma solução usada como anticongelante, diminuindo o ponto de fusão e aumentando o de ebulição. De acordo com a Anvisa, “é um solvente orgânico altamente tóxico e que causa insuficiência renal e hepática, podendo, inclusive, levar a óbito quando ingerido”.

Nota da Backer

“Após entrevista coletiva nesta tarde, a Polícia Civil divulgou laudo informando que a substância dietilenoglicol foi identificada em duas amostras recolhidas da cerveja Belorizontina na casa de clientes, que vieram a desenvolver os sintomas. Vale ressaltar que essa substância não faz parte do processo de produção da cerveja Belorizontina, fabricada pela Cervejaria Backer.

Por precaução, os lotes em questão – L1 1348 e L2 1348 – citados pela Polícia Civil, e recolhidos na residência dos consumidores citados, serão retirados imediatamente de circulação, caso ainda haja algum remanescente no mercado. A Cervejaria Backer continua à disposição das autoridades para contribuir com a investigação e tem total interesse que as causas sejam apuradas, até a conclusão dos laudos e investigação.”

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