Em janeiro de 2025, o mercado de trabalho surpreendeu positivamente, com a criação líquida de 137.303 empregos formais, superando a expectativa de 48.000 vagas previstas por economistas. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pelo setor industrial, contrastando com indicadores anteriores que sugeriam uma desaceleração econômica.
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Apesar desse avanço no emprego, a previsão do mercado financeiro para o IPCA, considerado a inflação oficial do país, passou de 5,60% para 5,65% este ano. É a 19ª elevação seguida na projeção. Essa persistência inflacionária levou o Banco Central a aumentar a taxa básica de juros (Selic) em 100 pontos-base, elevando-a para 13,25%, com indicação de novos aumentos nas próximas reuniões para conter as pressões inflacionárias.
O governo federal reafirmou seu compromisso com a responsabilidade fiscal, descartando medidas excepcionais para estimular o crescimento econômico e enfatizando a adesão ao novo arcabouço fiscal implementado em 2024. Entretanto, para o economista Felipe Bernardi Capistrano Diniz, “indicadores de confiança registraram queda generalizada em janeiro, afetando setores como varejo, serviços e indústria manufatureira, refletindo incertezas sobre o desempenho econômico futuro”.
As projeções de crescimento econômico para 2025 foram revistas. O Banco Mundial estima um crescimento de 2,2%, enquanto a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda projeta 2,5%, indicando uma desaceleração em relação ao crescimento de 3,5% observado em 2024.
O cenário externo também apresentou desafios. As exportações brasileiras acumuladas até a terceira semana de fevereiro de 2025 caíram 6,6% em comparação ao mesmo período de 2024, totalizando US$ 42,18 bilhões.
No mercado cambial, complementa Felipe Bernardi Diniz, “o real apresentou recuperação em janeiro, valorizando-se 6,41% após uma desvalorização significativa no final de 2024, tornando-se a moeda que mais se valorizou no cenário mundial neste mês”.
Em resumo, janeiro de 2025 foi um mês de contrastes para a economia brasileira. Enquanto o mercado de trabalho demonstrou vigor, desafios como a inflação persistente, ajustes fiscais e a queda na confiança empresarial destacam a necessidade de políticas econômicas eficazes para garantir a estabilidade e o crescimento sustentável nos próximos meses.

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