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Gustavo Fonseca

Tudo o que você precisa saber sobre o DUT: Documento Único de Transferência

• atualizado em 02/10/2018 às 16:46

 

Você já deve ter ouvido falar no DUT, caso não, com certeza, já escutou ou já precisou regularizar o seu veículo por meio do CRV. Estou certo?

Quero iniciar nossa conversa esclarecendo uma dúvida bastante comum entre os condutores, que diz respeito à diferença entre DUT e CRV.

Apesar da diferença entre as siglas, DUT – Documento Único de Transferência – e CRV – Certificado de Registro de Veículos -, o documento não apresenta diferença alguma.

Isso porque, em 1985, com a implementação do sistema RENAVAM (Registro Nacional de Veículos Automotores), o Documento Único de Transferência passou a ser chamado de Certificado de Registro de Veículos, mas sem ganhar ou perder alguma função.

Assim, o DUT ou CRV é o documento que permite e comprova a transferência de proprietário de um veículo, bem como registra todas as características específicas do veículo, como ano e aros, por exemplo.

Desse modo, toda e qualquer alteração realizada no veículo, seja a troca de molas ou a mudança na cor, devem ser registrados. Caso não regularize, você pode ter o veículo apreendido até que retorne às características originais, além, é claro, de receber uma multa.

Além disso, diferentemente do CRVL, o porte deste documento não é obrigatório. Todavia, é imprescindível que esteja sempre dia, ou seja, regularizado.

 

Quando regularizar o DUT ou CRV de seu veículo?

De acordo com o Art. 123 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB),

 “Art. 123. Será obrigatória a expedição de novo Certificado de Registro de Veículo quando:

        I – for transferida a propriedade;

        II – o proprietário mudar o Município de domicílio ou residência;

        III – for alterada qualquer característica do veículo;

        IV – houver mudança de categoria.”

Desse modo, apresentando algum dos casos expressos nos incisos do art. 123, você é obrigado a emitir um novo documento a fim de regularizar a situação de seu veículo.

Ainda no mesmo artigo, são previstos três parágrafos que estabelecem os prazos para que você tome as providências necessárias, assim como o órgão que deve comunicar em relação às alterações:

 

“Art. 123 ,§ 1º – No caso de transferência de propriedade, o prazo para o proprietário adotar as providências necessárias à efetivação da expedição do novo Certificado de Registro de Veículo é de trinta dias, sendo que nos demais casos as providências deverão ser imediatas.

  • 2º No caso de transferência de domicílio ou residência no mesmo Município, o proprietário comunicará o novo endereço num prazo de trinta dias e aguardará o novo licenciamento para alterar o Certificado de Licenciamento Anual.
  • 3º A expedição do novo certificado será comunicada ao órgão executivo de trânsito que expediu o anterior e ao RENAVAM.”

 

A celeridade na realização da regularização é fundamental, pois, em casos de transferência do veículo, por exemplo, até que o órgão de trânsito de seu estado seja informado quanto à transferência de proprietário, você se torna responsável pelas possíveis infrações cometidas pelo novo proprietário.

O Art. 134 explica com clareza:

“Art. 134. No caso de transferência de propriedade, o proprietário antigo deverá encaminhar ao órgão executivo de trânsito do Estado dentro de um prazo de trinta dias, cópia autenticada do comprovante de transferência de propriedade, devidamente assinado e datado, sob pena de ter que se responsabilizar solidariamente pelas penalidades impostas e suas reincidências até a data da comunicação.”

Portanto, se você está prestes a negociar seu veículo, deve ficar atento aos processos necessários à regulamentação para que você esteja de acordo com a Lei.

Além disso, é indispensável que o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e as multas, por exemplo, estejam em dia. Não há como realizar a transferência de seu veículo se houverem pendências.

Se você tem dúvida quando aos procedimentos referentes à transferência de proprietário do veículo, fique tranquilo, no próximo tópico explicarei o passo a passo que deve seguir.

 

Negociei meu veículo. Como proceder?

Como mostrei acima no art. 134, você deve informar a negociação de seu veículo ao DETRAN dentro do período de 30 dias para que não precise arcar com as possíveis eventualidades que possam vir a acontecer com o novo proprietário.

Desse modo, para comunicar ao órgão de trânsito de sua região sobre a venda do veículo, você deve, primeiramente, preencher os dados que se encontram no verso do seu DUT ou CRV, que correspondem à transferência da propriedade.

Após preencher, você e o comprador devem comparecer ao cartório para autenticarem o documento e retirarem uma cópia autenticada da autorização.  Esta cópia deve se enviada ao DETRAN e servirá como comunicado de venda.

Posteriormente, é necessário que você solicite um novo registro – DUT ou CRV – ao DETRAN. Para isso, você precisa enviar alguns dos seus documentos pessoais e documentos do veículo.

Quanto à documentação, o órgão de trânsito de cada estado apresenta um modo de realização da transferência. Portanto, você deve ficar atento ao que o site DETRAN de sua região exige como documentação.

O Art. 124 do CTB aborda os seguintes documentos como os exigidos para a emissão do novo documento, tendo em vista que o inciso IX foi revogado pela Lei nº 9.602, de 1998:

“Art. 124. Para a expedição do novo Certificado de Registro de Veículo serão exigidos os seguintes documentos:

        I – Certificado de Registro de Veículo anterior;

        II – Certificado de Licenciamento Anual;

        III – comprovante de transferência de propriedade, quando for o caso, conforme modelo e normas estabelecidas pelo CONTRAN;

        IV – Certificado de Segurança Veicular e de emissão de poluentes e ruído, quando houver adaptação ou alteração de características do veículo;

        V – comprovante de procedência e justificativa da propriedade dos componentes e agregados adaptados ou montados no veículo, quando houver alteração das características originais de fábrica;

        VI – autorização do Ministério das Relações Exteriores, no caso de veículo da categoria de missões diplomáticas, de repartições consulares de carreira, de representações de organismos internacionais e de seus integrantes;

        VII – certidão negativa de roubo ou furto de veículo, expedida no Município do registro anterior, que poderá ser substituída por informação do RENAVAM;

        VIII – comprovante de quitação de débitos relativos a tributos, encargos e multas de trânsito vinculados ao veículo, independentemente da responsabilidade pelas infrações cometidas;

        IX – (Revogado)

        X – comprovante relativo ao cumprimento do disposto no art. 98, quando houver alteração nas características originais do veículo que afetem a emissão de poluentes e ruído;

        XI – comprovante de aprovação de inspeção veicular e de poluentes e ruído, quando for o caso, conforme regulamentações do CONTRAN e do CONAMA.”

Enviada a documentação requerida, basta aguardar que o documento chega até o seu endereço.

Você ainda tem a opção de acompanhar a tramitação do seu documento pelo site do DETRAN do seu estado, assim fica informado se houve extravios pelo caminho.

Gostou das dicas? Sente-se pronto para realizar a transferência de seu veículo?

Caso tenha restado alguma dúvida, envie seu questionamento para o e-mail  [email protected] ou ligue para o número 0800 6021 543.

Será um prazer atendê-lo.

 

 

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Gustavo Fonseca

Cores das placas de automóveis: conheça quais são as utilizadas no Brasil e a que se destinam

• atualizado em 04/01/2019 às 15:59

Como você já deve saber, no Brasil há placas de diferentes cores para veículos, cada uma destinada a um grupo específico. Neste artigo, você conhecerá cada uma delas, além de receber maiores informações sobre a placa vermelha, tão comumente encontrada nas vias públicas diariamente. Falaremos também sobre algumas infrações e recursos de multas. Para saber mais, acompanhe a leitura deste artigo.

História da placa de veículos no Brasil

As placas veiculares possuem um importante papel para a organização do trânsito. Por sua cor, é possível identificar a função de determinado veículo.

O emplacamento no Brasil começou em 1901, mas de maneira bastante diferente da atual. Naquela época, as placas eram de responsabilidade dos municípios, identificadas por uma sequência numérica antecedida pela letra P (particular) ou A (aluguel). Já as cores das placas eram duas: preta ou vermelha, com caracteres brancos.

Foi apenas em 1941 que houve a ampliação do número de cores para diferenciar as funções dos automóveis. Às cores usadas foram incluídas as placas brancas, amarelas e laranja.

Com o aumento do número de veículos registrados, em 1969 a combinação para o emplacamento de um veículo passou a ser de duas letras e quatro números. Por todo esse período, contudo, era um transtorno quando o proprietário do veículo precisava mudar de cidade, pois necessitava providenciar uma placa com nova combinação alfanumérica, de acordo com o novo município.

Foi em 1990 que o padrão utilizado hoje, de três letras e quatro números, passou a ser utilizado, junto à implementação do RENAVAM (Registro Nacional de Veículos). A partir desse momento, a abrangência da identificação alfanumérica da placa de um veículo passou a ter abrangência nacional.

Com o novo modelo, a placa do veículo passou a ser única e imutável, desde que sai da concessionária. Mesmo que o veículo já tenha recebido baixa, aquela sequência não poderá ser repetida em outro.

Cores de placas e seus significados

No Brasil, é de responsabilidade do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) regulamentar as cores das placas dos automóveis. As especificações são encontradas na Resolução 241.

Segundo ela, os veículos particulares devem conter placas cinza com caracteres em preto. Os veículos que ainda estão em fase de teste pelo fabricante devem receber placa verde com caracteres em branco. Para os táxis, veículos de aluguel e veículos de transporte urbano, a placa é de cor vermelha com caracteres brancos.

 

Veículos de autoescola, destinados à aprendizagem, devem conter placa branca com caracteres em vermelho. Automóveis de colecionadores devem receber placa preta com caracteres em cinza.

Veículos oficiais são emplacados em branco com caracteres pretos. Veículos de missão diplomática, corpo diplomático, organismo internacional e de acordo de cooperação internacional recebem placas de fundo azul e caracteres brancos. As placas pretas com caracteres dourados pertencem a veículos de representação do poder público.

A Resolução 241, contudo, tem data marcada para ser revogada. A partir de 1º de janeiro de 2024, todas as placas do país deverão se adequar ao acordo do MERCOSUL, conforme Resoluções 729 e 748 do CONTRAN. Por enquanto, as placas MERCOSUL são obrigatórias apenas para veículos que tenham que alterar a placa por mudança de município ou por emplacamento de veículos novos.

Placas vermelhas e infrações

A segunda placa mais comum de ser vista em circulação é a placa vermelha, de carros de aluguel, táxis e transporte público.

Por ser utilizada para o transporte de maior número de pessoas, os órgãos fiscalizadores são rígidos quanto a cumprir a legislação, especialmente pela segurança dos passageiros.

Em ônibus de transporte urbano, por exemplo, não há cinto de segurança para os passageiros. Além disso, é possível que alguns viajem em pé. Existe regulamentação sobre quantas pessoas podem viajar em pé, dependendo do tamanho do ônibus. Um ônibus com corredor de 10 a 12 metros, por exemplo, deveria transportar no máximo 16 passageiros em pé.

Desrespeitar as normas de trânsito pode gerar penalização ao motorista. O desrespeito ao limite máximo de passageiros em pé, conforme art. nº 231 – VII do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), é infração média, com multa de R$ 130,16, quatro pontos na CNH e retenção do veículo.

O que pode ocorrer também é o transporte clandestino, ou seja, motorista executando serviço de transporte remunerado sem a devida autorização do órgão responsável. Tal conduta é também passível de penalização. O art. nº 231 – VI prevê que tal ato é infração grave, com multa de R$ 195,23, cinco pontos na CNH e remoção do veículo.

Não seguir as normas de segurança, como o uso de capacete em mototáxi ou cinto de segurança em táxi, é também infração de trânsito. De acordo com o art. nº 244 do CTB, transportar passageiro sem capacete na moto é infração gravíssima, com multa de R$ 293,47, sete pontos na CNH, suspensão do direito de dirigir e recolhimento da CNH. Já a falta do cinto de segurança, conforme art. nº 167, é infração grave, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH.

 

 

Recurso de multas

Nem todo motorista sabe, mas, se alguma norma for desrespeitada pelo órgão aplicador de uma infração de trânsito, pode ser anulada. Há casos também em que o condutor sente-se injustiçado com a penalidade recebida, por diferentes motivos.

A boa notícia é que existe o direito de defesa. Toda multa de trânsito pode ser recorrida em até três etapas diferentes. Para a defesa, o condutor pode realizar todo o procedimento sozinho, mas há quem escolha buscar auxílio profissional na tentativa de argumentar de forma mais embasada e aumentar as chances de sucesso em anular a multa.

Se este for o seu caso, saiba que pode contar conosco da Doutor Multas. Somos especialistas em recursos administrativos de multas de trânsito e podemos fazer uma análise gratuita de seu caso. Entre em contato: [email protected] / 0800 6021 543.

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Gustavo Fonseca

Calculadoras Automotivas Online: conheça estas ferramentas e comece a usá-las agora mesmo!

• atualizado em 04/01/2019 às 15:59

A tecnologia está cada vez mais presente na nossa rotina e, por conta disso, já é possível encontrar aplicativos para uma infinidade de funções.

Consulta de valores de veículos novos e seminovos

O ano de 2018 foi movimentado nas vendas de veículos. De acordo com a Fenabrave, o número já ultrapassou os 2 milhões de unidades, entre carros e motos, superando as vendas do ano anterior.

Se você quer entrar para a lista de compradores ou até se pensa em vender o seu usado, é importante conhecer o preço de mercado. Desta forma, o comprador se previne de pagar um preço exorbitante por um automóvel. Na hora de vender, também é importante conhecer os valores do mercado para não ficar no prejuízo.

Em geral, o valor base de um veículo é consultado na Tabela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). Através do site do Doutor Multas, é possível realizar uma consulta na tabela de forma rápida, contendo os valores de carros, motos e caminhões. Basta clicar no link abaixo e selecionar a marca, modelo e ano do veículo que deseja consultar.

//doutormultas.com.br/fipe/

Quais custos estão inclusos no financiamento de veículo?

Agora que você já consultou quanto custa o modelo que quer comprar, já sabe como vai pagar? Segundo a B3, no Brasil, 80% dos veículos vendidos são financiados. Se você faz parte deste número, saiba que é importante buscar informações sobre o que está pagando, pois há outras cobranças além da taxa de juros, como impostos e tarifas.

Ter em mente o que se está pagando é fundamental. Muitas vezes, o comprador age por impulso e entra em um financiamento sem saber quanto pagará no total ou sem ao menos ter certeza de que o valor da parcela caberá em seu orçamento, o que pode culminar em inadimplência e perda do veículo.

Por isso, antes de fechar o financiamento, coloque tudo na ponta do lápis e busque o auxílio de nossa calculadora online. Clique no link abaixo e consulte o valor da parcela, o valor do financiamento, a taxa de juros ou o prazo do financiamento.

//doutormultas.com.br/calculadora-financiamento/

Quanto custa manter seu veículo?

É sempre recomendado que haja planejamento antes de adquirir um veículo, especialmente se a aquisição for feita mediante financiamento, pois é comum que o comprador não calcule todos os gastos que terá com o veículo. Além das parcelas do financiamento (se for o caso), ainda há diversos gastos: seguro, licenciamento, IPVA, combustível, estacionamento, revisões regulares, lava-rápido, entre outros. Além dos gastos possíveis de ser previstos, há ainda a chance de sofrer multas e necessitar de manutenção no veículo.

Se você já possui um automóvel, conhece seu gasto com ele? Para auxiliar a fazer este cálculo, o Doutor Multas criou uma ferramenta para facilitar a contabilização das despesas veiculares. Clique no link abaixo e preencha os dados solicitados. Assim, ficará mais fácil ter o controle do orçamento e continuar usufruindo do veículo.

//doutormultas.com.br/calcdespesas/

O que vale mais a pena: abastecer com álcool ou gasolina?

A oscilação constante dos preços dos combustíveis tem sido fonte de dor de cabeça para o brasileiro. Após oito aumentos consecutivos, os preços começaram a cair, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), mas a mudança ainda não tem chegado a todos os postos de gasolina.

Como forma de permitir ao brasileiro escolher com qual combustível abastecer, muitos modelos de automóveis têm sido fabricados na função flex, ou seja, circulam com álcool ou gasolina. Porém, como saber qual dos dois combustíveis está com o melhor custo-benefício?

Para fazer o cálculo, é preciso ter em mente que o álcool é mais barato, mas também faz menor quilometragem. Para cada 10 km rodados com gasolina, o carro a álcool faz 7 km. Por isso, para que o álcool seja mais vantajoso, ele deve custar até 70% do valor da gasolina.

Parece confuso? Então, na dúvida, recorra à calculadora do Doutor Multas. Clique no link abaixo e preencha com o valor da gasolina e do álcool e veja o resultado de qual está valendo mais a pena.

//doutormultas.com.br/calculadora-alcool-x-gasolina/

Financiamento ou consórcio: qual escolher?

Se você está pensando em adquirir um veículo e não tem dinheiro para fazer a compra à vista, talvez esteja pensando no que vale mais a pena: financiar ou entrar em um consórcio. Ambos têm suas vantagens e desvantagens. No financiamento, paga-se mais caro, mas o cliente pode usufruir imediatamente do bem. Por outro lado, o consórcio tem taxas bem mais atraentes, mas o cliente pode demorar a ser contemplado e ter acesso ao seu veículo.

Para auxiliá-lo nesta decisão, o Doutor Multas criou uma ferramenta online que pode ser acessada no link abaixo.

//doutormultas.com.br/financiamento-ou-consorcio/

Aproveite as ferramentas online do Doutor Multas

Espero que estas dicas sejam úteis para você. Lembre-se de que nós podemos também orientá-lo a respeito de recursos de multas de trânsito. Fundada há 9 anos, a Doutor Multas já ajudou mais de 5.200 clientes a não perderem sua habilitação com recursos de multas personalizados. Se você quiser fazer uma análise gratuita de seu caso, entre com contato conosco pelo [email protected] ou 0800 6021 543.

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Gustavo Fonseca

Como fazer uma baliza?

• atualizado em 04/01/2019 às 15:59

As balizas são algumas das manobras mais temidas pelos novos condutores e por quem ainda está em processo para tirar a Carteira Nacional de Habilitação. Por muitas razões, estacionar nem sempre é fácil, até mesmo para quem tem prática ao volante.

No Brasil, o processo para se tornar um condutor habilitado é extenso. São exigidas 20 horas/aulas teóricas e 45 horas/aulas sobre a prática da direção. Depois de tudo isso (e de passar pelo pagamento de taxas e pelos exames médicos), ainda será necessário passar pelas provas, tanto a teórica quanto a prática.

No exame prático, ou prova de rua, fazer uma baliza é um dos procedimentos obrigatórios. Geralmente, o candidato tem até três chances de fazer a baliza corretamente. Se não conseguir, será reprovado no exame e terá que prestar uma nova prova outra vez.

Sabendo que as balizas geram medo e dúvidas, fizemos este artigo com algumas dicas sobre como fazê-la. Confira!

Afinal, o que é uma baliza?

Quem está começando o processo de habilitação pode confundir balizas com outras formas de estacionar. No entanto, o termo se refere apenas à manobra de estacionar (de ré) entre dois veículos ou entre dois objetos, num espaço bastante reduzido.

No dia a dia, essa prática acaba sendo muito comum, já que a disputa por vagas em estacionamentos é cada vez mais acirrada, sabendo que o número de veículos cresce significativamente no Brasil.

Na prova de rua (ou exame de direção), o teste da baliza pode acontecer de duas formas: em algumas cidades, nas quais o exame acontece na rua, em meio ao movimento normal de outros veículos, as balizas são feitas entre carros, reproduzindo uma situação comum no cotidiano dos futuros condutores habilitados. Em outros lugares, no entanto, são usados cones ou outros objetos para simular a delimitação do espaço.

De uma forma ou de outra, o candidato deve saber estacionar com balizas de forma correta. Você terá que passar pelo exame de rua em breve? Saiba o que NÃO fazer durante a avaliação.

Como fazer uma baliza? Veja o passo a passo!

Dirigir bem é uma habilidade adquirida, sobretudo, com a prática. No caso das balizas, conhecer algumas técnicas pode simplificar (e muito) o processo. Por isso, fizemos um passo a passo sobre como fazer essas manobras sem maiores problemas.

  1. Alinhando o seu carro: a forma correta (e mais simples) de alinhar o carro para uma baliza entre dois veículos é alinhando ao meio fio, de forma que sua posição fique paralela ao veículo da frente.

Esse passo inicial é muito importante, já que dele dependem todos os passos seguintes. É fundamental lembrar-se de acionar a seta do veículo, indicando, para os outros condutores, que você entrará na vaga.

  1. Regulando os espelhos do seu carro: verifique se os retrovisores de ambos os veículos se alinham entre si. Quando estiverem bem próximos e lado a lado, é hora de mover um pouco o seu carro para frente.
  2. Girando o volante: neste passo, o único procedimento a ser feito é girar todo o volante no sentido da vaga, ou seja, do espaço no qual você pretende estacioná-lo. Em outras palavras, se você quer estacionar o seu carro do lado direito da via, o volante deve ser girado para a direita. Simples, não é?
  3. Entrando na vaga: para entrar na vaga, será preciso engatar a marcha à ré, movendo o veículo para trás (apenas um pouco). O seu carro deve estar posicionado de um modo que o farol dianteiro esteja paralelo à traseira do carro que está estacionado em frente.

Para saber se você conseguiu esse posicionamento, identifique se pode enxergar, pelo retrovisor da direita, o farol dianteiro do carro que está estacionado atrás. Se você o ver é porque o seu carro está na posição ideal.

  1. Desvirando o volante e o ajustando à vaga: nesse passo, é hora de girar completamente o volante do seu carro para o lado oposto e mover o seu veículo em marcha à ré até que ele, de fato, entre na vaga. Depois disso, é só deslizar sutilmente o seu carro, ajustando à vaga. É importante lembrar que a distância ideal entre um carro e outro deve ser de aproximadamente 20 centímetros.

Se ficou difícil entender cada um dos passos que citamos acima, assista ao nosso vídeo. Com ele será muito mais fácil entender como fazer uma baliza.

Agora que você já sabe como fazer uma baliza, é hora de colocar em prática tudo o que aprendeu. Se fizer o seu exame de rua em seguida, lembre-se de procurar manter a calma. Com a mente tranquila, será muito mais fácil realizar as manobras e tudo o que for solicitado pelo seu avaliador.

Ainda tem dúvidas? Fale com o Doutor Multas através do e-mail [email protected].

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  • Gustavo Fonseca

     
    Escritor especialista em Direito de Trânsito, fundador do blog Doutor Multas que há nove anos vem conscientizando motoristas sobre seus direitos e deveres.