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O Centro de Desenvolvimento Ambiental da CBMM desenvolve ações de conservação da fauna e flora do Cerrado, pesquisa científica e educação ambiental. Localizado dentro do complexo industrial da empresa em Araxá, Minas Gerais, o CDA surgiu da compreensão de que a operação industrial precisa caminhar lado a lado com a proteção do bioma que a cerca.
Ali, ações de conservação da fauna e flora do Cerrado são desenvolvidas de forma integrada, unindo manejo técnico especializado, pesquisa científica e programas consistentes de educação ambiental. Em 2026, o Criadouro Conservacionista, que integra o CDA, completa 40 anos de existência. Quatro décadas que o consolidaram como uma das referências nacionais na proteção de espécies nativas do Cerrado, especialmente aquelas mais vulneráveis.
O que começou como um criadouro científico evoluiu ao longo das décadas para um verdadeiro centro de excelência. Hoje, ele alia reabilitação de animais, reprodução controlada, produção de conhecimento científico e engajamento com a comunidade local. O CDA demonstra o compromisso da CBMM com a responsabilidade ambiental no território em que atua, contribuindo para a conservação da biodiversidade.
O compromisso da CBMM com a conservação ambiental
A CBMM tem demonstrado ao longo dos anos que sustentabilidade é parte integrante da forma como a empresa opera. As iniciativas ambientais da CBMM integram ações concretas de conservação da fauna e flora do Cerrado, além da preservação de recursos naturais. Tudo isso alinhado ao Programa de Sustentabilidade da companhia, com o objetivo de promover harmonia real entre a operação industrial e a conservação ambiental.
O bioma Cerrado, que caracteriza a região de Araxá, é o segundo maior ecossistema do país. Conhecido como o “berço das águas”, ele abriga uma das savanas mais ricas em biodiversidade do planeta, com milhares de espécies de plantas, aves, mamíferos, répteis e insetos. Suas nascentes alimentam oito das principais bacias hidrográficas brasileiras, tornando-o estratégico para a diversidade biológica, para o suprimento de água e o equilíbrio climático de vastas regiões.
O Centro de Desenvolvimento Ambiental: estrutura e propósito
O Centro de Desenvolvimento Ambiental ocupa uma área de cerca de 60 mil metros quadrados, com quase 50 recintos adaptados, o espaço possui acesso rigorosamente controlado e um propósito técnico-científico claro. Seu principal objetivo é atuar como centro de referência no manejo, reabilitação e conservação de espécies nativas do Cerrado.
Atualmente, o Centro de Desenvolvimento Ambiental abriga dezenas de animais em seus programas de conservação. Desde sua criação, o Criadouro Conservacionista já atendeu mais de 2.400 indivíduos pertencentes a 102 espécies diferentes, com mais de 1.400 nascimentos registrados ao longo desses 40 anos. Os animais chegam quase sempre por meio de transferências oficiais realizadas por instituições e órgãos competentes.
O Criadouro Conservacionista, que integra o CDA, segue uma premissa importante: não recebe animais diretamente da população. Todo resgate é conduzido por equipes especializadas, como o Corpo de Bombeiros e a Polícia Ambiental, que encaminham os animais para avaliação e tratamento adequados. No CDA, cada indivíduo passa por um processo cuidadoso de recuperação. Quando possível, os animais são preparados para reintrodução na natureza ou integrados a programas de reprodução controlada, sempre com o objetivo de fortalecer a variabilidade genética das populações silvestres.
Os 40 anos do criadouro conservacionista: uma trajetória de sucesso
Inaugurado em 1986, o Criadouro Conservacionista da CBMM celebra em 2026 quatro décadas de dedicação à fauna silvestre. Licenciado pelo Ibama como Criadouro Científico para Fins de Conservação, ele se destaca pela atuação técnica, pelo foco em pesquisa e pela reabilitação de espécies ameaçadas de extinção.
A CBMM foi uma das pioneiras na reprodução do lobo-guará em cativeiro, com 67 filhotes nascidos desde 1990. Em 2021, uma fêmea resgatada após atropelamento na BR-381 foi integrada ao plantel após tratamento. Batizada de “Amora” por meio de uma enquete que envolveu colaboradores da CBMM e alunos do Centro de Desenvolvimento Humano, ela se juntou a outros seis lobos-guarás. Outros animais, como tamanduás-bandeira, antas, araras canindé e macacos, também recebem cuidados especializados.
Pesquisa científica e parcerias institucionais
A conservação no CDA é fortemente ancorada na ciência. O centro mantém parcerias com universidades e instituições de pesquisa em todo o Brasil. Entre 1997 e 2021, foram publicados 163 trabalhos científicos e participados 32 projetos envolvendo 18 instituições diferentes. Esses estudos abrangem biologia, comportamento, reprodução e reabilitação de espécies, gerando conhecimento que subsidia tanto as práticas internas quanto políticas públicas de conservação.
A estrutura controlada do CDA permite que as pesquisas sejam realizadas com alto padrão de bem-estar animal, minimizando estresse e garantindo resultados confiáveis. Essa integração entre operação industrial e produção científica reforça o papel da CBMM como agente de inovação ambiental.
Educação ambiental e engajamento comunitário
A conservação da biodiversidade também passa pela formação de consciência ambiental nas novas gerações e pelo fortalecimento dos laços com a comunidade local. Por isso, desde 1992 a empresa mantém um amplo Programa de Educação Ambiental, que já impactou diretamente mais de 73.500 participantes, entre alunos e professores de diversas escolas da região.
As atividades vão muito além de palestras teóricas. O Centro de Desenvolvimento Ambiental (CDA) serve como referência prática, permitindo que os participantes conheçam de perto a fauna e a flora do Cerrado, compreendam os desafios da conservação e discutam o conceito de desenvolvimento sustentável. É uma forma concreta de mostrar como a ciência, a indústria e a natureza podem caminhar juntas.
Cientistas do Cerrado
Um dos destaques desse esforço é o projeto “Cientistas do Cerrado”, idealizado pela CBMM em parceria com instituições de ensino locais. Por meio de oficinas interativas, jovens são capacitados em temas como biodiversidade do bioma, aplicações do nióbio e o uso de plantas medicinais nativas. Mais do que transmitir conhecimento, o projeto busca formar cidadãos engajados, capazes de valorizar e proteger o patrimônio natural ao seu redor. Com o tempo, essas iniciativas têm ajudado a fortalecer o vínculo entre a empresa, as comunidades de Araxá e o meio ambiente.
Outros projetos complementares ampliam ainda mais o alcance educativo. O Projeto Refauna, realizado em parceria com universidades do Rio de Janeiro (UFRJ, IFRJ e UFRRJ), atua na reabilitação e reintrodução de espécies nativas, com destaque para a anta. Desde dezembro de 2017, o projeto já contribuiu para a devolução de indivíduos à natureza na Reserva Ecológica Guapiaçu, oferecendo casos reais que enriquecem as atividades de educação ambiental.
Da mesma forma, o apoio da CBMM ao Parque Estadual de Campos Altos, uma reserva de 784 hectares localizada a cerca de 100 km de Araxá, transforma o espaço em um importante laboratório vivo. O parque se tornou destino frequente de escolas para aulas práticas de campo, pesquisas sobre fauna e flora, e vivências imersivas em contato direto com o Cerrado.
Juntos, esses programas mostram que a educação ambiental da CBMM é uma estratégia contínua, integrada e de longo prazo, que busca informar e inspirar uma nova geração de guardiões do bioma.
Reflorestamento e proteção da flora do Cerrado
A conservação no CDA não se limita à fauna. A CBMM acredita que a transformação deve ser feita em todo o bioma. Por isso, o centro conta com um viveiro de mudas que produz cerca de 200 espécies de plantas nativas, sendo 24 delas protegidas por lei. A produção anual chega a aproximadamente 32 mil mudas, utilizadas na restauração de matas ciliares e áreas degradadas.
A CBMM adquiriu propriedades rurais próximas ao complexo industrial e já plantou mais de 150 mil mudas nativas. A meta é produzir internamente 1,8 milhão de mudas, utilizando sementes coletadas localmente para preservar a variabilidade genética do bioma. Essas ações contribuem para a recuperação de cerca de 400 hectares, fortalecendo a conectividade ecológica na região.
Um legado para o futuro: sustentabilidade integrada
Os 40 anos do Criadouro Conservacionista e a consolidação do CDA representam um legado de longo prazo. Ao aliar tecnologia de nióbio à responsabilidade ambiental, a CBMM demonstra que é possível conciliar desenvolvimento industrial com preservação da biodiversidade. Esse modelo integrado abrange desde o Compromisso NET Zero 2040 até ações locais de educação e reflorestamento.
A transparência dessas iniciativas pode ser conferida nos Relatórios de Sustentabilidade anuais da empresa, que detalham avanços em governança, meio ambiente e impacto social. O CDA e seus projetos associados não apenas protegem o presente, mas constroem bases sólidas para um futuro mais sustentável no Cerrado brasileiro.
A CBMM continua investindo em iniciativas que conectam ciência, educação e comunidade, reforçando seu papel como empresa comprometida com o legado ambiental e o desenvolvimento responsável da região.
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