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Disque Denúncia 181 completa 11 anos com mais de 812 mil denúncias recebidas

População contribuiu para a prisão de 193 mil pessoas e a retirada de circulação de 38 toneladas de drogas; previsão é de expansão do serviço a partir deste ano

Crédito: Gil Leonardi/Imprensa MG

O 181 Disque Denúncia Unificado (DDU) está completando 11 anos de atuação ultrapassando a marca de 8,1 milhões de ligações recebidas em Minas Gerais, uma média de 736 mil por ano. Dessas chamadas, 812 mil se transformaram em denúncias apuradas pela Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar. Por meio da contribuição dos cidadãos, que repassam informações de forma sigilosa e anônima, foi possível retirar de circulação mais de 38 toneladas de drogas, entre cocaína, maconha e crack; 20,9 mil armas de fogo, como fuzis e submetralhadoras; além de realizar 193,7 mil conduções, prisões, apreensões ou recapturas de criminosos.

O balanço aponta ainda que, em 11 anos de funcionamento, foram apreendidas nas operações policiais desencadeadas devido às denúncias mais de 9,7 mil balanças de precisão e cerca de 236,6 mil unidades de munição. Graças às ligações anônimas, as polícias também apreenderam R$ 27,4 milhões em espécie, oriundos do tráfico de drogas e de jogos de azar. No que se refere à pirataria, 1,16 milhão de CDs e DVDs piratas foram recolhidos.

O 181 é um serviço gratuito, por meio do qual os cidadãos passam informações sobre crimes e sinistros de forma anônima e sigilosa. O canal de comunicação está disponível em todos os municípios mineiros e contribui de forma significativa para o trabalho das forças de segurança pública do Estado.

Para a coordenadora do DDU, Flávia Gomes, os resultados dos últimos 11 anos refletem a confiança da população mineira no serviço, que é operacionalizado pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). “Um dos motivos que leva o cidadão a contribuir com o Disque Denúncia Unificado é a certeza de que sua identidade é preservada. As pessoas estão percebendo que, quando denunciam, as ações policiais dão mais resultados, e com isso acabam querendo ajudar cada vez mais”, avalia Flávia, ressaltando a importância da participação dos cidadãos para a efetividade do trabalho policial.

O crescimento da participação popular pode ser percebido na comparação ano a ano dos dados: há um aumento do número de chamadas e, consequentemente, nas denúncias geradas. Em 2008, primeiro ano efetivo de funcionamento do DDU, foram registradas 46.103 denúncias. Somente de janeiro a outubro de 2018, foram 64.467. Para 2019, a expectativa é de aumento ainda maior das denúncias, a partir do incremento nas campanhas de divulgação do serviço.

Ranking de denúncias

O tráfico de drogas é a maior ocorrência denunciada pela população. Em 11 anos, foram cerca de 503 mil denúncias desse tipo de crime, o equivalente a 61% da motivação de todas as chamadas direcionadas ao 181 no período. Em segundo lugar estão denúncias ligadas a atividades do Corpo de Bombeiros (demandas de vistorias e fiscalização, em sua grande maioria), seguida por jogos de azar e, depois, os crimes ambientais. Também entram no ranking denúncias sobre armas de fogo e munições, homicídios, maus tratos a animais, pessoas foragidas e procuradas pela Justiça, comércio ilegal, receptação e desmanche de carros, pirataria, entre outros.

Belo Horizonte, Contagem, Juiz de Fora, Uberlândia, Betim e Ribeirão das Neves são, respectivamente, os seis municípios que mais originaram chamadas ao longo dos 11 anos de atuação do DDU. Os municípios, juntos, representam 48% do total de denúncias registradas pelo serviço. No interior, cidades como Governador Valadares, Divinópolis e Montes Claros também registraram milhares de denúncias.

Balanço de 2018

De janeiro a outubro do último ano, a população mineira realizou 420.706 ligações ao DDU, que resultaram em 64.467 denúncias. Nestes dez meses, foram mais de 24,5 mil pessoas conduzidas, presas, apreendidas e ou recapturadas por meio de informações recebidas via denúncias. Além disso, foram apreendidas 2.564 armas de fogo, 25,9 mil munições e 3.580 animais silvestres.

Com relação à apreensão de drogas, o 181 possibilitou o recolhimento de 478,7 quilos de cocaína, maconha e crack entre janeiro e outubro de 2018, frente a 418,2 quilos no mesmo período do ano anterior. Também foram apreendidas 1.618 balanças de precisão, instrumento importante do tráfico de entorpecentes.

Entre os destaques mais recentes do serviço está a captura de um foragido que estava com mandado de prisão em aberto, além de um indivíduo envolvido em homicídio, pela Polícia Civil. A operação que resultou nas prisões foi realizada em novembro, após uma denúncia anônima recebida pelo 181.

Sigilo Absoluto

Com o slogan “O importante é o que você diz, não quem você é”, o DDU busca aprimorar constantemente o serviço para garantir ao cidadão que as informações repassadas aos atendentes sejam trabalhadas de forma eficiente e qualificada. As ligações são criptografadas, garantindo o sigilo do denunciante.

Para denunciar, basta ligar, gratuitamente, para o número 181, que funciona com uma central de atendimento unificada, formada por profissionais treinados e capacitados que trabalham em regime 24 horas para atender a população.

Quando o telefone chama na central, o tempo médio de espera do denunciante é de vinte segundos. Ao ser atendido, quem faz a denúncia recebe uma senha para acompanhar o andamento das investigações. As informações repassadas a um dos atendentes são registradas e encaminhadas para analistas das Polícias Civil e Militar e do Corpo de Bombeiros. Esses servidores analisam, classificam e incorporam à denúncia outras informações, quando já existentes em bancos de dados dessas instituições, que também auxiliam na solução de cada caso.

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176 vítimas do rompimento da barragem da Vale são identificadas

Governo de Minas Gerais diz que 134 pessoas estão desaparecidas

Corpo de Bombeiros de Minas Gerais localizou 176 corpos de vítimas do rompimento da narragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, região metropolitana de Minas Gerais. Todos os corpos foram indentificados pelo Instituto Médico Legal (IML).

Segundo informações do governo de Minas Gerais, 134 pessoas estão desaparecidas, sendo 31 funcionários da mineradora Vale e 103 trabalhadores terceirizados e moradores da região.

Desde ontem (20), uma equipe do Corpo de Bombeiros está fazendo buscas na área onde funcionava o almoxarifado da Vale. No local foi encontrado um corpo, removido para o IML para identificação.

A tragédia causada pelo rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, a 57 quilômetros de Belo Horizonte, completa hoje (4) 11 dias de buscas.

O almoxarifado foi identificado pelo cruzamento de dados, de localizações georreferenciadas e de indicações do terreno. As buscas na área do almoxarifado se desenvolveram durante esta quinta-feira e continuarão amanhã (22), segundo o Corpo de Bombeiros.

O Corpo de Bombeiros trabalha em sete frentes de buscas na área da barragem que se rompeu no último dia 25 de janeiro. Nesta fase de escavações, o trabalho é mais difícil porque a lama está muito profunda. A corporação mineira atua com apoio de militares de outros estados.

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Polícia prende suspeito de matar ex-namorada em Betim

Ex-namorado é suspeito de matar vítima com vários golpes de martelo na cabeça

A Polícia Civil de Minas Gerais realizou o cumprimento do mandado de prisão preventiva em desfavor de Matheus Vítor Vilela, 22 anos, na última sexta-feira, 15 de fevereiro.

Matheus é suspeito de, no dia 1º de fevereiro, ter assassinado a ex-namorada Akiria Carla Ferreira da Silva, 20 anos, com vários golpes de martelo na cabeça. Na data do crime, o suspeito que insistia em reatar o relacionamento com a vítima, a procurou e a agrediu com diversos golpes fatais.

A vítima foi encontrada na casa dela, no bairro Granja São João, em Betim, gravemente ferida. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu em seguida.

Iniciadas as investigações pela Polícia Civil, o suspeito pelo feminicídio foi identificado, mas, após cometer o bárbaro delito, fugiu para Belo Horizonte, onde ficou escondido até a data da prisão.

Logo após o assassinato, Matheus também subtraiu o aparelho celular da vítima, ocasião em que passou a utilizar rede social dela (Facebook), para ameaçar parentes e amigos de Akíria.

O envolvido, já era investigado pela PCMG pela prática de dez crimes de roubo, contra motoristas do aplicativo ¿’ber”, na cidade de Betim.

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Polícia Civil atua em sequestro de gerente de banco e prende suspeito

A vítima foi feita refém do grupo quando chegava em casa, em Belo Horizonte

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em mais uma ação de pronta resposta, prendeu, nesta quarta-feira (20), Rafael Silveira de Almeida, de 38 anos. Ele é um dos suspeitos de sequestrar um gerente de banco ontem à noite no bairro Guarani, em Belo Horizonte.

Segundo o Delegado Ramon Sandoli, o crime, iniciado ontem (19), é de extorsão mediante sequestro na modalidade “sapatinho” pela sequestração do gerente do banco. A vítima, que tem 29 anos, foi feita refém do grupo quando chegava em casa, em Belo Horizonte. Depois os suspeitos foram até a casa dos pais do gerente, em Betim e da namorada dele, de 21 anos, onde fizeram os reféns juntamente com um amigo, de 20. Mantiveram os quatro no cativeiro, em Ribeirão das Neves, retornando com o gerente para a agência bancária, onde a vítima, com o artefato de simulacro amarrado em seu corpo, tinha a missão de abrir o cofre e retirar o dinheiro para repassá-lo os criminosos.

“A PCMG foi acionada e, por volta das 13h de hoje (20), conseguiu localizar o cativeiro, em Ribeirão das Neves, onde foi feito a liberação dos quatro reféns sem nenhum ferimento e a prisão de um dos suspeitos que estava no cativeiro com uma arma de fogo calibre 22, utilizada, provavelmente para intimidar os reféns”, garantiu o Delegado. O preso, que já tem passagens por roubo, furto e lesão corporal, saiu da prisão em dezembro de 2018.

Para o Delegado Sandoli, a forma de deslocamento dos integrantes da quadrilha é indicativo de que eles conheciam a região, levantando a suspeita de que os autores sejam da região metropolitana de Belo Horizonte, sendo que as investigações prosseguem para identificar e prender os outros envolvidos.

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