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Fundação João Pinheiro cancela aulas após vídeo de Bolsonaro

Foto: Reprodução

A Fundação João Pinheiro, instituição de pesquisa e ensino vinculada à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais, suspendeu as aulas nesta terça-feira (30) após o eleito à presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), publicar um vídeo oito professores da escola, onde critica a maneira de lecionar as aulas.

Após citar nos nomes de vários professores, Bolsonaro afirma:

“Se nós vivêssemos no regime que vocês defendem, você não estaria vendo essa mensagem nesse aparelho maravilhoso que não é fabricado na Coréia do Norte e nem em Cuba. Caia na real, pare de se enganar a si mesmo. Agindo dessa maneira, você não só vai ser mais respeitado na escola – não estou dizendo que são desrespeitados não –, bem como nós podemos trabalhar por um Brasil melhor. Pode não concordar comigo, mas na maioria das coisas eu sou muito melhor do que aquilo que vocês dizem aqui. É só ver os exemplos de países que pregam a ideologia que vocês ensinam ai na escola. Um abraço a vocês e acredito na recuperação de vocês.”

O Diretório Acadêmico da Escola de Governo da Fundação João Pinheiro também se manifestou a favor dos professores. “Nós, alunos, não reconhecemos nenhum tipo de doutrinação ou imposição de pensamento por parte do corpo docente da Fundação João Pinheiro”, diz a nota.

O Por Dentro de Minas não conseguiu contato com a assessoria da fundação.

Nota da Fundação João Pinheiro

A diretoria da Fundação João Pinheiro (FJP) manifesta o seu veemente repúdio ao teor do vídeo postado nas redes sociais na noite de ontem (29/10/2018), por meio do qual o candidato eleito para presidir o Brasil nos próximos quatro anos, a partir de 1º de janeiro de 2019, se dirige nominalmente a um grupo de pesquisadores/professores da Escola de Governo da FJP de maneira não condizente com os valores civilizatórios e com o estado democrático de direito vigente no país. A ocorrência está sendo registrada no Ministério Público e providências judiciais estão sendo tomadas na tentativa de apurar o fato.

A Fundação João Pinheiro não pode aceitar que manifestações de intransigência se voltem contra os seus servidores de maneira desrespeitosa à liberdade de expressão garantida pela Constituição cidadã de 1988. Fiel ao legado constitucional, a Escola de Governo da FJP tem como uma de suas pedras angulares a manutenção de um ambiente diverso, plural, suprapartidário, de respeito à liberdade de pensamento e opinião e de combate à intolerância.

Roberto do Nascimento Rodrigues – Presidente

Diretório Acadêmico

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Dois homens são assassinatos a tiros em Sabará, na Grande BH

Conforme PM, mais de 20 tiros foram disparados nas vítimas

A Polícia Militar (PM) procura por suspeitos de assassinar dois homens a tiros na madrugada deste sábado (16), no bairro Itacolomi, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Segundo a PM, testemunhas disseram que às vítimas, Ariel Henrique da Silva, de 24 anos, e Adenísio Honorato Rodrigues, de 41, estavam conversando em frente de casa, na Rua Peçanha.

Após um tempo, foram ouvidos barulho dos disparos. De acordo com militares, mais de 20 tiros foram disparados nas vítimas. A perícia esteve no local e encaminhou os corpos para o Instituto Médico Legal (IML).

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Ônibus é incendiados em Betim, na Grande BH

Motorista e cobrador foram rendidos por criminosos armados que colocaram fogo no veículo

Foto: Divulgação/Polícia Militar

Um ônibus foi incendiado durante a manhã desta sexta-feira (15), no Parque Ipiranga, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, por criminosos armados que renderam um motorista e um cobrador.

Conforme a Polícia Militar (PM), as vítimas contaram que foram abordadas e ameaçadas por três jovens, que aparentavam ser menores de idade, que a dupla descesse do veículo e, na sequência, jogaram líquido inflamável e atearam fogo.

Após o ato, os três pessoas que estavam armados e fugiram logo após o ato infracional. O ônibus da linha 191 (Centro/Charneca) ficou completamente destruído. O Corpo de Bombeiros chegou a foi acionado, mas as chamas já tinham sido controladas por populares.

Até o momento ninguém foi detido.

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Brumadinho: operação do MPMG prende oito funcionários da Vale

Mandados foram cumpridos em Minas, Rio e São Paulo

Oito funcionários da mineradora Vale foram presos temporariamente hoje (15) em uma operação deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com o apoio das policias civil e militares dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

Os alvos dos mandados de prisão cumpridos nesta manhã são suspeitos de responsabilidade criminal pelo rompimento da barragem Mina do Córrego do Feijão em Brumadinho.  Entre os presos estão quatro gerentes e quatro técnicos diretamente envolvidos na segurança e estabilidade do empreendimento. Todos ficarão detidos por 30 dias e serão ouvidos pelo MPMG em Belo Horizonte. Além dos crimes de homicídio qualificado, eles poderão responder por crimes ambientais e falsidade ideológica.

Estão sendo cumpridos ainda 14 mandados de busca e apreensão nos três estados, incluindo a sede da empresa Vale no Rio. Foram levados pelos agentes computadores e documentos em diferentes endereços.

Em nota, a Vale informou que continua colaborando com as autoridades responsáveis pelas investigações. “A Vale permanecerá contribuindo com as investigações para a apuração dos fatos, juntamente com o apoio incondicional às famílias atingidas.”

Há duas semanas, o MPMG, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal conduziram outra ação em decorrência do rompimento da barragem de Brumadinho, que resultou na prisão temporária de três funcionários da Vale responsáveis pelo empreendimento e dois engenheiros terceirizados que atestaram a segurança da barragem. Eles já foram liberados.

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