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Minas Gerais fecha 5 primeiros meses com queda de 33% nos roubos e 21% nos homicídios

Houve redução em 9 dos 12 crimes monitorados pela Secretaria de Segurança Pública nos primeiros cinco meses de 2018

Os registros de roubos em Minas Gerais alcançaram a marca de 32,8% de redução nos cinco primeiros meses de 2018. Para se ter uma ideia do que isso significa em números, vale dizer que as 52.459 ocorrências registradas no mesmo período do ano passado caíram para 35.253.

Ou seja, o trabalho do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Secretaria de Administração Prisional (Seap) evitou que pelo menos 114 roubos fossem cometidos, por dia, nestes primeiros meses do ano. Na capital, a diminuição chega a 35%, com ocorrências diminuindo de 18.033 para 11.725.

Os números são ainda mais significativos quando se considera que os cinco primeiros meses de 2017 também já haviam sido fechados com redução nessa modalidade de crime, pela primeira vez nos últimos seis anos.

“São quedas em cima de estatísticas que já vinham em redução. Isso mostra como integração das forças de segurança e o apoio do Governo na tratativa da segurança como prioridade têm sido determinantes em Minas Gerais”, avaliou o secretário de Segurança Pública Sérgio Barboza Menezes.

Importante indicador da violência, o número de vítimas de homicídio também está em queda de 21,1% em todo o Estado e 27,2% na capital. Dados do Observatório de Segurança Cidadã da Sesp mostram que, pelo interior, 80,6% dos municípios não tiveram registro deste tipo de crime, mantiveram ou reduziram seus índices.

Para o comandante-geral da Polícia Militar, Cel. Helbert Figueiró de Lourdes, a redução dos crimes violentos, entre eles o homicídio, “não acontece por acaso” e é resultado de “estratégias e investimentos que estão sendo feitos em segurança”.

Para o comandante, o aumento do número de apreensões de armas pela Polícia Militar também tem contribuído de forma expressiva para a redução dos homicídios, bem como dos crimes contra o patrimônio. “Nosso trabalho pauta-se em uma polícia de proximidade, com estratégias modificadas diariamente para garantir mais segurança para a população. ”

Na capital, onde o projeto de setorização das Bases Móveis é realidade desde o ano passado, a explicação para a redução nos índices de roubos e homicídios tem relação direta com o projeto de polícia de proximidade. Como destaca o comandante, desde que os equipamentos foram instalados em Belo Horizonte, a diminuição dos crimes violentos em geral foi de 32%.

O Delegado-Geral Carlos Capristrano, superintendente de Investigação e Polícia Judiciária da Polícia Civil de Minas Gerais, também reitera que a redução significativa da criminalidade violenta no Estado é fruto da soma do empenho de todos os atores da Segurança Pública em Minas Gerais.

“No caso específico da Polícia Civil, a gestão atual tem investido em inteligência, integração com as demais agencias do sistema criminal, assim como com as Polícias Civis de outros Estados. O objetivo é a de desarticulação de organizações criminosas, tornando a investigação criminal qualificada e ágil e proporcionando um aumento das taxas de elucidação e responsabilização dos cidadãos infratores.”

Interior

Entre as cidades do interior com reduções percentuais de destaque no número de registros de homicídio está Uberlândia, no Triângulo (-54,17%). Foram 48 mortes nos cinco primeiros meses de 2017 contra 22 no mesmo período deste ano. Em segundo lugar está Sete Lagoas, na Região Central, com o número de registros de homicídios caindo de 18 para 10 no mesmo período (-44,44%).

Quando a avaliação é do registro de roubos, Sete Lagoas também aparece em boa posição, com a maior variação de queda: -47,31%. Foram 930 ocorrências de janeiro a maio de 2017, contra 490 no mesmo período de 2018. Nova Serrana, no Território Oeste, também decresceu nas estatísticas deste tipo de crime, saindo de 969 para 568 registros (-41,38%).

Vale lembrar que os 12 dados de criminalidade monitorados pela Secretaria de Segurança Pública, nos 853 municípios do Estado, estão disponíveis para consulta online, de forma rápida e transparente. Basta acessar o site da secretaria (www.seguranca.mg.gov.br) > Integração > Estatísticas > Estatísticas Criminais.

Mais Segurança

Os cinco primeiros meses de 2018 fecham com 9 das 12 estatísticas de criminalidade monitoradas em queda: homicídio tentado e consumado, estupro tentado e consumado, roubo, sequestro e cárcere privado, extorsão, lesão e furto. Estupro de vulnerável tentado e consumado e extorsão mediante sequestro registraram alta no período.

A diminuição da maior parte dos índices é resultado da priorização da segurança pelo Governo por meio do Programa Mais Segurança que é um pacote de ações de gestão, modernização e ampliação do sistema de segurança. O Estado tem, atualmente, a menor taxa de homicídios dos últimos 7 anos. Depois de 6 anos consecutivos de aumento, os roubos também começaram a cair no início de 2017 e desde então, estão com redução mensal nas estatísticas.

Foram contratados mais 4.360 novos militares e cerca de 1.600 investigadores de polícia civil, peritos e médico-legais e adquiridas cerca de 2 mil novas viaturas para as polícias civil e militar. Sem perder de vista a prevenção à criminalidade, programas reconhecidos como o Fica Vivo, Central de Alternativas Penais e Mediação de Conflitos estão sendo levados para novas cidades: somente neste mês serão inaugurados dois novos centros de prevenção à criminalidade.

A apuração de homicídios alcançou 55% em 2017, enquanto a média no país é menos da metade: 25%. A interlocução e integração entre as polícias, Ministério Público e Justiça também têm trazido celeridade e otimização do sistema de segurança como um todo.

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176 vítimas do rompimento da barragem da Vale são identificadas

Governo de Minas Gerais diz que 134 pessoas estão desaparecidas

Corpo de Bombeiros de Minas Gerais localizou 176 corpos de vítimas do rompimento da narragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, região metropolitana de Minas Gerais. Todos os corpos foram indentificados pelo Instituto Médico Legal (IML).

Segundo informações do governo de Minas Gerais, 134 pessoas estão desaparecidas, sendo 31 funcionários da mineradora Vale e 103 trabalhadores terceirizados e moradores da região.

Desde ontem (20), uma equipe do Corpo de Bombeiros está fazendo buscas na área onde funcionava o almoxarifado da Vale. No local foi encontrado um corpo, removido para o IML para identificação.

A tragédia causada pelo rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, a 57 quilômetros de Belo Horizonte, completa hoje (4) 11 dias de buscas.

O almoxarifado foi identificado pelo cruzamento de dados, de localizações georreferenciadas e de indicações do terreno. As buscas na área do almoxarifado se desenvolveram durante esta quinta-feira e continuarão amanhã (22), segundo o Corpo de Bombeiros.

O Corpo de Bombeiros trabalha em sete frentes de buscas na área da barragem que se rompeu no último dia 25 de janeiro. Nesta fase de escavações, o trabalho é mais difícil porque a lama está muito profunda. A corporação mineira atua com apoio de militares de outros estados.

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Polícia prende suspeito de matar ex-namorada em Betim

Ex-namorado é suspeito de matar vítima com vários golpes de martelo na cabeça

A Polícia Civil de Minas Gerais realizou o cumprimento do mandado de prisão preventiva em desfavor de Matheus Vítor Vilela, 22 anos, na última sexta-feira, 15 de fevereiro.

Matheus é suspeito de, no dia 1º de fevereiro, ter assassinado a ex-namorada Akiria Carla Ferreira da Silva, 20 anos, com vários golpes de martelo na cabeça. Na data do crime, o suspeito que insistia em reatar o relacionamento com a vítima, a procurou e a agrediu com diversos golpes fatais.

A vítima foi encontrada na casa dela, no bairro Granja São João, em Betim, gravemente ferida. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu em seguida.

Iniciadas as investigações pela Polícia Civil, o suspeito pelo feminicídio foi identificado, mas, após cometer o bárbaro delito, fugiu para Belo Horizonte, onde ficou escondido até a data da prisão.

Logo após o assassinato, Matheus também subtraiu o aparelho celular da vítima, ocasião em que passou a utilizar rede social dela (Facebook), para ameaçar parentes e amigos de Akíria.

O envolvido, já era investigado pela PCMG pela prática de dez crimes de roubo, contra motoristas do aplicativo ¿’ber”, na cidade de Betim.

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Polícia Civil atua em sequestro de gerente de banco e prende suspeito

A vítima foi feita refém do grupo quando chegava em casa, em Belo Horizonte

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), em mais uma ação de pronta resposta, prendeu, nesta quarta-feira (20), Rafael Silveira de Almeida, de 38 anos. Ele é um dos suspeitos de sequestrar um gerente de banco ontem à noite no bairro Guarani, em Belo Horizonte.

Segundo o Delegado Ramon Sandoli, o crime, iniciado ontem (19), é de extorsão mediante sequestro na modalidade “sapatinho” pela sequestração do gerente do banco. A vítima, que tem 29 anos, foi feita refém do grupo quando chegava em casa, em Belo Horizonte. Depois os suspeitos foram até a casa dos pais do gerente, em Betim e da namorada dele, de 21 anos, onde fizeram os reféns juntamente com um amigo, de 20. Mantiveram os quatro no cativeiro, em Ribeirão das Neves, retornando com o gerente para a agência bancária, onde a vítima, com o artefato de simulacro amarrado em seu corpo, tinha a missão de abrir o cofre e retirar o dinheiro para repassá-lo os criminosos.

“A PCMG foi acionada e, por volta das 13h de hoje (20), conseguiu localizar o cativeiro, em Ribeirão das Neves, onde foi feito a liberação dos quatro reféns sem nenhum ferimento e a prisão de um dos suspeitos que estava no cativeiro com uma arma de fogo calibre 22, utilizada, provavelmente para intimidar os reféns”, garantiu o Delegado. O preso, que já tem passagens por roubo, furto e lesão corporal, saiu da prisão em dezembro de 2018.

Para o Delegado Sandoli, a forma de deslocamento dos integrantes da quadrilha é indicativo de que eles conheciam a região, levantando a suspeita de que os autores sejam da região metropolitana de Belo Horizonte, sendo que as investigações prosseguem para identificar e prender os outros envolvidos.

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