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Um ano após tragédia de Mariana, Samarco planeja reconstruir distritos em 2018

Passado um ano do rompimento da barragem de Fundão, a reconstrução dos distritos de Mariana (MG) devastados pelo acidente ainda está no papel.

Por Dentro de Minas - Google News (pordentrodeminas - googlenews)

• atualizado em 31/03/2018 às 13:06

Léo Rodrigues – Repórter da Agência Brasil
Edição: Amanda Cieglinski

Passado um ano do rompimento da barragem de Fundão, a reconstrução dos distritos de Mariana (MG) devastados pelo acidente ainda está no papel. As obras deverão ter início apenas em 2018 e as comunidades deverão ser entregues entre 2018 e 2019. Considerada a maior tragédia ambiental do país, o desastre de Mariana completa um ano nesta semana. Na tarde de 5 de novembro de 2015, a estrutura da mineradora Samarco desabou e a lama de rejeitos proveniente da mineração se espalhou, destruindo os distritos de Gesteira, Bento Rodrigues e Paracatu. A onda de lama também devastou a vegetação nativa, poluiu a bacia do Rio Doce e deixou 19 mortos.

Para gerir os projetos de reparação dos danos causados pela tragédia, a mineradora Samarco criou a Fundação Renova. Ela é a responsável por todas etapas de reconstrução dos distritos, que incluem os estudos topográficos e ambientais, a elaboração do projeto urbano e da planta das casas, a contratação da construtora e a realização das obras.

Enquanto os novos distritos da zona rural não são entregues, seus futuros moradores seguirão alojados em casas alugadas pela Samarco em diversos bairros da zona urbana de Mariana. Cerca de 350 famílias perderam seus imóveis após a tragédia. O engenheiro Álvaro Pereira, líder de programas da Fundação Renova, explica que o desdobramento do processo leva em conta muitas consultas aos atingidos.

“Meu desejo é liderar uma construção que me permita olhar no olho das pessoas e ver elas seguras de que é exatamente o que elas querem”. Para ele, o planejamento da reconstrução, embora seja uma etapa não visível, é a mais importante.

Os atingidos vão apontar, por exemplo, detalhes como a disposição das casas, definindo quem vai ser vizinho de quem. Eles também foram os responsáveis por escolher os terrenos onde as comunidades serão reerguidas. A Samarco já adquiriu as áreas. Bento Rodrigues, o maior dos três distritos, é previsto para ser entregue em março de 2019. O terreno escolhido foi aprovado por 206 das 236 famílias. Apenas 3 delas não compareceram à votação. Segundo Álvaro Pereira, é possível que no fim de 2018 algumas pessoas já possam se mudar, mesmo as obras não estando 100% concluídas.

“Mesmo depois de realojarmos todas as pessoas, haverá um período de acompanhamento”, acrescenta o engenheiro.

Mapa de novo distrito - Foto: Arte/Agência Brasil

Mapa de novo distrito – Foto: Arte/Agência Brasil

Projeto de reconstrução
Há duas semanas, a Fundação Renova apresentou a primeira versão do projeto urbano do distrito à imprensa. Ele foi desenvolvido após diversas reuniões com pequenos grupos de moradores. Foi feita uma dinâmica em torno de três questões: o que os moradores tinham em Bento Rodrigues e querem continuar tendo, o que eles tinham e não querem mais ter, e o que eles não tinham e agora querem ter.

O processo é idêntico para os outros dois distritos. Paracatu deve ser entregue em fevereiro de 2019. O novo terreno foi escolhido em votação que contou com a presença de 103 das 108 famílias. O local aprovado recebeu 67 votos. Já Gesteira, por ser um distrito menor, deve ser concluído em meados de 2018. Lá moravam apenas 8 famílias, além de 11 terrenos sem nenhuma edificação, o que também está incluído no projeto urbano.

O pedreiro Tcharle do Carmo Batista, de 23 anos, lamenta que talvez alguns idosos não estejam vivos em 2019 para ver o novo Paracatu. No entanto, ele está de acordo com o cronograma apresentado pela Samarco. “Como pedreiro, eu entendo de obra. E sei que para ser uma obra boa tem que ser demorada. A gente não quer que coloque lá uma empreiteira para fazer várias casas padronizadas em um dia. Em Paracatu, cada um tinha a casa do seu jeito e queremos que seja assim”, diz.

Tcharle integra o Comitê dos Atingidos, que se reúne semanalmente e participa ativamente das etapas do cronograma de reconstrução. O Comitê foi o responsável por organizar o processo de votação em que as famílias escolheram os terrenos. O pedreiro acredita na importância de sua participação para ter influência nas decisões. “Como eu tenho conhecimento, acho que vou poder ajudar. Conferir se a massa está boa, se tudo está sendo feito da maneira correta. Eu não sou engenheiro, mas o que eu sei é o bastante para notar se houver algum problema”, garante.

Para auxiliar o Comitê a acompanhar as diversas etapas do cronograma, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) obteve da Samarco um acordo para que a mineradora pagasse uma assessoria técnica de confiança dos atingidos. “Assim como a Samarco possui os profissionais de confiança dela, nós também precisamos de suporte. Então foi contratada e entidade Cáritas, e ela realizou uma seleção de especialistas para nos prestar consultoria, como arquiteto, advogado, agrônomo e historiador”, conta o motorista Antonio Pereira Gonçalves, de 47 anos, conhecido como Da Lua. Ele era morador de Bento Rodrigues.

A Fundação Renova está justamente aguardando a contratação dessa assessoria técnica para apresentar aos futuros moradores o projeto urbano preliminar de cada distrito. “É nosso interesse que eles estejam bem assessorados para fazerem críticas e comentários. Obviamente essa primeira versão ainda será modificada até chegarmos ao que querem as pessoas que irão morar no local”, diz Álvaro Pereira.

Memória apagada
Apesar da reconstrução do distrito e da previsão de que todos os moradores sejam indeizados pela Samarco, Tcharle lamenta aquilo que dinheiro nenhum permitirá que ele tenha de volta.

“Casa você constrói outra. O que não se constrói são lembranças. A lama levou. Passou o Dia das Crianças, procurei uma foto da minha infância e não achei. Não tenho mais fotos, não tenho lembranças”, se emociona. Ele lembra em detalhes o dia da tragédia. Apesar de avisado com antecedência pelo irmão, que é funcionário da Samarco, ele não tinha ideia sobre a proporção que a tragédia alcançaria.

“Nós apenas ficamos um pouco alertas, mas bem tranquilos. De repente um helicóptero dos bombeiros voou baixo e pousou no campo. Ali eu entendi que tinha sido grave, porque isso nunca aconteceu”.

Segundo o pedreiro, o helicóptero atraiu as pessoas e um bombeiro avisou que as pessoas tinham cinco minutos pra chegar na parte mais alta do distrito, onde fica o cemitério. “Nós tínhamos vários cachorros. E rapidamente prendemos eles numa parte mais alta, acreditando que iam se salvar. Quando a lama chegou em Paracatu, já era noite. Nós ouvíamos os sons desesperados dos cachorros, dos porcos e das galinhas sendo arrastados. Foi uma pena. Talvez se tivéssemos deixado os cachorros soltos, eles teriam conseguido fugir”, lamenta.
Legislação

Os novos distritos estarão totalmente adequados à legislação vigente. Álvaro Pereira destaca que nas comunidades antigas havia, por exemplo, edificações que não respeitavam a distância mínima legal para o vizinho. “O Plano Diretor Municipal de Mariana estabelece que o menor lote é de 250 metros quadrados. Nós encontramos famílias que possuíam lote de 90 metros quadrados. Neste caso, estas famílias receberão um lote de 250 metros quadrados”, diz o engenheiro.

Circulando em Mariana, não é incomum ouvir diversos moradores opinarem que os atingidos estariam satisfeitos em morar na zona urbana e que muitos certamente não voltarão à zona rural quando o novo distrito for entregue. Tcharle discorda. Ele diz que não tem a menor pretensão de se fixar em Mariana e relata dificuldades financeiras, uma vez que o auxílio da Samarco é inferior à sua antiga renda .

“Na zona urbana de Mariana tudo é comprado. Aqui você tem que comprar uma folha de couve, sendo que lá em Paracatu você ia na sua horta e pegava. Você tem que comprar um ovo, que lá você tinha no galinheiro. Você tinha porco e agora tem que ir no açougue. Nós tínhamos forno a lenha e minha mãe fazia merenda, mas aqui temos que ir na padaria. Aqui tudo é no dinheiro”, compara.

MF Press Global

Do Brasil para o mundo: Instituto Nossa Missão leva ajuda para apátridas da República Dominicana

Por

Reprodução / MF Press Global

Em 2019, quatro amigos se reuniram com o objetivo de cuidar de pessoas vulneráveis e em situação de risco, realizando obras de caridade em Brasília. Assim surgia o Instituto Nossa Missão, que hoje atua no Distrito Federal cuidando de menores e na República Dominicana em um trabalho desenvolvido com apátridas naquele país.

Erika Helenn, diretora do Instituto, revela um pouco da história do Instituto: “Motivados por preceitos e valores cristãos, nos unimos em prol daqueles que estão à margem da sociedade. Por isso a logo do Instituto possui quatro corações: um verde que simboliza esperança e saúde, um azul que passa serenidade, harmonia e amizade, um amarelo simbolizando otimismo e alegria e um coração laranja simbolizando sucesso, e por fim a cor branca da paz.

Atuação Internacional

Os diretores do Instituto Nossa Missão vão à República Dominicana a cada 4 meses para levar mais doações e ficarem mais próximos desse projeto, que começou durante a primeira visita de Erika Helenn e seu esposo Fause Nabil El Haje ao país caribenho: “presenciamos o preconceito e a segregação étnica, manifestos no racismo e na discriminação que afeta dominicanos de ascendência haitiana e os haitianos que vivem naquele país. Muitos meninos e meninas, que nasceram nas províncias da República Dominicana, quando tentam tirar seu registro civil para obter a sua cédula de identidade, os oficiais lhe negaram porque seus pais eram haitianos, negando-lhes os direitos civis”, relata a diretora do Instituto.

Segundo a ONG, apesar de o Estado dominicano reconheceu como cidadãos dominicanos, os filhos e filhas nascidos em seu território de pais estrangeiros, sem importar seu status migratório, essas pessoas se depararam com uma sentença do Tribunal Constitucional da República Dominicana que transformou da noite para o dia mais de 200 mil pessoas sem pátria.
Segundo dados da Anistia Internacional, a República Dominicana está entre os cinco países do mundo com mais pessoas apátridas: cerca de 250.000, por serem descendentes de haitianos.

Projeto Filhos do Acaso

O projeto Filhos do Acaso, desenvolvido pelo Instituto Nossa Missão na República Dominicana consiste em atender as crianças apátridas e suas famílias descendentes de haitianos ou haitianos imigrados recentemente para lá em situação de extrema pobreza e vulnerabilidade social: “Essas famílias vivem em casas feitas de latas, onde não há o mínimo de saneamento básico e nem consumo de água potável”, relata Erika.

Como ajudar?

O Instituto Nossa Missão entrega cestas básicas para essas famílias, doação de roupas e calçados principalmente para as crianças, vitaminas, kit dental e sabonete para higiene das mãos antes das refeições e após fazerem suas necessidades fisiológicas. Também fazem a doação de anticoncepcionais para as mulheres da comunidade, atuando no planejamento familiar.

Para fazer doações é possível entrar em contato pelo site http://www.institutonossamissao.com.br

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Notícias

Culturadoria lança curso Divulgação de Negócios Criativos

• atualizado em 06/04/2020 às 13:20

Foto: Carol Braga – Crédito: Arthur Senra 

TURMA #1

A constante transformação do cenário da comunicação exige atualizações periódicas, tanto de técnicas como de pensamento sobre o funcionamento das principais mídias da atualidade. Pensando em capacitar cada vez mais os diversos setores da área cultural afetado pela crise, o Culturadoria, por meio do Culturadoria Lab, expande sua atividade e lança o primeiro curso on-line do portal voltado para a Divulgação de Negócios criativos. As aulas serão on-line e ao vivo, por meio da plataforma Zoom, nos dias 14 e 15 de abril, entre 15h e 17h15.

Divido em dois módulos, o objetivo é capacitar profissionais da cadeia criativa para o uso estratégico das ferramentas disponíveis para comunicação digital. O conteúdo ministrado pela jornalista Carol Braga, é voltado para o crescimento de negócios em redes sociais nas áreas da moda, artesanato, mídias, editorial, gastronomia, serviços culturais em geral, música e artes cênicas.

“Percebemos que neste contexto de crise a divulgação por meio dos canais digitais é ainda mais importante. Reuni a experiência como jornalista na área e também como consultora de comunicação no Sebrae para oferecer um conteúdo especializado para quem vive de produzir cultura”, explica Carol.

Além de um momento dedicado à compreensão teórica sobre o que caracteriza as lógicas de comunicação na contemporaneidade, o curso também prevê uma efetiva parte prática. Ou seja, com o auxilio de Carol Braga, os participantes vão planejar o conteúdo paras próprias redes sociais além de definir as estratégias de ação nos respectivos espaços digitais.

Sobre o Culturadoria Lab
O curso “Divulgação de Negócios Criativos” é também a primeira ação do Culturadoria Lab. O projeto educacional é um laboratório de desenvolvimento de habilidades sócioemocionais e ampliação de repertório para criatividade. Além disso, também é um espaço de formação na área de comunicação digital.
Com mais de 20 anos de experiência em comunicação, com passagens por veículos como Rádio Guarani, TV Alterosa e Jornal Estado de Minas, Carolina Braga fundou o Culturadoria em 2016. É um projeto de curadoria de informação sobre artes e espetáculos, que inicia a expansão para a área da educação para criatividade. É multiplataforma, composto pelo site www.culturadoria.com.br, hospedado do Portal Uai, perfis no Instagram, Facebook e Twitter além de um canal no YouTube. Culturadoria também é uma coluna apresentada por Carol Braga na Rádio CBN-BH.

Sobre Carol Braga
Carolina Braga é jornalista cultural desde 2001, com experiências na Rádio Guarani, TV Alterosa e como repórter e crítica do caderno de cultura do Jornal Estado de Minas. Colaborou com veículos como Revista Bravo e Correio Braziliense. É professora nos cursos de comunicação do UNI-BH e consultora no Sebrae-MG.

É doutora em Comunicação e sociabilidade contemporânea pela Universidad Autónoma de Barcelona em convênio com a UFMG, mestre em Jornalismo e novas linguagens também pela Universidad Autónoma de Barcelona e pós-graduada em Crítica de música pop e cinema pela Universidad Ramon Llull, de Barcelona. Realizou estágio pós-doutoral na Universidade Federal de Minas Gerais com projeto sobre narrativas transmídia no jornalismo.

FORMATO CURSO LIVRE – DIVULGAÇÃO DE NEGÓCIOS CRIATIVOS
– 2 aulas online (ao vivo) com duas horas de duração e um intervalo de quinze minutos entre elas.
– O curso será dado na plataforma Zoom. O link de acesso será distribuído no dia da aula.
– Datas e horários: 14 e 15 de abril das 15h às 17h15.
– Investimento: R$ 89.90 (preço promocional) https://www.sympla.com.br/divulgacao-de-negocios-criativos-com-carol-braga__831128

Conheça o conteúdo programático do curso

DIA 01 – 2h com intervalo de 15 min – 15h às 17h15
>> Introdução
Por que as redes sociais são fundamentais para os negócios criativos?
Entendendo as lógicas de comunicação para fazer uso delas;
>> Ecossistema midiático contemporâneo
História das mídias sociais
Características predominantes Instagram, YouTube, Twitter, Facebook, WhatsApp

DIA 02 – 2h com intervalo de 15 min – 15h às 17h15
>> Planejamento estratégico para redes sociais
O que são algoritmos: de que forma isso afeta meu negócio criativo?
Criação de conteúdo
Planejamento Editorial
Estratégias de engajamento em textos, fotos e vídeos
>> Métricas
Métricas específicas dos principais canais
Análise de desempenho, relevância e envolvimento

SERVIÇO
O QUE: CURSO “Divulgação de negócios criativos”, com Carol Braga
QUANDO: 14 e 15 de abril, das 15h às 17h15
QUANTO: Investimento: R$ 89.90 (preço promocional) (https://www.sympla.com.br/divulgacao-de-negocios-criativos-com-carol-braga__831128)
ONDE: Online, por meio de plataforma Zoom

Para agendamento de entrevistas:
(31) 98761-0144 ou pelo e-mail [email protected]
Thiago Fonseca

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Economia

Empresária de Belo Horizonte lança plataforma de cursos para especialização em beleza e estética

• atualizado em 30/03/2020 às 16:56

Foto | Crédito – Fotógrafa Marcele Valina. 

Amanda Dâmaso é a criadora do Aprenda Beleza, que surgiu da vontade de empoderar mulheres que querem empreender no ramo da beleza

Das boas experiências que vivemos podem surgir ótimas ideias. Mas, daquelas situações que complicam nossa vida e trazem certo desconforto, também é possível tirar lições importantes e até o estímulo que faltava para iniciar um projeto novo. Após algumas mudanças de vida pessoal e profissional, Amanda Dâmaso, decidiu criar a plataforma de cursos ‘Aprenda Beleza’.

De acordo com a empresária, o projeto surgiu da vontade de empoderar mulheres que querem empreender no ramo da beleza. “Uma mulher empoderada passa por diversos desafios diários para alcançar os seus objetivos. O nosso foco, além de ampliar os horizontes e expandir o conhecimento, nossa missão é tornar as mulheres cada dia mais independentes e fortalecer cada vez mais o mercado de trabalho feminino”, explica.

Amanda também ressalta que os cursos online são para todos os públicos e é uma maneira fácil e prática de adquirir conhecimento. “As professoras são mulheres capacitadas, renomadas e que possuem experiência no mercado. Outro ponto importante é o preço acessível, ou seja, alinhamos qualidade e preço”, diz.

Dâmaso reforça que o projeto para este ano é levar o curso para toda a América Latina. Já a expectativa para 2021 é expandir o projeto para outros países. “O projeto é levar os cursos para o Canadá e Estados Unidos. Para isso, já estamos gravando os cursos em inglês e preparando todo o material”, finaliza.

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