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O sistema Muralha BH ajudou a localizar e prender 39 pessoas desde a integração com a plataforma de reconhecimento facial da Polícia Federal, formalizada em 9 de julho. Os dados foram divulgados pela Prefeitura de Belo Horizonte e incluem pessoas procuradas pela Justiça por diferentes crimes, além de indivíduos com mandados de prisão por inadimplência de pensão alimentícia.
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Entre as ocorrências estão oito prisões por furto, sete por tráfico de drogas e quatro por roubo. O sistema também contribuiu para localizar pessoas com mandados de prisão por homicídio e estupro de vulnerável.
O balanço aponta ainda duas prisões por porte ilegal de arma, uma por receptação, duas por ameaça e uma por lesão corporal. Houve também a recaptura de uma pessoa que cumpria pena em regime semiaberto e não havia retornado espontaneamente à unidade prisional.
Além disso, 11 pessoas com mandados de prisão por falta de pagamento de pensão alimentícia foram localizadas com o auxílio da tecnologia.
Como funciona o reconhecimento facial?
A iniciativa conecta câmeras de monitoramento instaladas em Belo Horizonte à plataforma disponibilizada pela Polícia Federal. O sistema processa as imagens e emite alertas quando identifica uma possível correspondência com pessoas procuradas.
A tecnologia, porém, não determina prisões automaticamente. Quando há um alerta, a possível identificação passa por validação técnica de profissionais da Polícia Federal. Somente depois dessa análise são adotados os procedimentos operacionais pelos órgãos de segurança.
Segundo o secretário municipal de Segurança e Prevenção, Márcio Lobato, a conferência dos alertas antes de qualquer abordagem é uma medida para evitar que possíveis erros de identificação resultem em ações policiais indevidas.
Muralha BH prevê mais de 10 mil câmeras
A integração com a Polícia Federal é uma das frentes do Muralha BH, programa da Prefeitura de Belo Horizonte que utiliza videomonitoramento e inteligência artificial para apoiar ações de segurança pública.
A iniciativa prevê a instalação de mais de 10 mil câmeras em pontos estratégicos da capital, como praças, parques, escolas, centros de saúde, vias de grande circulação, corredores urbanos, acessos ao Anel Rodoviário e divisas com municípios vizinhos. Equipamentos já instalados na cidade também podem ser integrados ao sistema.
O programa prevê a conexão progressiva de diferentes tecnologias, câmeras e bases de dados para apoiar ações de prevenção e segurança.

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