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A Agência Nacional de Mineração (ANM) encerrou o nível de emergência do Sistema Pontal, localizado na Mina Cauê, em Itabira, na Região Central de Minas Gerais. A decisão foi tomada na quinta-feira (29) e, com isso, a Vale não possui mais estruturas classificadas em nível de emergência no município.
Segundo a mineradora, a mudança ocorreu após a conclusão das obras de reforço do Dique Minervino, em dezembro de 2025. As intervenções elevaram os fatores de segurança da estrutura e atenderam aos requisitos estabelecidos pela legislação.
“A retirada do nível de emergência do Sistema Pontal é um marco muito importante para Itabira. A partir de agora, não temos mais nenhuma estrutura em nível de emergência na cidade, o que confirma a efetividade das medidas implementadas nos últimos anos para elevar as condições de segurança das estruturas”, afirmou Diogo Monteiro, diretor de Operações da Vale em Itabira.
Como é formado o Sistema Pontal
O Sistema Pontal é composto pelos Diques Minervino e Nova Vista, que estão em obras de descaracterização; pelos Diques 2, 3, 4 e 5, cujas obras já foram concluídas; e pela barragem principal, construída a jusante.
De acordo com a Vale, o sistema possui Declarações de Condição de Estabilidade (DCEs) positivas, emitidas por auditorias externas independentes. As avaliações apontam fatores de segurança superiores aos exigidos pela legislação.
A estrutura também é monitorada continuamente pelo Centro de Monitoramento Geotécnico (CMG) da empresa.
Descaracterização de barragens em Itabira
O programa de descaracterização em Itabira prevê intervenções em dez estruturas, entre barragens e diques. Oito delas já tiveram as obras concluídas.
As obras nos Diques Minervino e Cordão Nova Vista começaram em junho deste ano. A conclusão está prevista para 2030 e 2033, respectivamente. No pico das atividades, a previsão é de geração de cerca de 300 empregos diretos e indiretos, com prioridade para contratação de trabalhadores locais.
Para reforçar a segurança durante as intervenções, foram implantadas duas Estruturas de Contenção a Jusante: a ECJ Coqueirinho, concluída em junho de 2022, e a ECJ2, finalizada em setembro de 2025.
Em âmbito nacional, a Vale informou que concluiu as obras de 19 das 30 barragens incluídas no Programa de Descaracterização de Barragens, o equivalente a 63% do total. Os investimentos acumulados chegam a R$ 13,7 bilhões.
As estruturas a montante estão inativas e são monitoradas 24 horas por dia, todos os dias da semana, pelo Centro de Monitoramento Geotécnico da mineradora.
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