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A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Chihuahua para combater uma organização criminosa suspeita de enviar ilegalmente mais de 270 brasileiros aos Estados Unidos, utilizando o México como rota de entrada. A ação ocorre no município de Central de Minas, no Leste do estado, onde são cumpridos mandados de busca e apreensão.
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Segundo a PF, o grupo teria movimentado aproximadamente R$ 270 milhões por meio de sete empresas, entre recursos de diferentes origens. Desse total, quase R$ 12 milhões seriam provenientes do contrabando de migrantes.
As investigações apontam que a organização atuou no envio irregular de brasileiros ao território norte-americano entre 2021 e 2024. Cada migrante teria pago cerca de US$ 20 mil aos investigados pela promessa de entrada nos Estados Unidos.
A Justiça também autorizou o bloqueio de até R$ 27 milhões em valores vinculados à organização investigada.
Grupo organizava viagens do Brasil aos Estados Unidos
De acordo com a Polícia Federal, o principal investigado era responsável por coordenar toda a logística das viagens, desde a saída dos migrantes do Brasil até a entrada irregular nos Estados Unidos.
O deslocamento começava por via aérea, com passagem pelo México, de onde os brasileiros seguiam para o território norte-americano.
A PF identificou que mais de 270 brasileiros teriam sido enviados ilegalmente ao país durante o período investigado. Pelos cálculos da investigação, cada pessoa pagava aproximadamente US$ 20 mil para participar do esquema.
Empresas teriam movimentado R$ 270 milhões
A investigação identificou uma estrutura empresarial que, segundo a PF, era utilizada para movimentar recursos financeiros e ocultar patrimônio dos integrantes da organização.
O principal suspeito teria atuado em conjunto com o irmão, apontado como seu braço-direito, e outros sete investigados.
O grupo controlaria sete empresas que, durante o período analisado, teriam movimentado aproximadamente R$ 270 milhões.
Desse montante, quase R$ 12 milhões seriam provenientes da atividade de contrabando de migrantes, conforme as apurações policiais.
A Polícia Federal suspeita que parte das empresas funcionava como fachada para dissimular a origem dos recursos obtidos ilegalmente.
Justiça autoriza bloqueio de até R$ 27 milhões
Durante a investigação, a PF realizou análises financeiras autorizadas judicialmente para rastrear a movimentação de recursos e identificar possíveis mecanismos de lavagem de dinheiro.
Conforme os investigadores, foram encontrados indícios de ocultação patrimonial e de utilização de empresas para dificultar a identificação da origem dos valores.
A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 27 milhões vinculados ao grupo investigado. Também foram determinadas medidas de apreensão de veículos associados aos suspeitos, com o objetivo de garantir a efetividade das decisões judiciais relacionadas ao patrimônio.
Operação Chihuahua cumpre mandados em Central de Minas
A Operação Chihuahua é realizada em Central de Minas, onde agentes federais cumprem medidas judiciais relacionadas à investigação.
Segundo a PF, a ação envolve 14 mandados de busca e apreensão, além de 16 mandados voltados à localização e apreensão de veículos submetidos a sequestro judicial.
Os veículos são alvos de medidas patrimoniais determinadas pela Justiça, que busca impedir a transferência ou ocultação de bens relacionados ao grupo.
A Polícia Federal segue com as investigações para esclarecer a participação dos envolvidos, identificar a destinação dos recursos movimentados e aprofundar a apuração sobre os mecanismos utilizados para ocultar o patrimônio.
Os investigados são suspeitos de envolvimento em contrabando de migrantes e lavagem de dinheiro. A responsabilização criminal dependerá da conclusão das investigações e das decisões judiciais.

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