Seu navegador não oferece leitura em voz alta.
Empresários de Minas Gerais passaram a defender a demissão de trabalhadores de esquerda e o boicote a empresas associadas a apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após o resultado das eleições presidenciais. As manifestações foram publicadas nas redes sociais e geraram repercussão no estado.
Escolha o Por Dentro de Minas como sua fonte de notícias no Google
Novo recurso permite definir quais portais você quer ver. Receba conteúdo de quem você já confia.
Um dos empresários que se manifestaram foi Thiago Corrêa Bastos, ligado ao estúdio de produção musical Comemorarte BH. Na terça-feira (27), ele publicou uma mensagem nos stories do Instagram em que escreveu: “Demita os petistas da sua vida e dos seus negócios”.
Ao comentar o posicionamento, Bastos afirmou que tem o direito de escolher funcionários cujos valores sejam semelhantes aos da empresa. Ele também declarou que não seria obrigado por lei a trabalhar com profissionais que, em sua avaliação, não compartilham dos ideais do negócio.
Em Itamogi, no Sul de Minas, o empresário e ex-prefeito Januário Arantes, proprietário da Pré-Moldado Concreto Arantes, também provocou repercussão após divulgar um vídeo em que ameaça demitir funcionários que comentarem sobre o resultado das eleições. Nas imagens, ele afirma que os trabalhadores não podem falar sobre política dentro ou fora da empresa, sob pena de demissão.
Já o Bistrô Du Comte, localizado em São Francisco, no Norte de Minas, anunciou que não distribuirá cestas básicas de Natal neste ano. Em uma publicação irônica, o estabelecimento criticou o governo federal e questionou a necessidade da ação social diante da situação econômica do país.
Listas de boicote
Além das manifestações em defesa de demissões, listas com nomes de empresas e comerciantes apontados como apoiadores de Lula também passaram a circular nas redes sociais. As publicações incentivam consumidores a deixar de comprar produtos ou contratar serviços desses estabelecimentos.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), ameaçar demitir funcionários por causa de suas escolhas políticas pode configurar assédio eleitoral. A prática ocorre quando empregadores utilizam sua posição de autoridade para constranger, intimidar ou pressionar trabalhadores em razão de suas preferências políticas.
Dependendo das circunstâncias, a conduta pode gerar responsabilização nas esferas criminal, trabalhista e eleitoral.
OAB critica retaliações
As subseções da Ordem dos Advogados do Brasil em Lavras e Cambuí, no Sul de Minas, divulgaram notas de repúdio a iniciativas que incentivem boicotes, intolerância ou retaliações contra comerciantes e profissionais por posicionamentos políticos.
As entidades ressaltaram que a liberdade de expressão é um direito constitucional, mas deve respeitar a dignidade humana. A OAB de Lavras também alertou que práticas que ultrapassem os limites da crítica legítima podem resultar em consequências cíveis e criminais.
Em outro caso, a Justiça do Trabalho determinou que a vereadora e deputada estadual eleita Roberta Lopes (PL-MG), de Juiz de Fora, retire das redes sociais uma publicação que incentivava empresários a não contratar pessoas de esquerda. A decisão também prevê a publicação de uma retratação e a proibição de novas manifestações que estimulem esse tipo de discriminação no trabalho.

GRUPO COM NOTÍCIAS DO POR DENTRO DE MINAS NO WHATSAPP
Gostaria de receber notícias como essa e o melhor do Por Dentro de Minas no conforto por WhatsApp. Entre em grupos de últimas notícias, informações do trânsito da BR-381, BR-040, BR-262, Anel Rodoviário e esportes.
Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.
Acompanhe o Por Dentro de Minas no YouTube
Assista aos melhores vídeos com as últimas notícias de Belo Horizonte e Minas Gerais. Informações em tempo real.







