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Um colchão elétrico pode ter provocado o incêndio que atingiu um apartamento no bairro Madre Gertrudes, na região Oeste de Belo Horizonte, nesta terça-feira (27). Segundo o Corpo de Bombeiros, a moradora informou que o aparelho estava ligado no momento em que o fogo começou. A hipótese, no entanto, ainda depende de confirmação pericial.
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De acordo com o tenente Silva Neto, dos Bombeiros, três quartos foram atingidos pelas chamas. Além de combater o incêndio, as equipes precisaram retirar moradores que não conseguiam deixar outros apartamentos por conta própria.
O atendimento foi dividido em duas frentes: uma equipe atuou no combate ao fogo, enquanto outra realizou a evacuação do prédio.
Nenhuma vítima precisou ser encaminhada ao hospital. Sete pessoas foram atendidas pelos militares no local, e duas receberam orientação para procurar uma unidade de saúde por conta própria após apresentarem alterações na pressão arterial.
A Defesa Civil e a perícia da Polícia Civil foram acionadas. A causa do incêndio será apurada, e a suspeita envolvendo o colchão elétrico ainda não foi confirmada oficialmente.
O que diz a Defesa Civil de BH
Nota na íntegra:
“Na tarde desta terça-feira (27/10), a Defesa Civil de Belo Horizonte realizou uma avaliação de riscos e danos no Edifício Vila Imperial, localizado na Rua Hilarino Benedito Malta, nº 245, após um incêndio que teve início no apartamento 304.
Na chegada da equipe, aproximadamente 20 moradores, sendo 15 adultos e cinco crianças, encontravam-se no hall de entrada do condomínio.
Durante a vistoria, foram realizadas avaliações específicas nos apartamentos 304 e 404, além de inspeções nas demais unidades residenciais.
APARTAMENTO 304
O imóvel, onde teve início o incêndio, apresentou danos extensos, incluindo comprometimento das instalações elétricas e hidráulicas, queda parcial do forro de gesso, quebra de vidraças e risco de desprendimento de revestimentos.
Diante das condições identificadas, o apartamento foi totalmente isolado, em caráter preventivo, até a execução das medidas necessárias à mitigação dos riscos e posterior avaliação das condições de segurança para eventual reocupação.
Os cinco moradores da unidade, sendo dois adultos e três crianças, foram acolhidos temporariamente na residência de familiares.
Como medida de assistência humanitária, a Defesa Civil disponibilizou uma cesta básica, cinco colchões, cinco cobertores e cinco lençóis.
APARTAMENTO 404
Durante a avaliação, foram identificadas trincas diagonais, além de intensa presença de fumaça e fuligem em um dos quartos.
No imóvel residem duas idosas, sendo uma delas diagnosticada com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).
Considerando as condições de insalubridade provocadas pela fumaça e pela fuligem, especialmente diante da condição de saúde de uma das moradoras, o apartamento também foi totalmente isolado, em caráter preventivo, até o restabelecimento das condições adequadas de segurança e salubridade.
As duas moradoras foram acolhidas temporariamente na residência de familiares.
As duas unidades permanecerão isoladas até que sejam executadas as medidas necessárias à mitigação dos riscos identificados e verificadas as condições de segurança e salubridade para eventual reocupação.”

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