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A policial civil Ana Luiza Guimarães Carvalho foi presa nesta sexta-feira (18), em Belo Horizonte, durante investigação da Corregedoria-Geral da Polícia Civil sobre uma suposta fraude em um flagrante de tráfico de drogas. Ela se apresentou espontaneamente à Polícia Civil, acompanhada de um advogado, e havia um mandado de prisão cautelar contra ela.
A investigação envolve uma operação realizada em 7 de agosto, na Região da Pampulha, que terminou com a prisão de um pai e um filho. Os dois foram soltos pela Justiça na quinta-feira (17), após a decisão apontar dúvidas sobre a origem da droga apreendida no imóvel.
Durante a operação, os policiais afirmaram ter encontrado uma pistola Glock calibre 9 mm, 42 munições, rádios comunicadores e uma barra de substância semelhante à maconha. A defesa dos presos passou a questionar a apreensão após analisar imagens registradas durante o cumprimento do mandado.
Segundo a defesa, as gravações mostram um dos policiais entrando em um cômodo com um volume escondido na região da perna. Ainda conforme os advogados, o material ilícito teria sido localizado somente depois que duas testemunhas deixaram o quarto e um dos agentes permaneceu sozinho no local.
A interpretação das imagens faz parte da investigação e, até o momento, não há conclusão definitiva sobre eventual fraude na operação.
Justiça solta pai e filho
A prisão preventiva do pai e do filho foi revogada pela 1ª Vara das Garantias da Comarca de Belo Horizonte. Na decisão, a juíza Fernanda Chaves Carreira Machado afirmou que ainda não é possível concluir se houve ilegalidade na operação ou se o flagrante foi forjado.
A magistrada considerou que existem dúvidas sobre o envolvimento dos dois com as drogas e o armamento apreendidos. Com isso, entendeu que a prisão cautelar não era indispensável e determinou a soltura, mediante o cumprimento de medidas cautelares.
A Polícia Civil informou que três agentes são investigados no caso. Além de Ana Luiza, o policial civil Rafael Egg Macedo foi preso no início da semana. O terceiro investigado ainda não havia sido localizado.
Defesa nega irregularidades
O advogado Tiago Braga, que representa Ana Luiza, afirmou que a policial se apresentou espontaneamente e pretende colaborar com as investigações. Segundo ele, a defesa considera que o mandado de prisão foi expedido de maneira “temerária” e pretende demonstrar a inocência da agente durante o processo.
A defesa também afirmou que Ana Luiza tem quase 20 anos de atuação na Polícia Civil e que não possui histórico de condutas que levantassem suspeitas sobre sua atuação profissional.
Já a defesa de Rafael Egg Macedo afirmou que o policial nega as acusações. O advogado Fábio Camargos Figueiredo ressaltou que os fatos ainda precisam ser analisados com base nas provas e que a prisão preventiva não representa antecipação de pena.
Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais confirmou a investigação conduzida pela Corregedoria-Geral e informou que o procedimento tramita em sigilo. A corporação afirmou ainda que não compactua com eventuais desvios de conduta de servidores e que mantém o compromisso com uma apuração isenta e rigorosa.
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