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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) descartou indícios de sabotagem no ataque ao sistema antiodor da Copasa instalado na região da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte. Segundo a corporação, os danos identificados no equipamento foram provocados pelo furto de fios de cobre e alumínio.
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A conclusão foi divulgada nesta sexta-feira (18), um dia após a Polícia Civil instaurar um inquérito para investigar o caso. De acordo com a instituição, não foram encontrados “quaisquer indicativos de tentativa de sabotagem” na ocorrência.
O sistema antiodor fica em uma estrutura próxima ao Aeroporto da Pampulha. Durante uma vistoria técnica realizada em 8 de setembro, foram constatados o furto de cabos e danos em outras partes do equipamento.
A investigação foi aberta depois que a presidente da Copasa, Marília Carvalho de Melo, apresentou a possibilidade de interferência externa e proposital na infraestrutura da companhia durante uma reunião com representantes do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), realizada na segunda-feira (14).
Na ocasião, a empresa entregou aos órgãos de controle informações e levantamentos preliminares sobre uma sequência de ocorrências envolvendo o sistema de abastecimento de água da Grande BH. A companhia também solicitou apoio para esclarecer os episódios e identificar eventuais responsáveis.
Polícia Civil ainda não se manifestou sobre rompimentos
Apesar de descartar indícios de sabotagem no sistema antiodor da Pampulha, a Polícia Civil não informou se a mesma conclusão se aplica aos rompimentos de adutoras registrados em Belo Horizonte e na Região Metropolitana.
Em menos de um mês, a Copasa registrou cinco rompimentos de tubulações na Grande BH. Antes de levantar a possibilidade de sabotagem, a companhia havia citado diferentes fatores que podem contribuir para esse tipo de problema, como características do terreno, variações de pressão na rede, temperaturas mais baixas, movimentação do solo e construções irregulares sobre as tubulações.
Entre os episódios citados pela empresa estão ocorrências registradas em agosto e setembro em bairros de Belo Horizonte e Contagem.
O primeiro caso ocorreu em 19 de agosto, na Rua Xapuri, no bairro Nova Granada, na região Oeste de BH. O vazamento provocou alagamentos e atingiu imóveis.
Em 5 de setembro, uma adutora se rompeu na Praça Guimarães Rosa, no bairro Cidade Nova. Dois dias depois, outro rompimento foi registrado no bairro Milionários, na região do Barreiro. Já em 8 de setembro, houve uma nova ocorrência às margens da BR-040, no bairro Kennedy, em Contagem.
O episódio envolvendo o sistema antiodor da Pampulha, com furto de cabos e danos ao equipamento, ocorreu em 4 de setembro.
MPMG analisa informações
A reunião que levou a Copasa a apresentar a suspeita ao Ministério Público contou com representantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Coordenadoria Estadual de Investigação Criminal e Articulação Policial (Coeic).
A Copasa se comprometeu a entregar ao MPMG documentos técnicos e relatórios produzidos internamente sobre as ocorrências.
Com base nesse material, o Ministério Público poderá avaliar a abertura de uma investigação própria para apurar os fatos e verificar se houve participação criminosa nos episódios.

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