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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou 26 pessoas investigadas por integrar uma organização criminosa especializada no furto de cabos de cobre de redes de telefonia, internet e energia elétrica. As quatro denúncias foram apresentadas pela 2ª Promotoria de Justiça de Visconde do Rio Branco, na Zona da Mata.
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Segundo o MPMG, o grupo teria atuado de forma estruturada entre 2020 e 2025, com divisão de tarefas e participação de integrantes responsáveis pela execução dos furtos, logística, receptação e movimentação financeira. As investigações apontam atuação em municípios como Visconde do Rio Branco, Juiz de Fora, Ubá, Leopoldina, Matias Barbosa, São João Nepomuceno e Barbacena.
O material furtado também seria comercializado para empresas de outros estados. De acordo com as apurações, a organização era dividida em núcleos com funções específicas.
Grupo usava uniformes e crachás falsos
O núcleo responsável pela execução dos furtos identificava os locais e retirava os cabos das redes de concessionárias de serviços públicos. Parte dos investigados, conforme as denúncias, teria experiência profissional na área de telecomunicações e utilizaria conhecimentos técnicos para facilitar os crimes.
Para evitar suspeitas, os integrantes usariam uniformes, crachás falsificados, veículos caracterizados, cones de sinalização e documentos adulterados. Dessa forma, simulavam a realização de serviços de manutenção nas redes.
Outro núcleo ficaria responsável pela articulação e logística. Entre as funções estavam o recrutamento de participantes, organização das equipes, definição dos locais dos furtos, fornecimento de veículos e equipamentos, além do transporte dos cabos e distribuição dos valores obtidos.
Cobre era processado antes da venda
As investigações também identificaram um núcleo responsável pela receptação local, processamento do cobre e gerenciamento financeiro. O grupo teria adquirido os cabos furtados, armazenado o material e realizado processos para descaracterizá-lo antes da revenda.
Entre as práticas identificadas estavam a retirada dos revestimentos e a queima dos fios. Segundo o MPMG, essas medidas dificultavam a identificação da origem ilícita do material e aumentavam seu valor de comercialização.
A apuração apontou ainda movimentações financeiras superiores a R$ 150 milhões, consideradas incompatíveis com a renda formal de alguns investigados. Os investigadores também identificaram o uso de contas bancárias de terceiros e empresas para movimentar recursos supostamente provenientes dos crimes.
Venda para outros estados
A quarta denúncia envolve integrantes apontados como responsáveis pela receptação interestadual. Conforme o Ministério Público, empresários e comerciantes do setor de sucatas em Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro teriam comprado grandes quantidades de cobre de

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