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Um empresário de 53 anos é suspeito de ter escondido um celular no banheiro de uma imobiliária para filmar uma funcionária, de 26 anos, nua, em Santa Juliana, no Triângulo Mineiro. Segundo o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar (PM), o homem teria admitido que colocou o próprio aparelho no local com o objetivo de fazer as gravações.
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As imagens foram descobertas pela própria funcionária. Conforme o relato prestado à polícia, ela precisou utilizar o celular do empresário para realizar um pagamento. Como o aparelho estava desbloqueado, a mulher acessou as abas abertas e encontrou fotos e vídeos em que aparecia nua dentro do banheiro da imobiliária.
Segundo o registro, ela fotografou a tela do aparelho com o próprio celular para preservar o que poderia ser uma prova e deixou o estabelecimento. A funcionária afirmou ter encontrado mais de uma gravação e passou a suspeitar que pudesse ter sido filmada em outras ocasiões.
Mulher confrontou ex-patrão
O caso foi registrado em 29 de junho. Depois de descobrir as imagens, a mulher decidiu confrontar o ex-patrão. A discussão terminou em agressões físicas. Segundo o boletim de ocorrência, a funcionária afirmou que recebeu um tapa no rosto durante a discussão. Ela reagiu e os dois entraram em luta corporal. O ex-namorado da mulher chegou ao local e separou os envolvidos.
Antes de retornar à imobiliária, a funcionária havia deixado o estabelecimento bastante abalada e se aproximado de uma obra nas proximidades. Um pedreiro percebeu que ela estava chorando e a orientou a procurar a polícia.
Ela também enviou uma mensagem ao ex-namorado, que recomendou que fosse ao quartel da PM. No entanto, a mulher retornou à imobiliária para buscar as chaves e decidiu questionar o empresário sobre as gravações.
Os envolvidos foram encaminhados para atendimento médico e, posteriormente, levados à Delegacia de Polícia Civil.
Empresário teria admitido gravações
Ainda conforme o boletim, o empresário inicialmente negou ter colocado qualquer equipamento no banheiro para registrar imagens da funcionária. Durante a ocorrência, porém, ele teria admitido que escondeu o próprio celular no local para fazer as gravações.
O homem afirmou que não teria compartilhado os vídeos e negou outras acusações feitas pela ex-funcionária.
Ao todo, seis celulares foram apreendidos e encaminhados para investigação. O empresário foi preso em flagrante após a ocorrência, mas posteriormente acabou liberado. O caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá analisar os aparelhos apreendidos e os demais elementos reunidos durante a ocorrência.

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