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O antigo Hospital Maria Amélia Lins (HMAL), no bairro Santa Efigênia, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, terá uma nova função na rede pública de saúde. O prédio será transformado em um Instituto de Oftalmologia da Santa Casa BH, com atendimentos integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
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A Santa Casa BH venceu o edital de cessão do imóvel lançado pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) e vai investir R$ 5,8 milhões na reforma da estrutura. A previsão é que os primeiros atendimentos sejam iniciados em dezembro deste ano.
A formalização da cessão do imóvel ocorreu nesta terça-feira (1º). O termo de permissão gratuita de uso terá duração inicial de cinco anos, com possibilidade de renovação.
Com o acordo, a Santa Casa será responsável pela manutenção e conservação do prédio, além da gestão dos trabalhadores e dos atendimentos realizados no local.
Foco na oftalmologia
A nova unidade deverá concentrar serviços de oftalmologia que atualmente estão distribuídos em diferentes áreas do complexo da Santa Casa BH.
A estrutura contará com ambulatório, pronto-socorro e bloco cirúrgico. A expectativa é ampliar a realização de cirurgias e procedimentos especializados.
Segundo a previsão apresentada, o novo espaço permitirá a realização de cerca de 120 cirurgias oftalmológicas a mais por mês, além de mais de 170 pequenos procedimentos mensais. A expectativa divulgada é de que a unidade alcance aproximadamente 500 procedimentos cirúrgicos por mês.
A escolha da oftalmologia está relacionada à demanda por atendimento especializado e às filas existentes na rede pública de saúde.
Diálise peritoneal também será transferida
Além dos atendimentos oftalmológicos, o prédio também deverá receber o serviço de diálise peritoneal, previsto para começar a funcionar a partir de abril.
A expectativa é de que sejam abertas 47 novas vagas para o atendimento. A transferência de parte dos serviços para o antigo Hospital Maria Amélia Lins também deve liberar espaços no prédio principal da Santa Casa para outras áreas da saúde.
Entre as previsões estão a ampliação da oferta de consultas em saúde auditiva e o aumento da capacidade de realização de exames de ultrassom. A instituição estima a realização de mais 400 exames por mês, elevando a capacidade total para mais de 3.600 procedimentos mensais.
Também estão previstos estudos para ampliar cirurgias de otorrinolaringologia e procedimentos relacionados a implantes cocleares.
Reforma deve durar três meses
A previsão é que as obras de adaptação do prédio sejam concluídas em cerca de três meses. Entre as intervenções necessárias estão reparos na estrutura e no telhado, que apresenta problemas de infiltração.
O imóvel anteriormente abrigava serviços de ortopedia de baixa complexidade. A mudança de perfil ocorreu após a transferência desses atendimentos para outras unidades da rede estadual.
Segundo o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, a demanda anteriormente atendida no Hospital Maria Amélia Lins foi absorvida por outras unidades, principalmente pelo Hospital João XXIII.
Antes do fechamento do HMAL, o Hospital João XXIII realizava cerca de 800 cirurgias ortopédicas por mês. Em agosto, o número chegou a 1.105 procedimentos, segundo dados divulgados pelo governo estadual.
A Fhemig também informou que a reorganização da rede permitiu ampliar a produção de cirurgias ortopédicas de perfil semelhante, passando de pouco mais de 200 para mais de 400 procedimentos mensais.
Futuro do hospital foi alvo de disputa judicial
O futuro do Hospital Maria Amélia Lins vinha sendo discutido desde o início de 2025, quando o bloco cirúrgico da unidade foi fechado e os atendimentos ortopédicos foram transferidos para outras unidades da rede.
A mudança foi questionada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que entrou com uma Ação Civil Pública contra a transferência dos serviços.
Em julho deste ano, a Justiça chegou a determinar a reabertura integral do hospital e a retomada das atividades interrompidas. A decisão, no entanto, foi suspensa em agosto pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), após recurso apresentado pelo Estado e pela Fhemig.
Com a suspensão da decisão, a reorganização da rede foi mantida. Posteriormente, a Santa Casa BH venceu o edital de cessão do imóvel e definiu a implantação do Instituto de Oftalmologia como nova finalidade para o prédio.
A expectativa é que, a partir de dezembro, o antigo Hospital Maria Amélia Lins volte a receber pacientes, desta vez com foco no atendimento oftalmológico pelo SUS.

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