A Justiça de Minas Gerais negou o pedido para que o processo sobre o homicídio do casal Cláudio Atala Inácio e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio tramitasse em segredo de justiça. A decisão foi proferida nessa quarta-feira (12) pelo juiz Alexandre Magno de Resende Oliveira, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte.
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A diarista Paola Stefany Neto Cirino é ré no processo pela morte do casal, ocorrida em junho deste ano, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.
Ao negar o pedido, o magistrado destacou que a publicidade dos atos processuais é a regra no sistema de Justiça, especialmente em ações penais públicas.
“A regra basilar de nosso ordenamento é a publicidade dos atos processuais, sobretudo em se tratando de ação penal pública, na qual sobressai o interesse inafastável da sociedade no acompanhamento e na transparência da persecução criminal”, afirmou o juiz.
Pedido de exame de insanidade
Na mesma decisão, Alexandre Magno determinou que o pedido para instauração de incidente de insanidade mental seja analisado em outro processo. Esse procedimento deverá tramitar sob sigilo.
O exame foi solicitado para avaliar as condições mentais da acusada e verificar se ela tinha capacidade de compreender o caráter dos atos praticados.
Paola responde por dois crimes de latrocínio, que é o roubo seguido de morte, com agravantes relacionados ao uso de meio cruel, recurso que teria dificultado a defesa das vítimas e ao fato de os crimes terem sido cometidos contra pessoas idosas.
Ela também pode responder por crimes relacionados à adulteração de provas, manipulação da cena do crime e uso fraudulento dos cartões bancários das vítimas.
Relembre o crime
Paola Stefany Neto Cirino confessou ter matado o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos. O crime aconteceu em 29 de junho, no apartamento do casal, no bairro São Pedro. Os corpos foram encontrados no dia seguinte pelo filho das vítimas.
Segundo as investigações, Paola estava no primeiro dia de trabalho como diarista no imóvel. Ela teria sido indicada por um primo de Maria Clotilde.
Durante o almoço, a acusada teria colocado comprimidos de clonazepam no liquidificador usado para preparar um suco e dado a bebida ao casal. Conforme a investigação, Cláudio dormiu no quarto, enquanto Maria Clotilde permaneceu na sala.
Ainda segundo o relato apresentado no processo, Paola esfaqueou os dois idosos, tomou banho, trocou de roupa e deixou o apartamento levando bens das vítimas. Depois, teria ido ao Centro de Belo Horizonte para tentar negociar parte dos objetos roubados.

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