A idosa Jandira Macedo de Castro, de 95 anos, conhecida como Doca, foi encontrada com vida pelo Corpo de Bombeiros na noite desta segunda-feira (17), após passar mais de 24 horas desaparecida em uma área de mata na região de Roças Novas, em Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A localização ocorreu após uma operação que mobilizou equipes dos bombeiros durante a tarde e a noite de domingo (16) e ao longo de toda a segunda-feira.
Drone ajudou a localizar a idosa
Um dos elementos que contribuíram para a localização de Jandira foi o relato de um caseiro de uma propriedade vizinha. Ele informou aos bombeiros ter visto a idosa no domingo, a aproximadamente dois quilômetros do sítio onde ela mora com a família.
A informação fez com que as equipes direcionassem as buscas para uma nova área. Com o auxílio de cães farejadores, os militares identificaram uma região de vegetação fechada com indícios de que a mulher poderia estar nas proximidades.
Durante a noite, um drone equipado com câmera térmica sobrevoou o local e detectou uma fonte de calor compatível com a presença de uma pessoa.
A partir das coordenadas fornecidas pelo equipamento, os bombeiros avançaram pela mata e encontraram Jandira. Ao perceber a aproximação da equipe, ela pediu socorro, contribuindo para que os militares chegassem até ela.
Idosa apresentava sinais de desidratação
Segundo o Corpo de Bombeiros, Jandira estava consciente e apresentava sinais vitais estáveis. Ela, porém, estava fraca, tinha dificuldade para se locomover e apresentava sinais de desidratação após permanecer por longo período sem alimentação.
Devido às condições do terreno, os militares precisaram transportá-la manualmente por um longo trecho de mata, incluindo áreas íngremes. A idosa foi levada até uma via, onde uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) aguardava para prestar os primeiros atendimentos.
Depois, ela foi encaminhada para avaliação médica.
Desaparecimento mobilizou família e equipes
De acordo com os familiares, Jandira desapareceu após sair pela porta dos fundos do sítio. A ausência foi percebida por volta do meio-dia de domingo, quando parentes iniciaram as buscas dentro da propriedade e nas áreas próximas.
A família informou aos bombeiros que a idosa tem Alzheimer, mas é considerada lúcida e costuma reconhecer os familiares. Ela também não tinha o hábito de sair sozinha nem de entrar em regiões de mata fechada.
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