O mercado de trabalho de Minas Gerais apresentou melhora no segundo trimestre de 2026, com queda na taxa de desemprego e aumento da população ocupada. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisados pela Gerência de Economia da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), a taxa de desemprego no estado caiu de 5% no primeiro trimestre para 3,8% entre abril e junho.
A redução foi de 1,2 ponto percentual em três meses. No Brasil, a taxa passou de 6,1% para 5,4% no mesmo período. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, Minas Gerais também registrou melhora. A taxa de desemprego recuou de 4% para 3,8%. No país, a queda foi de 5,8% para 5,4%.
Número de ocupados aumenta em Minas
A melhora no mercado de trabalho foi acompanhada pelo crescimento da população ocupada no estado. Minas Gerais terminou o segundo trimestre com aproximadamente 11 milhões de pessoas trabalhando, alta de 2,3% em relação aos três primeiros meses do ano.
Ao mesmo tempo, o número de pessoas desocupadas caiu 22,5%, chegando a cerca de 437 mil trabalhadores. Apesar do avanço na comparação trimestral, o total de ocupados em Minas ainda ficou 0,9% abaixo do registrado no mesmo período de 2025.
No Brasil, o cenário foi diferente. A população ocupada cresceu 1,1% no trimestre e 0,7% em um ano, alcançando aproximadamente 103,1 milhões de trabalhadores.
Indústria perde trabalhadores
A análise por setor mostra resultados diferentes entre as atividades econômicas de Minas Gerais. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, a agropecuária teve alta de 8% no número de ocupados, enquanto a construção apresentou crescimento de 0,2%.
Já a indústria geral registrou retração de 8%, passando de aproximadamente 1,6 milhão para 1,5 milhão de trabalhadores. Também houve redução no número de ocupados no comércio, de 2%, e nos serviços, de 0,2%.
Considerando a indústria total, que reúne a indústria geral e a construção civil, Minas Gerais tinha cerca de 2,3 milhões de trabalhadores ocupados no segundo trimestre. O número representa uma queda de 0,9% em relação ao trimestre anterior.
No Brasil, por outro lado, o emprego industrial cresceu 1% no período, chegando a 20,5 milhões de trabalhadores.
Perspectivas para o mercado de trabalho
Segundo a análise da Gerência de Economia da FIEMG, as perspectivas para o mercado de trabalho mineiro permanecem positivas ao longo de 2026, principalmente devido ao elevado nível de ocupação e à renda das famílias.
Esses fatores tendem a favorecer o consumo e a demanda por trabalhadores, especialmente nos setores de serviços e comércio. O cenário, porém, ainda exige atenção. As condições financeiras permanecem restritivas e, apesar da continuidade do ciclo de redução dos juros, a Selic segue em patamar elevado, o que limita uma expansão mais forte do consumo e dos investimentos.
O endividamento das famílias e as pressões inflacionárias também são apontados como fatores de preocupação. Além disso, as incertezas fiscais e externas podem trazer novos riscos para a economia. Nesse contexto, a expectativa é de manutenção de um mercado de trabalho favorável em Minas Gerais ao longo de 2026, embora sujeito aos efeitos de um cenário econômico ainda desafiador.
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