Após quatro meses de greve, os Técnicos-Administrativos em Educação (TAE) de quatro instituições federais de ensino de Minas Gerais retomaram as atividades nesta segunda-feira (13). A decisão de encerrar a paralisação foi aprovada em assembleia online realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Instituições Federais de Ensino (Sindifes-MG) na última quinta-feira (9).
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A reunião contou com a participação de mais de 650 servidores. A greve teve início em 10 de março e foi motivada pela cobrança do cumprimento do Termo de Acordo (TA) 11/2024. Segundo o sindicato, o retorno ocorreu de forma integral e sem intercorrências.
“Voltou tudo normal, bem tranquilo”, afirmou Cristina del Papa, coordenadora-geral do Sindifes-MG.
A mobilização envolveu trabalhadores do Hospital das Clínicas da UFMG (HC-UFMG), do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais (IFMG).
Durante a paralisação, o sindicato informou que manteve uma escala de serviços essenciais, com atendimento duas vezes por semana e duas horas por dia, para evitar a interrupção completa das atividades administrativas das instituições.
Negociações com o governo federal
Segundo Cristina del Papa, o retorno às atividades foi uma condição apresentada pelo Ministério da Educação (MEC) para a continuidade das negociações e a implementação dos pontos previstos no acordo firmado com os servidores.
Entre os avanços citados pelo sindicato estão a regulamentação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), mecanismo que prevê valorização financeira da experiência profissional dos técnicos; a aceleração de carreiras para aposentados e pensionistas com direito à paridade; e discussões sobre a implementação da jornada de 30 horas semanais.
Também foram previstos grupos de trabalho para discutir temas como eleições paritárias para reitorias, revisão de atribuições dos cargos, contratação de tradutores e intérpretes de Libras e políticas de saúde do trabalhador.
Impactos durante a greve
A paralisação afetou serviços administrativos e atividades acadêmicas nas instituições envolvidas. No Hospital das Clínicas da UFMG, a redução de profissionais em setores de apoio levou à diminuição temporária da operação de duas das 13 salas cirúrgicas, provocando atrasos e remarcações de procedimentos eletivos.
Na UFMG, unidades como a Biblioteca da Faculdade de Odontologia também funcionaram em escala reduzida durante o período, com atendimento voltado a demandas consideradas essenciais.
Com o fim da greve, os servidores retomam as atividades enquanto seguem as discussões entre representantes da categoria e o governo federal sobre a implementação dos compromissos firmados.

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