O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) determinou o prosseguimento das investigações contra Vinícius Moreira Mitre, que indicou a diarista Paola Stefany Neto Cirino para trabalhar na casa do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. O casal foi morto no apartamento onde morava, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, em 29 de junho.
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A decisão foi tomada pela 12ª Promotoria de Justiça de Belo Horizonte, que identificou indícios de que Paola entrou em contato com Vinícius durante o crime.
Segundo a denúncia, a diarista ligou para ele informando que Maria Clotilde “não estaria passando bem”. Conforme o Ministério Público, mesmo após receber essa informação, Vinícius não teria acionado qualquer tipo de socorro.
Diante desse e de outros elementos, a Promotoria entendeu ser necessário aprofundar as investigações para esclarecer se ele teve alguma participação no crime, atuando como informante, facilitador ou se não teve qualquer envolvimento nos fatos. O caso envolvendo Vinícius foi desmembrado do processo principal e retornará à Polícia Civil para novas diligências.
Denúncia contra a diarista
Paola Stefany Neto Cirino já foi denunciada pelo Ministério Público por dois crimes de latrocínio, com as agravantes de uso de meio cruel, recurso que dificultou a defesa das vítimas e pelo fato de o crime ter sido praticado contra pessoas idosas.
Ela também responde por fraude processual, por supostamente alterar a cena do crime para dificultar o trabalho da perícia, e por furto mediante fraude, em razão do uso dos cartões bancários das vítimas.
Segundo a investigação, a diarista levou comprimidos de clonazepam ao apartamento e misturou o medicamento em um suco consumido pelo casal. Enquanto recolhia objetos da residência, Cláudio Atala Inácio acordou e tentou reagir. Conforme a denúncia, ele foi esfaqueado diversas vezes. Maria Clotilde também foi morta durante a ação.
Após o crime, Paola teria limpado vestígios, utilizado cartões bancários das vítimas, vendido parte dos bens roubados no Centro de Belo Horizonte e tentado fugir para outro estado. Ela foi presa pela Polícia Civil em um hotel na cidade de Itabira.
Além dela, o proprietário de um restaurante no Centro de Belo Horizonte também foi denunciado por furto mediante fraude. De acordo com o Ministério Público, ele permitiu o uso dos cartões bancários das vítimas em seu estabelecimento e teria dividido parte dos valores obtidos com a diarista.

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