O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, pela morte do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, em Belo Horizonte.
O crime aconteceu em 29 de junho, no apartamento do casal, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul da capital. Paola foi denunciada pelos crimes de dois latrocínios (roubo seguido de morte), fraude processual e furto mediante fraude.
Um homem de 41 anos também foi denunciado por furto mediante fraude após, segundo o Ministério Público, participar do uso de um dos cartões bancários das vítimas. O proprietário de um restaurante onde foram feitas transações com os cartões também foi denunciado pelo mesmo crime.
De acordo com a denúncia, a diarista foi até o imóvel levando comprimidos de clonazepam, que teriam sido colocados em um suco consumido pelo casal. Enquanto recolhia objetos da residência, ela teria sido surpreendida pelo advogado, que acordou e tentou reagir.
Ainda segundo o MPMG, Paola atacou o idoso com uma faca retirada da cozinha. A empresária também foi morta durante a ação.
Após o crime, a diarista teria levado mais de R$ 19 mil em dinheiro, além de joias, relógios, celulares, cartões bancários, perfumes, roupas, bolsas e outros objetos de valor.
A denúncia aponta que parte dos bens foi vendida poucas horas depois na Região Central de Belo Horizonte. O Ministério Público afirma ainda que Paola tentou dificultar a investigação ao limpar vestígios, lavar a faca usada no crime e descartar roupas com manchas de sangue.
Segundo a investigação, após deixar o apartamento, ela seguiu para o Centro da capital, onde vendeu objetos roubados e utilizou cartões das vítimas. Uma tentativa de transferência no valor de R$ 5 mil teria sido bloqueada. Depois, foram realizadas duas operações, de R$ 1,3 mil e R$ 1,8 mil, em máquinas de cartão de um restaurante na Rua Carijós.
Após as movimentações, a diarista comprou um celular, passou pela casa onde morava, em Ribeirão das Neves, buscou o filho e se hospedou em um hotel em Itabira. Ela foi presa pela Polícia Civil antes de deixar o estado.
O Ministério Público pediu que a Justiça receba a denúncia, condene os acusados e fixe um valor mínimo para reparação dos danos causados aos familiares das vítimas.
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