A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um inquérito para investigar a morte de um menino de 2 anos, ocorrida na noite de quinta-feira (2), no bairro Santa Luzia, em Passos, no Sul de Minas. A investigação busca esclarecer as circunstâncias do caso e apurar se houve eventual responsabilização criminal.
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Segundo a corporação, a ocorrência foi registrada inicialmente como abandono de incapaz por meio da 2ª Central Estadual do Plantão Digital. A perícia esteve na residência onde a criança estava e realizou os levantamentos técnicos. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde passará por exame de necropsia, que deverá apontar a causa da morte.
Duas mulheres, de 19 e 20 anos, foram conduzidas à delegacia para prestar depoimento. Após serem ouvidas, ambas foram liberadas. A Polícia Civil informou que as investigações continuam.
De acordo com a Polícia Militar, a equipe foi acionada até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) depois que a criança deu entrada já sem sinais vitais. A médica pediatra de plantão relatou que, pelas características observadas, como ausência de pulsação, alterações pupilares e coloração da pele, o óbito teria ocorrido entre uma e duas horas antes da chegada à unidade. Apesar das tentativas de reanimação, a criança não respondeu aos procedimentos.
O pai, de 26 anos, contou aos policiais que chegou do trabalho por volta das 21h22 e encontrou o filho dormindo com uma coberta sobre o rosto. Ao retirar o cobertor, percebeu que o menino estava imóvel e com os lábios arroxeados. Ele iniciou manobras de reanimação e levou a criança à UPA com auxílio da bisavó.
A mãe, de 19 anos, informou que havia saído para trabalhar e deixou o filho sob os cuidados de uma babá, de 20 anos. Segundo ela, a cuidadora chegou atrasada e portava um copo com bebida alcoólica, que teria sido consumida antes de entrar na residência. A mãe disse ainda que orientou a jovem a acordar a criança quando o pai chegasse para que ela jantasse.
Em depoimento, a babá confirmou que ingeriu o restante da bebida antes de entrar no imóvel, mas negou ter consumido álcool durante o período em que permaneceu com a criança. Ela afirmou que o menino permaneceu dormindo durante todo o tempo e relatou que chegou a retirar a coberta do rosto da criança, percebendo apenas um movimento dos braços, interpretando que ela continuava dormindo.
A cuidadora também afirmou que a mãe costumava administrar melatonina ao menino para auxiliar no sono, mas garantiu que não ofereceu qualquer medicamento nem alimentou a criança naquele dia. Durante a perícia, o produto citado não foi localizado na residência, apesar de a mãe informar que costumava guardá-lo na geladeira.
A Polícia Civil informou que todas as versões apresentadas serão analisadas ao longo do inquérito. O resultado da necropsia e dos exames periciais será fundamental para esclarecer a dinâmica dos fatos e definir se houve prática de crime. As investigações seguem em andamento.

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