A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) definiu a empresa que ficará responsável pela conclusão das obras de melhoria viária no Trevo do BH Shopping, na interseção da MGC-356 com a Avenida Raja Gabaglia, no bairro Belvedere, na região Centro-Sul da capital. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Município (DOM) de sábado (4/7).
Após a rescisão do contrato com o Consórcio Alargamento do Viaduto BH Shopping, formado pelas empresas Poros e RFJ, a administração municipal convocou a Construtora Itamaracá Ltda., segunda colocada no processo licitatório, que aceitou assumir a execução do restante da obra.
O novo contrato prevê investimento de R$ 22,8 milhões, valor superior aos cerca de R$ 16 milhões previstos inicialmente. Além de concluir as intervenções, a empresa também será responsável por avaliar a conformidade dos projetos estruturais já executados. A fiscalização ficará a cargo da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap).
Segundo a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smobi), a rescisão do contrato anterior ocorreu após um processo administrativo identificar atrasos injustificados, baixo desempenho na execução dos serviços, descumprimento de exigências técnicas e contratuais, além da inexecução de parte do objeto contratado. A prefeitura informou que as sanções administrativas previstas em lei foram aplicadas às empresas responsáveis.
Com a mudança de construtora, o cronograma também foi alterado. A previsão inicial era de que as obras fossem concluídas até o fim de 2026, mas a PBH estima agora que a entrega ocorrerá em 2028.
As intervenções incluem o alargamento do viaduto sobre a MGC-356, permitindo a implantação de uma terceira faixa de rolamento no sentido Belvedere–Santa Lúcia, além de adequações nas alças de acesso. O projeto contempla ainda o plantio de aproximadamente 860 árvores e a requalificação ambiental da Lagoa Seca, que deverá ser incorporada ao patrimônio municipal para uso público.
A obra enfrentou uma série de impasses desde o início. Em 2025, os trabalhos chegaram a ser paralisados após questionamentos sobre o ritmo da execução e o cumprimento de normas técnicas e de segurança. No mesmo ano, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) recomendou a suspensão das intervenções para que o projeto passasse por licenciamento urbanístico junto ao Conselho Municipal de Política Urbana (Compur), mas a recomendação foi posteriormente revogada.
A PBH informou ainda que as obras serão retomadas após a formalização do novo contrato.
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