A motorista de 22 anos que atropelou e matou uma criança de 3 anos em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, teve a prisão em flagrante ratificada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). O caso aconteceu na tarde de sexta-feira (17), no bairro Balneário Água Limpa.
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Segundo a PCMG, a jovem foi autuada por homicídio culposo na direção de veículo automotor, com base no artigo 302, §1º, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que prevê aumento de pena em situações específicas. Após os procedimentos, ela permaneceu à disposição da Justiça.
A vítima foi identificada como Gael Lucas Silva Lima, de 3 anos. O menino chegou a ser socorrido por uma equipe da concessionária EPR Via Mineira, responsável pela BR-040, e levado para uma base de atendimento da empresa, mas já chegou ao local sem vida.
Dinâmica do acidente
De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), a motorista afirmou que estava em processo de aprendizagem para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e dirigia o carro do tio, de 50 anos, que ocupava o banco do passageiro.
Em depoimento, ela relatou que perdeu o controle da direção ao fazer uma conversão da Avenida dos Navegantes para a Rua Comerciantes. O veículo atravessou a pista, subiu no canteiro, passou pelo meio-fio e atingiu Gael, que aguardava o irmão mais velho sair da escola.
Após atropelar a criança, o automóvel caiu em uma rua marginal e bateu contra um carro que estava estacionado. O menino ficou preso sob o veículo e foi retirado por moradores que levantaram o automóvel.
Segundo o atendimento pré-hospitalar, a criança apresentava vias aéreas obstruídas, hemorragia intensa, parada cardiorrespiratória, otorragia e afundamento de crânio. Apesar das tentativas de reanimação, a morte foi constatada.
Motorista e tio foram levados à delegacia
Ainda conforme a PM, a jovem informou que havia aprendido a dirigir há poucos meses, mas não possuía autorização nem habilitação para conduzir veículos. Após o acidente, ela tentou deixar o local, mas foi impedida por pessoas que presenciaram a ocorrência.
O tio confirmou aos policiais que também não possui CNH e que autorizou a sobrinha a dirigir o veículo. Como não havia um condutor habilitado para assumir a direção, o automóvel foi removido para um pátio credenciado.
Os dois passaram por atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), realizaram o teste do bafômetro, que apresentou resultado negativo para consumo de álcool, e foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil em Nova Lima, acompanhados por um advogado.
Em relação ao tio da motorista, a Polícia Civil instaurou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), procedimento utilizado para infrações de menor potencial ofensivo. Após prestar depoimento, ele foi liberado e assumiu o compromisso de comparecer ao Juizado Especial Criminal quando convocado.
A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias do atropelamento.

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