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O exame toxicológico realizado pelo Laboratório de Toxicologia do Instituto Médico Legal (IML) identificou a presença de substâncias associadas ao ecstasy e à anfetamina no organismo da capitã da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) Michele Leão Azevedo, de 41 anos. O resultado faz parte das investigações conduzidas pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) sobre a morte da policial.
Michele foi levada já sem vida ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, no dia 20 de julho, pelo marido, o 3º sargento da PMMG Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, que está preso preventivamente por suspeita de envolvimento no caso.
O laudo toxicológico foi elaborado a partir de uma amostra de urina coletada três dias após a morte da capitã. O exame apontou a presença de metilenodioxianfetamina (MDA), metilenodioximetanfetamina (MDMA), principal composto do ecstasy, além de anfetamina.
Segundo o IML, os resultados foram obtidos por meio das metodologias utilizadas rotineiramente pelo Laboratório de Toxicologia.
Apesar da identificação dessas substâncias, o laudo não permite concluir a causa da morte da policial. De acordo com a Polícia Civil, as circunstâncias do caso continuam sendo investigadas e o exame representa apenas um dos elementos que integram o inquérito.
ℹ️ O ecstasy é uma droga sintética ilícita com efeitos estimulantes e alucinógenos, capaz de provocar euforia, aumento da energia, sensação de empatia e alterações na percepção. Já a anfetamina é um estimulante do sistema nervoso central que pode elevar o estado de alerta e acelerar a atividade cerebral.
Relembre o caso
Michele Leão Azevedo foi levada ao Hospital Odilon Behrens por volta das 21h do dia 20 de julho. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o sargento carregou a esposa nos ombros até o carro.
A equipe médica suspeitou da versão apresentada pelo militar ao constatar que a morte teria ocorrido entre quatro e seis horas antes da chegada ao hospital. Além disso, o corpo apresentava múltiplas lesões, incluindo traumatismo craniano, ferimentos na testa, lesões nas pernas e marcas compatíveis com chicoteamento.
Em depoimento, Eduardo Abner afirmou que Michele caiu de uma escada por volta do meio-dia e que os hematomas também seriam resultado de práticas sexuais consensuais de dominação ocorridas na noite anterior. Segundo ele, a esposa não foi levada ao hospital antes porque estaria constrangida pelo uso de drogas.
A situação do sargento se agravou após ele ser flagrado por um tenente descartando comprimidos de ecstasy na lixeira do hospital. Além da investigação sobre a morte da capitã, ele também foi preso por suspeita de posse e tráfico de drogas.
A Polícia Civil segue apurando o caso e aguarda a conclusão dos demais laudos periciais para esclarecer a dinâmica dos fatos e a causa da morte.
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