A delegada da Polícia Civil de Minas Gerais, Wanessa Santana Martins Vieira, investigada pelo crime de peculato, recebeu uma nova licença médica de 30 dias. O afastamento foi concedido pelo Hospital da Polícia Civil na segunda-feira (20) e publicado nesta quarta-feira (22).
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O hospital não informou o motivo do novo afastamento. Esta é a quarta licença médica concedida à delegada desde o início das investigações. O primeiro afastamento ocorreu em abril e já havia sido prorrogado em maio e novamente no fim de junho.
Durante o período de licença, a delegada continua recebendo normalmente os vencimentos. De acordo com o Portal da Transparência, o salário de Wanessa Santana é de aproximadamente R$ 23,5 mil.
Investigação
Wanessa Santana e o marido são investigados pelo crime de peculato. A apuração teve início após o advogado ser flagrado utilizando uma viatura descaracterizada da Polícia Civil para fins particulares.
O caso ocorreu em 10 de março, durante uma operação da Polícia Civil na região da Pampulha, em Belo Horizonte. O advogado foi preso em flagrante e, posteriormente, a delegada também acabou detida. Ambos foram liberados após audiência de custódia mediante pagamento de fiança.
Na época dos fatos, Wanessa Santana era titular de uma delegacia em São José da Lapa. Com a abertura da investigação, ela foi removida administrativamente para a 1ª Central Estadual do Plantão Digital, em Belo Horizonte.
A transferência foi determinada pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil com base em critérios de conveniência da disciplina, após a instauração de uma sindicância. Embora a mudança tenha sido para a capital, a medida é considerada, nos bastidores da corporação, uma perda de função de prestígio, já que a delegada deixou a chefia de uma unidade para atuar em um plantão policial.
O que é peculato?
O peculato é um crime previsto no Código Penal e ocorre quando um agente público se apropria, desvia ou utiliza, em benefício próprio ou de terceiros, dinheiro, bens ou outros recursos públicos aos quais tenha acesso em razão do cargo que ocupa. A investigação busca apurar se houve o uso indevido de uma viatura oficial para finalidade particular.

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