A Polícia Civil de Minas Gerais ouviu, nesta quinta-feira (18), os quatro adolescentes suspeitos de terem abusado sexualmente de uma jovem de 17 anos durante uma festa em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. As investigações correm em sigilo, pois todos os envolvidos são menores de idade. A vítima também já prestou depoimento.
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As autoridades vão analisar o conteúdo de mensagens trocadas entre um dos investigados e a jovem, entregues à polícia por Elizângela Souza Oliveira, mãe da adolescente. Segundo ela, em uma das conversas, ocorrida na manhã seguinte ao crime, um dos suspeitos admite ter participado dos abusos, alega estar embriagado na ocasião e diz ter consciência da gravidade do que aconteceu. A jovem respondeu que faria a denúncia. Elizângela também relatou que familiares de alguns dos investigados tentaram convencer a filha a desistir da queixa, sem sucesso.
O caso ocorreu na noite da última sexta-feira (12), no bairro Arvoredo. A adolescente convidou amigos para sua casa enquanto a mãe estava ausente. No total, nove pessoas estiveram no local, entre elas, duas amigas, o namorado de uma delas e um amigo do casal. Por volta das 23h, parte do grupo foi embora, e quatro rapazes, todos com 17 anos, permaneceram.
A vítima relatou que todos consumiram bebidas alcoólicas e que suspeita ter sido dopada, já que perdeu a consciência sem explicação. Ela só voltou a si quando já estava sendo abusada por dois dos adolescentes, enquanto um terceiro assistia. Um quarto suspeito não estava presente no momento, mas teria confirmado, por mensagens, que participou dos abusos em um momento anterior.
Após registrar boletim de ocorrência com a Polícia Militar, a jovem foi encaminhada ao Hospital Municipal de Contagem para atendimento médico e realização de exames. O laudo pericial ainda está sendo elaborado.
Por serem menores de idade, os suspeitos não respondem criminalmente como adultos. Se o envolvimento for comprovado, poderão ser responsabilizados por ato infracional análogo ao estupro, com aplicação de medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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