A família do pastor Romildo Batista de Lima, de 69 anos, iniciou uma campanha virtual para arrecadar R$ 50 mil e custear o traslado do corpo da Venezuela para Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Até a publicação desta reportagem, a vaquinha havia arrecadado R$ 835,50.
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Romildo morreu após ser atingido por uma parede durante o terremoto que atingiu a Venezuela na última semana. Ele estava no país ao lado da esposa, Carlha Nacarid, para comemorar o aniversário de 69 anos e visitar os familiares dela. O casal retornaria ao Brasil poucos dias depois da tragédia.
Segundo os familiares, os dois tentaram se proteger durante o tremor, mas foram atingidos pelo desabamento de uma parede da pousada onde estavam hospedados. O pastor foi socorrido e levado a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Carlha sofreu uma fratura na bacia e permanece internada.
Corpo não pôde ser transportado em voo comercial
Inicialmente, a família conseguiu um voo comercial para trazer o corpo ao Brasil. No entanto, após a liberação pela funerária, foi informada de que o estado de conservação do corpo não permitia o embarque na aeronave.
Diante da situação, os parentes precisaram buscar outra alternativa para o translado, cujo custo é estimado em cerca de R$ 50 mil. A campanha de arrecadação foi criada para cobrir as despesas e permitir que Romildo seja velado e sepultado em Uberlândia.
Segundo a sobrinha Mayara Santos Mineiro, o corpo foi transportado por via terrestre até Boa Vista (RR). A expectativa da família é que ele chegue a Uberlândia até sexta-feira (3).
Família relata dificuldades e burocracia
Os familiares afirmam que enfrentaram dificuldades para conseguir informações e apoio durante o processo de repatriação. Mayara contou que a família tentou contato com órgãos do governo brasileiro em busca de auxílio para o traslado.
“A nossa maior preocupação era saber quando seria a despedida. Procuramos ajuda para trazer o corpo, mas tivemos muita dificuldade para obter respostas”, relatou.
Ela também afirmou que a burocracia na Venezuela atrasou os procedimentos. Entre os problemas enfrentados, houve erro na emissão da certidão de óbito e dificuldades para reunir toda a documentação necessária.
Posteriormente, segundo a família, a embaixada brasileira deu andamento aos trâmites consulares, permitindo o início do processo de translado.
Última conversa
Mayara lembra que a última conversa com o tio aconteceu no dia em que sua filha nasceu. Pelo WhatsApp, ela enviou uma foto da bebê e convidou o pastor para conhecê-la quando retornasse ao Brasil.
“Ele ficou muito feliz e respondeu que estava chegando para vê-la”, contou.
Natural de Chapada de Minas, Romildo morava havia mais de dez anos em Uberlândia. Pastor evangélico, era lembrado pelos familiares como uma pessoa alegre, solidária e dedicada a ações sociais, especialmente à distribuição de alimentos para pessoas em situação de vulnerabilidade.

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